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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - CXCI(Os botequins)

A amiga Maria P. como sabe que eu gosto destas coisas, ela também gosta, alertou-me para uma faladura que ia haver neste sábado no palácio Balsemão, na praça Carlos Alberto, sobre os botequins do Porto.

Sábado de tarde, como nada tinha encomendado, então fui nessa. Não tenho a pretensão de saber a história de cada pedra da calçada, nem pouco mais ou menos, mas tudo o que vier é ganho. Com sapatilhas “running”, marginal fora aí vou eu, moro em Valbom, passo por baixo de cinco pontes(Freixo, S. João, Maria Pia, Infante e Luís I) sempre com o Douro à vista ; Ribeira e subi ao morro da Vitória e logo a seguir passo pelo campo do olival (a referência foi pescada com a plantação de dezenas de oliveiras seculares) e cheguei ao largo dos ferradores, actual praça de Carlos Alberto.

Palácio de Balsemão e então o professor entendido em assuntos do Porto falou para uma assistência madura sobre os botequins/cafés. E logo aí esclareceu que os cafés do século XX foram os sucessores dos botequins do século XIX. A vida social, cultural, política e cívica passava pelos botequins e já no séc. XX o mesmo acontecia com os cafés. Os botequins tinham uma extensão na oferta: café, cervejaria, bar, taberna e casa  de pasto. Também eram locais de jogatinas que muitas vezes despoletavam em pancadaria. As mulheres não tinham entrada nos botequins. Já os cafés do séc XX eram muitas vezes locais de negociatas e tertúlias. O historial dos botequins e cafés foi dissecado com as características de cada um bem como os locais onde se situavam. Camilo, Arnaldo Gama, Aquilino, Ramalho Ortigão, Sampaio Bruno e outros roçaram as cadeiras daqueles espaços minando o regime em vigor.

O Pasmatório dos Loios ali pelo Passeio das Cardosas foi também local por onde vagueavam e por ali se demoravam escritores, ociosos, coça esquinas, dândis, janotas, era onde pulsava o sentir da cidade.

Botequins do Frutuoso, do Pepino, do Amaro, da Neve bem como os cafés Guichard, Camacho, Primavera, Lisbonense, para cada um havia uma estória com características peculiares quase sempre com os intelectuais à perna.

Para os actuais cafés dos nossos dias, alguns bem emblemáticos fica para uma próxima, disse o professor César Silva.

 

  Ant. Gonç. (antonio)

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