Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Pinceladas fúnebres de curiosidades

- Lá na minha parvalheira em terras de Cinfães lembro quando era jovem que as mulheres não participavam nos funerais. Restava-lhes a missão de carpir em alto choro muitas vezes não coincidente com a saudade que lhes deixava o defunto, quando o corpo era levantado - era uma questão cultural.

- Os rogados porta a porta para o funeral eram presenteados num dos anexos da casa do falecido(a) com bagaço de Inverno, vinho de Verão e um naco de broa. Se o falecido fosse de posses a oferta era mais avantajada com vinho do Porto e bolachas "Maria" ou tostas.

- No momento em que o corpo era "levantado" para seguir em cortejo apeado ao destino final havia sempre alguém da vizinhança que ia às cortes erguer o gado (vacum e suíno) da casa de família do falecido. Também os cortiços com abelhas eram levemente levantados - tocados como se dizia.

- No final da missa do 7º dia a família num gesto de agradecimento dava dinheiro aos pobres presentes no acto religioso ( a dádiva era conforme as posses do falecido). Lembro aqui que no tempo da outra senhora os pobres eram mesmo pobres. Não havia rendimento de inserção nem qualquer apoio para os descamisados.

C/as minhas saudações, antonio

2 comentários

Comentar post