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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - CLXIII(Memórias dum passado)

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A azáfama vinícola da segunda metade do século XX nos moldes tradicionais foi chão que deu uvas. A terra era toda trabalhada, milho e mais milho nos campos ou leiras, algum centeio, e nas bordaduras, ramadas, bardos ou parreiras que davam o precioso tintol que fazia a alegria dos rurais e lhes dava fortaleza nas lides campestres, quando amalgavam umas sopas de cavalo cansado. Com a entrada na Comunidade europeia, abertura escancarada de fronteiras, com subsídios e mais subsídios para novos moldes de agricultura e, pasme-se, subsídios para acabar com a agricultura tradicional. (Mas o que aconteceu com a agricultura, também com as pescas foi um desbaratar de subsídios para acabar com artefactos dessa arte, as traineiras e não só. Eh, sr. dr. Cavaco, essa foi de mestre e anda agora o senhor a dizer que nos devemos voltar para o mar!...)

Se nas terras propícias à boa agricultura alguns apanharam mão cheia de graveto para modernizar ou fazer de conta, já as terras pobres de mini, minifúndio, perderam o comboio pois não tinham características para a agricultura à moda europeia.

A imagem que acompanha este post é bem elucidativa do que atrás disse – as pipas sem pingo de recheio. Têm uma ligação umbilical com as escadas que as emolduram, quer nas podas e nas vindimas, descansam em sono prolongado, também elas cumpriram a sua missão. Merecem esta preservação para memória futura, como agora se diz.

 

   Ant.Gonç.(antonio)

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