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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Pela ruralidade

Antes e depois!...

A freguesia de Fornelos é bastante alcantilada, a maioria dos campos, ou leiras, raramente chegam a meio hectare, mas o mesmo se passa com as restantes freguesias de Cinfães, suportados por socalcos que os nossos antepassados fizeram, eram todos trabalhados sobretudo com milheirais, algum centeio e se recuarmos no tempo com algum linho, e nas bordaduras parreiras ou ramadas de videiras. E agora aqui entra a água que era um bem sobretudo para regar os milhos, como se dizia, alguma rega era feita de noite, bem como os prados, lameiros, pousados como se dizia(leiras de ervas que exigem muita água, onde normalmente havia na poça um engenho que noite e dia a abria quando se enchesse, com a água da nascente).

E era aqui que queria chegar. A condução das águas era feita em regos de terra batida, como se dizia, ainda não havia tubos de PVC. Então a água era conduzida de grandes distâncias como do sítio denominado Chão de Lamas, perto onde existe um marco geodésico, e ia para Cortegaça, um dos lugares da freguesia, ao longo desta distância havia poças que também eram abertas para fortalecer o caudal. Mas também havia água de rega que ia dos limites de Macieira para Vila Viçosa (Arouca), veja-se a distância, em rego de terra batida que ainda pode ser visto em alguns troços. Para que a água chegasse sem problemas ao local de destino havia sempre um  lavrador, normalmente um rapaz,  ao longo do rego para que a água não se perdesse. Foquei aqui estes dois exemplos, mas havia mais. Os mais novos que eventualmente leiam isto poderão pensar que estou aqui a fantasiar, mas os mais maduros podem testemunhar.

Agora está tudo diferente, milheirais foram-se, centeio idem e do linho nem se fala. Havia muito gado vacum, agora nem com subsídios, as feiras quinzenais de Nespereira e Cinfães estavam sempre a abarrotar deste gado, eram acontecimentos aguardados quer pelos lavradores como pelos negociantes que vinham de longes terras.

E para finalizar as aldeias estão com menos gente e a tendência continua em plano inclinado, a natalidade diminuiu, e também a abertura de fronteiras veio arrasar o que cá se produzia.

(Estas memórias são sobretudo para quem conhece os cantos da casa)

Ant.Gonç. (antonio)

 

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(feira de Cinfães nos inícios do sec. XX, tirada do site "História de Cinfães")

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olhar o Porto - (do Cais da Estiva até Massarelos)

A confraria dos Clérigos, Porto, bem como o JN e o rancho folclórico do Porto, estão a organizar mensalmente visitas à cidade.

Do cais da Estiva até Massarelos não faltam histórias sobre o Porto. A manhã estava agradável para acompanhar o veterano historiador Germano Silva pelas entranhas da cidade. O rancho folclórico do Porto, também ele um defensor das tradições da cidade acompanhou esta visita, aliás como vem sendo hábito. O tema  era o entrosamento do rio Douro e a cidade, tem uma pedalada física e mental que deixa qualquer um de boca aberta!  Falou-se também nas muralhas fernandinas, começadas no tempo de D. Afonso IV mas acabadas no tempo de seu neto D. Fernando, daí o nome das muralhas. Demoraram quarenta anos a serem construídas. Há ainda dois troços, nos Guindais, junto à ponte Luís I, e no Caminho Novo dos lados da Alfândega bem como no cais da Estiva o postigo do Carvão.  Falou-se em João de Almada que alargou a cidade para fora das muralhas. Tem uma rua com o seu nome “Rua do Almada”. Seguimos depois em direção a Miragaia onde existiu um grande areal, aí havia um grande estaleiro de construção de barcos, mas que foi abafado pelo imponente edifício da Alfândega, que agora é o museu dos transportes e comunicações. Em Miragaia embrenhamo-nos por ruas estreitas, ruelas e becos, sempre com a sabedoria de Germano Silva, que tem sempre uma história para cada pedra da calçada. Entretanto magotes de turistas em barda e os elétricos para a Foz sempre abarrotar, bem como no Douro os barcos ditos rabelos sempre num vai  vem.

(antonio)

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48.º aniversário de curso # 2

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Estimadas e estimados colegas
Cada vez mais, a correspondência postal está em desuso. Além dos riscos de extravio, dá muito trabalho e despesa. O endereço eletrónico está para cada um de nós como o cartão de cidadão está para todos. A Comissão Organizadora do evento comemorativo do 48.º aniversário do nosso curso pediu-me que enviasse o programa de festas, por correio eletrónico, para os colegas que o tivessem. Na listagem que eu tenho, só me aparecem 16 endereços. Acho que deve haver muitos mais colegas com endereço. No nosso encontro, irão ser distribuídos uns papelinhos para cada um preencher com o seu nome completo, telemóvel e endereço eletrónico.
Que dizem à ideia?

