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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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O voto é a arma do povo?

Agora andam os partidos da área da governação e não só atarefados, cada qual pondo-se em bicos de pés para eleger o maior número de deputados.

 Costuma-se dizer que em equipa que ganha não se mexe. Será? Não sei se o trabalho dos ainda eurodeputados nacionais foi profícuo, no entanto há que dar o tacho (em banho de oiro) a outros que estão à bica. Assim, a maioria dos até agora deputados do maior partido da oposição  não figuram nas listas ou estão em lugares não elegíveis. Pelo semblante e pelo que sinteticamente disseram ao JN, ficaram de cara ao lado por terem de deixar o el dourado de Bruxelas, mas estou certo que não vão ser abandonados pelo partido quando for poder. Como diz Medina Carreira, o orçamento não os esquecerá. Interessante foi ver como o maior partido do governo querer ver-se livre do líder da Madeira oferecendo-lhe um lugar de deputado europeu elegível, ao que este recusou, e daí tirando ilações ríspidas com essa aparente oferta de mão beijada dos lideres de Lisboa.

Votar, não votar, votar em branco ou nos partidos A, B ou C etc. eis a questão. Não vou aqui expressar se vou em correrias loucas ou se fico nas boxes ou se posso ou não participar como mero expectador nas bancadas. A abstenção afinal tem menos força política do que o voto em branco, isto diz o cronista do JN Manuel Serrão. Convencer os descontentes com o que diz Serrão não me parece ter muita eficácia.

 Ontem e hoje as TVs,  nos telejornais, deram uma boa ajuda para o abstencionismo nas próximas eleições ao Parlamento Europeu. Escarrapacharam os dourados vencimentos com as mais que muitas mordomias que estes eurodeputados usufruem.

Nos governos antes de 1974 dizia-se, e parece que era verdade, a quando das eleições, votos apareciam às chapeladas na União Nacional em desfavor da Oposição Democrática para a eleição de deputados ou para eleger o Presidente da República – estava-se no regime ditatorial. Permita-se-me alguma ironia dizendo que estamos em democracia, é verdade, mas ainda se ouve dizer a pessoas menos esclarecidas, vamos votar nos que estão pois estes ainda nos asseguram a nossa reforminha e dos outros não sabemos o que farão. A cultura de um povo também se pode analisar nos atos eleitorais.

 

    Ant. Gonç. (antonio)