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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Os bois teimosos

Há dias recebi um  e-mail muito interessante remetendo-se a um blogue, despertou-me a atenção, tinha por assunto a evolução do ensino em Portugal nos últimos séculos.

Trata-se de uma recolha de imagens de antigas escolas bem como materiais de ensino que se foram usando. Algumas temos ainda bem presentes do tempo da nossa escola quando íamos de sacola de serapilheira com os livros únicos que eram transversais nas gerações, que quando davam sinais de se estarem a esfrangalhar eram cozidos na lombada, pelo sapateiro da terra.  Rodavam sobretudo sobre a vida campestre que na altura era a vocação essencial do nosso país. Numa dessas digressões mentais de retrospectiva veio-me à tona um trecho do livro da 3ª classe que falava nos bois teimosos. E refiro-o com nostalgia do mundo rural com hábitos e modo de trabalhar que já escapam aos mais novos. É dos livros, que os animais sobretudo gado vacum e asinino ajudavam o lavrador nas mais variadas tarefas no campo. Os possantes bois, e sobretudo as vacas na minha região, quando apostas ao carro tinham as suas posições. O lavrador sabia bem que a cabana era à direita e a ramalha à esquerda mas se eventualmente fossem trocadas as posições não puxavam o carro em sintonia. Daí vem a história dos bois teimosos. Também havia lavradores que habituavam os animais desde novos a puxarem o carro em qualquer posição, à esquerda ou à direita, e então já não havia perturbação no bom desempenho dos animais.

Também fazem parte dos bois teimosos, passe a ironia, os partidos ditos da área da governação, que não se entendem quando se trata de acertar estratégias para levar este país para a frente. São casmurros, só olham para o seu quintal fechado a arame farpado.


  (antonio)

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