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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - CLXXXII(mau tempo)

Desta vez não foi o mau tempo no canal, citando Vitorino Nemésio, mas por toda a costa portuguesa, o mar esteve cão. E cão com dentes arreganhados com mordeduras que deixaram cicatrizes. Os serviços que têm a seu cargo a prevenção de pessoas e bens, tinham dito que o aviso era vermelho e ficaram-se por aí. Aqui na região do Porto nomeadamente na Foz e em Matosinhos as coisas cheiraram a esturro. Pois na zona do castelo de S. João Batista da Foz nunca se tinham visto ondas tão alterosas a dar banho e de que maneira a muitos automóveis e transeuntes, aqui as críticas choveram à protecção civil por não ter cortado o trânsito nesses locais.

Todos os bares de apoio à praia, como pomposamente se diz, instalados no areal levaram que contar e aqui a minha crítica vai não para os proprietários desses estabelecimentos, mas para quem autoriza essas instalações. Não entendo até porque a dois passos da praia do outro lado da rua há imensos estabelecimentos de cafetaria e similares como no Passeio Atlântico em Matosinhos.

O que pertence ao mar nunca devia ser surripiado e aqui a minha maior indignação àquele edifício apelidado de “transparente”, a beijar na praia, dois passos do apelidado castelo do queijo, uma autêntica aberração que devia ser implodido por quem o licenciou ou pelo mar, com a salvaguarda como é evidente de pessoas e bens. Devia estar na fila de espera tal como as torres do Aleixo. O belo e bem concebido parque da cidade não merecia ser emparedado junto ao mar por semelhante mamarracho sem jeito. Qualquer cidadão acha aquilo desenquadrado, só os burocratas das câmaras ou outras entidades é que permitem assim um licenciamento e com a mais valia na óptica deles da feitura por um arquitecto espanhol. Não gosto daquilo e será que alguém gosta?!...

 

  Ant. Gonç. (antonio)