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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Eu e os meus amigos fomos uns felizardos, no Tua!

Eu já conhecia, mas decidi partilhar o meu conhecimento com dois amigalhaços aqui do Porto, um do tempo da tropa, outro engenheiro de profissão, que foi na EDP.

- Vamos a Mirandela de comboio? É uma viagem espectacular!...

Tudo combinado, lá vamos os três, apanhamos o comboio em Campanhã e logo ali o nosso olhar vai para o exterior das carruagens, todas grafitizadas. Parece que estamos condenados a estes sinais dos tempos. No entanto assunto menor, pois a viagem a acompanhar o Rio Douro a partir de Mosteirô é paradisíaca. Mas o melhor estava para vir, após o transbordo na estação do Tua para a linha com o mesmo nome de bitola estreita. E aqui começava a espectacularidade, na minha óptica em duas vertentes, a paisagem soberba e o canal da linha ora escavada na rocha ora suspensa em varandim sobre a margem do rio Tua. Os meus amigos ficaram-me imensamente gratos pela minha sugestão desta viagem. Chegados a Mirandela, almoçamos e o regresso ao Porto foi de camioneta que até era mais barato. Pouco tempo depois desta fantástica admiração paisagística  que usufruímos alguns acontecimentos trágicos deram-se nesta linha que de certo modo vieram dar um alibi para o encerramento total com vista à construção duma barragem perto da foz do rio Tua.

 

E agora que a tal barragem já está em marcha veio a Unesco alertar para o risco do Alto Douro ser desclassificado como património da humanidade, (na altura a quando do pedido, esta obra que já estaria riscada foi escondida) pois é uma nódoa que vai alterar uma parte significativa da região.

A barragem foi decidida pelo anterior governo que tal como auto-estradas, aeroportos e TGVs era sempre a abrir!...  O actual governo apesar de ter feito negas a algumas destas megalomanias deixou arrancar a barragem que pelo que se tem dito os benefícios serão diminutos em relação aos custos, se for avante.

E agora o meu desejo, (este é o desejo de quem teve o privilégio de passar naquela linha) é que a Unesco seja implacável na decisão, que não se deixe iludir com manobras dilatórias de cosmética deste ou daquele arquitecto galardoado a ver se a coisa passa. As gerações vindouras não perdoarão estas malfeitorias à beleza daquela região pelos senhores que de Lisboa riscam sem ter em conta as consequências.

 

   Ant. Gonç. (antonio)

 

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