48.º aniversário de curso # 1

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Olá, estimadas e estimados colegas. É com muito prazer que estou a divulgar os prospetos que estão a ser enviados pelos CTT, convidando-nos a participar no evento comemorativo do 48.º aniversário do nosso curso. Temos os telefones das nossas colegas organizadoras para esclarecer todas as dúvidas. 

Estão abertas as inscrições. Vamos lá, pessoal. Participar e divulgar.

 

Olhar o Porto - Origens do burgo

Mais uma visita à cidade sob a batuta do conceituado historiador Germano Silva, desta feita com o patrocínio da Irmandade dos Clérigos, bem como do JN e com o acompanhamento do Rancho Folclórico do Porto.

Hoje o tema forte da visita, que começou no Terreiro da Sé, foi sobre as origens da cidade do Porto, que segundo a maioria dos estudiosos, foi no morro de Penaventosa, nas imediações da Sé, que foi mandada construir por D. Teresa mãe de D. Afonso Henriques, no século XII. Através dos séculos seguintes sofreu alterações sobretudo na parte frontal. A muito antiga Rua Chã foi também abordada pelo historiador, rua Chã das Eiras que já existia no séc. XIII, porque era nessa rua que se secavam os cereais. Esta rua tem muita história, era por onde passava a procissão do Corpo de Deus e nomeadamente no século XVIII, foi onde teve início a revolta dos taberneiros que Arnaldo Gama descreve no seu livro “um motim há cem anos”.

Nos anos quarenta do século passado, o agora denominado Terreiro da Sé,

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era um emaranhado de ruas vielas muito estreitas, bem como açougues, e repartições ligadas ao governo do burgo. Havia também uma capela mesmo em frente à Sé que foi levada para a rua do Sol – capela dos Alfaiates.

Depois andamos pela rua de D. Hugo, vimos restos da primitiva muralha Sueva ou romana, descemos as escadas do Barrêdo, cheias de turistas quer a descer quer a subir.

A atuação do rancho folclórico do Porto deu-se no início como também no largo do padre Américo, à Ribeira.

 

                                                  “Quem tem amores não dorme

                                                       Nem de noite nem de dia,

                                                       Anda sempre navegando

                                                       Como peixe na água fria.

 

                                                     Ó adro, ó adro, ó adro

                                                                   José

                                                    Ó adro São Julião

                                                     Quem quiser tomar amores

                                                                  José

                                                    Venha pró meu batalhão

                                                                                           ….”

Ant. Gonç. (antonio)

1.ª peregrinação a Fátima

1.ª Peregrinação a Fátima dos alunos do Curso de 1969/71 da ex-Escola do Magistério Primário do Porto.

Fátima

Data - 23 de Março de 2019
Saída e chegada em autocarro - Praça Velasquez, Porto 
Hora de partida do Porto - 07:30
Hora de saída de Fátima - 17:30/18:00
Preço - 30 euros, incluindo o transporte, visita ao museu e almoço constituído por sopa, um prato e sobremesa(fruta ou doce).

A ementa será fornecida duas semanas antes da nossa ida.
PROGRAMA 
10:00 - Visita guiada à Basílica de Nossa Senhora do Rosário e túmulos dos Pastorinhos.
11:00 - Missa na Basílica da Santíssima Trindade, onde será mencionado o nome do nossos grupo.
12:00 - Terço na Capelinha das Aparições.
13:00 - Almoço na Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo.
14:00 às 14:45 - Tempo livre.
14:45 - Visita guiada à exposição Fátima Luz e Paz, também conhecida como Museu de Fátima.
16:00 - Visita guiada a Aljustrel, Casa dos Pastorinhos, Valinhos Loca do Cabeço e Calvário Húngaro. (A viagem será feita de autocarro)
17:30/18:00 - Saída para o Porto.
INSCRIÇÕES - até 3 de Março inclusivé.
NIB - 0035 0310 00007572400 41 - Francisco Rodrigues
IBAN - PT50 0035 0310 00007572400 41 - Francisco Rodrigues 
Por favor, identifiquem a vossa transferência para eu não andar depois "aos papéis".
ORGANIZADORES
Maria Carolina - 919 283 145
Maria Porcina - 934 832 335
Zélia Sousa - 965 460 150
Francisco - 919 003 994

Participação de falecimento

Maria Orísia

 

PARTICIPAÇÃO DE FALECIMENTO

 

Mais uma triste notícia aqui venho deixar.

