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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - CXXXV(Esteiro de Campanhã)

Quem sou eu para falar aqui da crónica deste domingo de Germano Silva no JN, a não ser concordar com relatos históricos de tão sabedor cronista!

A crónica  diz-me particularmente, pois resido nas imediações do local abordado – o esteiro de Campanhã. Esta zona do Freixo no passado era movimentado, local onde se faziam as cargas e descargas de carvão e madeira como diz o cronista. E agora vou aqui também eu dar o meu contributo no que respeita ao frenesim daquele sítio.

Pelos anos trinta e quarenta do século passado o movimento dos barcos rabelos estava ainda em força. Um tio meu, negociante de gado vacum, fazia a feira de Cinfães onde comprava vitelos que daí vinham nos rabelos para o Porto. Era precisamente no Esteiro de Campanhã que eram desembarcados, seguindo depois, conduzidos por tangedores, para o matadouro da Corujeira. É do senso comum o conhecimento dos rabelos no transporte do vinho do Porto, rio abaixo a partir do Alto-Douro. Mas não só, esses barcos transportavam tudo incluindo passageiros. A minha falecida mãe em jovem veio no rabelo passar uns dias de praia, na Foz. Como é que os vitelos vivos eram transportados nesses barcos é que me causa alguma interrogação, mas que vinham, não há dúvida. Na altura do S. João lanígeros e caprinos também eram transportados. Outros tempos, outras estórias como diz o autor do programa Caminhos da História, no Porto Canal.

 

 

 (antonio)

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