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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - CXCIX (Sempre a Baixa)

 

praça da liberdade.jpg

 

A cada passo andarilho pela Baixa do Porto a interiorizar o que tem sido sacrificado ao camartelo encabado por autarcas e arquitectos de nomeada. Já por aqui abordei o tema, mas pronto, mais uma vez aqui vai.

A Praça da Liberdade e a Avenida dos Aliados, palco de contestações antifascistas antes do 25 de Abril de 1974, foram transfiguradas para pior, deixam-nos com um ar desconsolado por tanta façanhice, falta de gosto gritante, abortando o que de melhor foi feito pelos antepassados com eliminação de jardins e artefactos de calcário e basalto pelos melhores canteiros.

O Porto que agora está num surto turístico assinalável, tinha como se vê na imagem uma sala de visitas com charme apelativo para os visitantes que nos procuram, mas foi-se.

A imagem reporta-se aos anos sessenta do século passado, chegou até 2001 sem alterações significativas, a partir desta data foi simplesmente mandado às malvas todo o glamour que este local irradiava.

Temos agora um eirado monótono encimado por um “espelho de água”, segundo o arquitecto de nome sonante feito à semelhança da fonte de Médicis dos jardins de Luxemburgo, em Paris, (dixit), mas que mais parece um tanque, bebedouro rural para animais pesados, já que as pombas por lá se vão entretendo, para não falar de putos que lá chafurdam na canícula de Agosto.

De toda a revolução de picareta salvou-se a manutenção da estátua equestre de D. Pedro IV, pois os cérebros da alteração paisagista queriam dar-lhe uma volta de 180º. Só não se concretizou porque gente de cidadania a isso se terá oposto, com argumentos fortes, nos meios de comunicação social. Já a mesma sorte não teve D. Pedro V, na praça da Batalha, foi mudado de poiso todo aquele imponente pedestal cerca de uma dúzia de metros ou nem tanto para sul. Diz-se que foi para ficar no enfiamento da Rua Augusto Rosa. Afinal estava centrado no meio da praça.

 

 

 

 Ant.Gonç. (antonio)

 

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