Partiu a nossa colega Maria Orísia Baltar de Sousa Magalhães. Aluna da turma G, a turma mista, a turma onde as regentes, como ela era, frequentaram o curso de 1969/71 da ex-Escola do Magistério Primário do Porto.

PAZ À SUA ALMA.

Pela ruralidade - CXCI(das minhas memórias - o sermão)

Eu só compro o Jornal de Notícias ao domingo para ver as crónicas dominicais do historiador da cidade , Germano Silva. Tudo o resto, política e futebol é mais do mesmo que não me desperta a atenção. Costumo dizer que no nosso país há dois poderes, o político e o futebol, que eu não alimento.

A última crónica do historiador tinha como título “Uma festa e um sermão” e subtítulo “Ou a história de um pregador influente”. O desenrolar da crónica fala que no século XVI, um pregador de nomeada arrastava multidões. “As suas palavras arrebatavam (os que o ouviam) em lágrimas não somente a comum das pessoas mas também os seculares, o cabido e também os próprios religiosos que se achassem presentes na altura dos seus sermões”

Agora aqui vou passar a bola para o meu campo, para referir que na festa anual na minha terra – Senhor dos Enfermos – a maior romaria do concelho de Cinfães que se realiza na freguesia de Fornelos, tinha como momento forte a missa campal. Para o sermão era sempre convidado um cónego de Resende, com um vozeirão que reduzia à expressão mais simples, os crentes e os incrédulos. E mesmo peregrinos que vinham lá da serra cumprir as suas promessas, ficavam esmagados ao ouvir falar, com grande agressividade bocal, do inferno para os pecadores, para os poucos crentes e para todos os que não seguiam à risca os preceitos religiosos. Após a revolução dos cravos (1974) em que se temia que o partido comunista tomasse o poder, então subiu o tom fuzilador do citado orador.

Arrasar gentinha humilde com os males do mundo é desnecessário e ignóbil.

   Ant.Gonç.(antonio)

4.º almoço de Natal # 2

IV almoço de Natal

A Ana Maria Matos e o José Manuel Ribeiro organizaram o 4.º almoço de Natal dos colegas do curso de 1969/71 da ex-Escola do Magistério Primário do Porto, no dia 1 de Dezembro de 2018. A concentração maioritária foi no parque de estacionamento do TOY'S R US e em seguida dirigimo-nos às instalações da ACRAV - Associação Cultural e Recreativa Amigos Vilarenses, em Vilar do Paraíso, Vila Nova de Gaia. Foi um momento de são e agradável convívio. Para poderes ver as fotografias e descarregar as que quiseres para o teu computador, basta clicares neste link:

 

https://we.tl/t-CLkGqLS23O

 

Se carregares na lupa que te aparecer, verás as fotos mais pequenas e descarregas para o teu computador a/s que te interessar.

Se carregares em download , passarás todas as fotos para o teu computador. E se alguma dificuldade te surgir, tens sempre o meu contacto. Francisco = 919003994.

 

Olhar o Porto - CCXVI(Gastão, Lobo do Mar)

Em todas as terras há gente com características, que se destacam, na ajuda desinteressada aos demais, nos mais variados sentidos.

Aqui no Porto houve um senhor ligado ao rio Douro, que com o seu pequeno barco, salvou muita gente das águas do citado rio. Era o “Duque da Ribeira”, cujo verdadeiro nome era Diocleciano Monteiro. Tem um busto a dois passos da ponte Luís I do lado do Porto.

Agora há um seguidor dos feitos do “Duque”, embora ele com a humildade que o caracteriza não se quer comparar, é o Gastão “O lobo do mar”, que também tem um pequeno barco atracado junto ao cais da Ribeira, já salvou muitos náufragos. Sexagenário, figura carismática das várias entidades municipais, capitania do Douro, polícias, etc. Já esteve em vários canais televisivos, conhecido por historiadores da cidade como Joel Cleto, que já lhe fez uma entrevista “gente com história”, no Porto Canal.

Hoje foi o lançamento dum livro sobre “Gastão, lobo do mar”, a que tive o prazer de comparecer, num dos barcos turísticos “Encantos do Douro”, em pleno cais da Ribeira, onde o Porto é mais Porto.

Ant. Gonç, (antónio)

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