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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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"Um repórter inconveniente"

Aurélio Cunha é o autor do livro supra citado, que vai ser apresentado em 14 de Fevereiro na biblioteca Almeida Garrett. Tive já oportunidade de o adquirir, surpreendendo-me pela positiva.

Conhecia-o virtualmente das suas reportagens escaldantes, jornalismo de investigação no JN, nos anos setenta, oitenta e noventa do século passado. Quando fui para o ginásio, sem o ter visto mais gordo como se diz, em conversa de circunstância, perguntei-lhe o nome e… para meu espanto era mesmo Aurélio Cunha, o tal que assinava as reportagens que tinham ficado no meu subconsciente.

“Um repórter inconveniente” é pois uma descrição memorial que Aurélio publicou e também de casos que não saíram da redacção por razões adivinháveis.

Não sendo eu de memória por aí além, recordo-me de uma das suas reportagens bombásticas sobre as regalias mais que muitas que uma cidadã presa usufruía em Custoias. Maria da Graça de seu nome, uma vamp do social com traços de ser boa comó milho segundo cabeças de olhares fuzilantes, tinha-se abarbatado de boa riqueza de um embaixador. Até um conhecido advogado da cidade, que já não está cá, fundador de um partido do arco da governação, creio que chegou a ser líder parlamentar, fervoroso adepto do Salgueiros, andava derretidinho pela boazona (e aqui fica à divagação dos eventuais leitores o que não deixo expressamente dito mas que terá a ver certamente com lambiscos do pecado). Falei em reportagem bombástica, assim foi, até o director da cadeia foi transferido, pois passavam-lhe nas barbas privilégios magnânimos à referida presidiária de colarinho branco como agora se diz.

Então um dos casos que não puderam ser publicados, refere Aurélio no seu livro, despertou-me a atenção por ser fulanizado por um padre manholas. Fabricou um filho a uma fulana e fez de conta assumindo tardiamente a paternidade encobrindo o seu múnus sacerdotal, intitulando-se a quando do registo da criança, empregado de escritório. Deixou a mãe com o menino na mão como se diz, acabando por ser  entregue a uma instituição. Casos deste quilate, como também e sobretudo, pedofilia, são graves nos leigos, mas nos clérigos!...

Gostei do que li, parabéns ao Aurélio pela frontalidade com que abordava os assuntos e que me veio recordar um tempo em que o JN fazia estilhaços.

 

    Ant.Gonç. (antonio)

 

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