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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - CXVII( O covilhete)

Os trabalhos agrícolas ditavam sempre umas boas madrugadas, quer para ir buscar um carro de mato à serra ou para regar o campo do milho cuja presa de consortes tinha de ser dada vazia antes de dar o sol na capela. Usos e costumes que durante muitos séculos foram sucessivamente rotineiros pelas várias gerações intervenientes.

Eu já por aqui disse que era filho dum pequeno lavrador (isso não me dá nem me tira galões) e não passei por privações acentuadas como acontecia lá na terra com a maioria das pessoas. Posso testemunhar algumas vivências daquela época, anos cinquenta e sessenta do século passado, como quando fui a casa de um caseiro (não de meu pai) à hora da refeição, todos bicavam da mesma prateira colocada no centro da mesa, o casal e vários filhos.

E aqui entra a imagem que acompanha este post. Era preciso alimentar o corpo para a labuta que não dava descanso. Uma boa malga de caldo com batata, couve galega, cebola, unto e viva o velho! Ou em alternativa umas sopas de cavalo cansado eram umas boas vitaminas para dar ao corpo fogosidade para enfrentar as labutas campestres. Prato de conduto não era p´ra aí chamado, isso eram modernices a mais, quando muito, só ao domingo.

O covilhete que acompanha o post indicia que deve carregar muitas décadas, tem quatro gatos que lhe foram aplicados no tempo em que os bens eram escassos, havia que os manter in extremis.

Também este esfrangalhado covilhete contribui para a história do mundo rural. Estava já há muitos anos fora de serviço para o fim com que foi fabricado. Das suas menores funções, serviu para recipiente onde comia o gato e até há pouco servia de vaso a um pequeno cacto. Agora é uma das peças de museu das minhas velharias.

 

 

     Ant. Gonç. (antonio)

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