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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Das minhas memórias - O MVL(leia-se éme vê éle)

Já por aqui fiz umas crónicas sobre “histórias da guerra”. Tentei abordar aspectos da chamada guerra colonial, não vividos na pele por mim, mas observados de perto até porque tinha funções privilegiadas no comando do meu batalhão que me faziam ver a guerra também através da papelada.

Hoje lembrei-me de aqui trazer um dos aspectos logísticos a que a guerrilha obrigava. Então era assim. Por todo o norte de Angola havia insegurança quer nas vias de comunicação terrestres, normalmente de terra batida, as célebres picadas, e nas povoações. Era imperioso reabastecer os aquartelamentos espalhados pelo interior bem como fazer também chegar em segurança toda a logística para o comércio civil. Entram então aqui os MVL (movimentos de viaturas de logística), que eram extensos comboios de camiões que a partir de Luanda se dirigiam centenas de quilómetros para o interior. Eram enquadrados por tropa em viaturas militares normalmente Unimogs (burros do mato) e Berliets, que se posicionavam para dar segurança no início, meio e fim da extensa coluna que às vezes chegavam quase à centena. Esta segurança era normalmente reforçada em sítios referenciados de curvas e contra curvas entre morros, mais prováveis de ataques da guerrilha.

Os MVLs deslocavam-se periodicamente, quando passavam pelo meu aquartelamento aí ficavam um ou dois camiões com cerveja Cuca e Nocal e todo o tipo de víveres para a tropa aí estacionada. A passagem do MVL por Quicabo, sede do meu batalhão era um acontecimento que mexia com o ram- ram da tropa aí estacionada e também enchia de brio os militares que lhe faziam segurança e com quem na breve paragem entabulávamos franca confraternização.

Este foi mais um dos aspectos da estória da guerra colonial além de outros que por aqui desenvolvi em “histórias da guerra”.

 

Nota: nos meus arrazoados tanto posso seguir ou não o novo acordo ortográfico como quando escrevo “histórias” ou “estórias” a título de exemplo.

 

  Ant. Gonç. (antonio)

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