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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Pela ruralidade - CLXXXVIII(O compasso da m/infância)

Tenho da minha etapa de vida recordações de três pilares a saber: do Natal, da Páscoa e da festa anual do Senhor dos Enfermos que se realiza lá na terra no dia de Pentecostes, diga-se que é, ainda hoje, a maior romaria do concelho de Cinfães.

Como estamos em época de Páscoa, é desta que quero falar do tempo da minha meninice. O “compasso” era, pois, o cume da pirâmide dos festejos. Eram todos meus conhecidos, o senhor padre de sobrepeliz branca e estola, acompanhado por mais quatro, de opas vermelhas, o que levava a cruz, o da caldeirinha de água benta, mais o da saca para o money e ainda outro que carregava uma condessa para receber oferta de ovos, na altura o dinheiro escasseava. Havia ainda um rapaz espigadote que ia mais à frente com a sineta a anunciar que o compasso estava a chegar e a criançada jubilava!... Entretanto uns fogachos estoiravam à chegava a casa de um ou outro torna viagem, e não só. Depois dos desejos de boa páscoa, aleluia, aleluia que o senhor padre transmitia, beijava-se a cruz, não havia como agora um simples lencinho para limpar a saliva que ia ficando de outros. Nas casas mais remediadas oferecia-se pão de ló e vinho (aqui um parêntesis para dizer baixinho que alguns do compasso entornavam a valer, sobretudo quando a canícula apertava). Desses elementos que atrás falei já todos partiram. Recordo-me que o meu pai contribuía com 5 escudos (na altura um jornal diário custava menos de 1 escudo).

A partir dos tempos dos meus pais, lá na terra sempre abri a porta ao compasso, mais por tradição do que por qualquer outro motivo. Este ano como tinha marcado uma saída para o sul, excecionalmente não pude festejar a Páscoa na aldeia.

 

Agora sobre o compasso da atualidade, li no JN de hoje, com imagem, “padre cumpriu o compasso de mota”, acompanhado por muitos motards. Não alinho muito neste folclore, mas isto sou eu que já estou numa fase à beira de ficar descartado.

 

Ant.Gonç. (antonio)

47.º aniversário de curso

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Olá estimados colegas de curso.
Acabei de receber um telefonema da Alberta, de Santo Tirso, a confirmar quando era o nosso encontro de Maio, comemorativo do 47.º aniversário de curso. Fui ver a ata e disse-lhe que estava agendado para o penúltimo sábado de Maio de 2018, ou seja, dia 19. Hoje é Dia de São José e isso quer dizer que é, exatamente, de hoje a dois meses. Fui ao baú buscar a fotografia do último encontro realizado em Cinfães. Então, malta de Cinfães, o processo está a correr ou quê? 
Aguardamos, ansiosos, as vossas notícias.
Beijos e abraços.

Pela ruralidade - CLXXXVIII(As vacas domesticadas)

Outrora na escola, dita primária, havia um livro de leitura da 3ª classe com uma narrativa com os bois teimosos, que fazia o gáudio dos rapazinhos, alguns de calça rachada no sim senhor, habituados nas aldeias a conviver com esses animais. (bois teimosos porque não estavam aparelhados ao carro às direitas, como se dizia). Estávamos num Portugal essencialmente rural, com a agricultura a mexer. A ligação à terra e sobretudo aos animais era catapultada numa simbiose de tal forma que uns não podiam viver sem os outros.

A seguir não vou falar nos bois teimosos, antes em vacas submissas.

Assim, queria aqui recordar um meu conterrâneo, que já partiu há algumas décadas. Além de cuidar das suas pobres terras, era também matador de recos na altura dos meses frios, Dezembro e Janeiro. Pois esse meu conhecido cuidava sozinho do amanho da sua pequena área agrícola. À rabiça do arado e as suas duas vacas a puxá-lo, obedeciam fielmente às ordens do lavrador. Quando chegavam ao extremo do campo (que raramente atingia meio ha), à ordem de “vira”, obedeciam taxativamente e continuavam a lavragem. E assim sucessivamente até à lavoura completa da courela.

Os usos e costumes dos povos devem ser memorizados, como estes que acabo de referir.

 

  Ant.Gonç. (antonio)

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Ano novo, vida nova.

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Quem olhar para o título deste artigo, parece que vai ler um artigo de mudança de vida, neste novo ano de 2018. Nada disso.

Como hoje são 25 de Janeiro de 2018 e o último artigo foi escrito em 25 de Dezembro passado, apeteceu-me vir aqui desafiar os meus estimados colegas Benilde e António a escreverem alguma coisa e a darem notícias.

Então até breve.

3.º Almoço de Natal IV

É um enorme orgulho pertencer a este grupo: o curso de 1969/71 da Escola do Magistério Primário do Porto. Não conheço nenhum outro que consiga reunir os colegas duas vezes por ano. E desta vez, no 3.º almoço de Natal, em 2 de Dezembro de 2017, no Restaurante Porto d'Honra. As fotos são da autoria da Ana Maria Matos, da Constanca Alves, da Porcina Camelo, da Zélia Carminda Neves Sousa e do Francisco Sousa Rodrigues. 
Votos de muita saúde para todos e de BOAS FESTAS 2017.

 

3.º Almoço de Natal III

Pois foi. Foi hoje, 2 de Dezembro de 2017 que se realizou o nosso 3.º almoço de Natal. Correu tudo muito bem e foi uma agradável tarde de salutar convívio. Para já e enquanto estou a tratar das fotos e dos vídeos, não só meus como também da Porcina Camelo e da Zélia Carminda Neves Sousa, aqui vos deixo o vídeo que foi mostrado enquanto tomávamos café e comíamos uma fatia de bolo-rei.

Olhar o Porto - CCXV(Pelo Bairro do Cruzinho)

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“Camélias são flores ideais,

Adorno dos paços reais:

Só delas se quis rodear

A morta de amor que viveu para amar!

E foi com certeza por vê-las,

Ardendo em rubor tão singelas,

Que Deus justo e bom perdoou

No último alento a quem tanto as amou.”

(Rancho F. Porto)

 

O dia amanheceu com sol mas um travesso vento do leste aconselhava um agasalho.

O encontro com o historiador Germano Silva estava programado para a porta principal do palácio de Cristal. Hoje devemos falar antes em jardins do palácio de Cristal, pois que este foi demolido em 1951 para no mesmo local aí se construir o que hoje lá existe a que deram o nome de pavilhão Rosa Mota. O historiador, já por aqui tenho referido, tem uma pedalada física e mental, apesar da sua vetusta idade, direcionou hoje a visita como bem frisou para a sua história de vida mas não só. Então desde a sua vivência no bairro do Cruzinho, fica ente o Bom Sucesso, rua Júlio Dinis e Campo Alegre foi um desfilar de vivências que descreve oralmente com precisão milimétrica. Aqui o historiador frisou que estas memórias da cidade vâo-se perdendo uma a uma, pois era um bairro de operariado das fábricas que havia na envolvência. O dinheiro fala mais alto e em breve este bairro vai ser uma miragem.

Conforme já foi noticiado no JN, Germano Silva tem uma exposição, espólio da sua vida muito preenchida na fundação Manuel António da Mota no edifício do mercado do Bom Sucesso.

 

Como sempre tem acontecido nestas visitas à cidade o Rancho folclórico do Porto, um vasculhador das memórias da cidade, que tem à sua frente um sabedor das coisas do Porto – António Fernandes, abrilhantou a visita com temas alusivos.

 

Ant.Gonç. (antonio)