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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Desabafo

Eu não quero ser nem parecer lamechas. O que vou dizer, ou melhor, o que vou escrever é verdade e, portanto, como estou entre amigos, sinto-me à vontade para me expressar, na minha modesta prosa. Antes de mais, sublinho "na minha modesta prosa", porque nem aos calcanhares chego dos meus colegas Benilde e António. Esses sim, têm prosa erudita e eu aprendo sempre que os leio. Mas a minha é muito modesta mesmo, devido ao facto de ter passados os últimos anos a conferir guias de remessa, facturas, notas de crédito e um infindável número de documentos relacionados com uma actividade comercial de venda a retalho de artigos de papelaria, tabacaria, livraria e bazar. Foram as minhas leituras. Não as preferidas mas as obrigatórias. Mas isso acabou. Consegui, finalmente, conquistar a liberdade. Ano novo, vida nova. Nesta altura em que estou a redigir estas palavras, estamos no mês de Janeiro de 2015 e ainda ando no estabelecimento a encher-me de pó para limpar todo o conteúdo. O que quero dizer é que ainda não estou totalmente livre. Mas já o sinto. Já sinto, sinceramente, o cheiro da liberdade. Ou seja, será tudo o que já tenho agora mais o que irei conquistar quando já não tiver as chaves do espaço e este já estiver entregue à senhoria. E em que consiste esta sensação de liberdade? É fácil e resume-se a estas palavras: poder apreciar no dia-a-dia as coisas mais simples, mais banais e mais triviais. Na prática, poder olhar com mais tempo para as coisas, para tudo. Para já, por aqui me fico, pelo desabafo. Estou ansioso por poder iniciar aqui uma rubrica destinada a dar a conhecer o que descobri no meu Portugal Continental. É que eu já não sonho conhecer além fronteiras. Ficarei muito feliz por conhecer, com os cinco sentidos, o rectângulo à beira-mar onde nasci. Deus me dê saúde para isso.

Saudações tripeiras do Francisco.

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