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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - CVI (das minhas memórias)

 Já lá vão dez anos que a lei da vida nos separou. Ele era um amigalhaço de longa data, trabalhávamos no mesmo local e daí fortalecermos uma amizade que foi bloqueada quando ele partiu. Era um transmontano dos sete costados. À menor deixa lá estava ele a falar da sua terra, dos usos e costumes de toda uma região alargada. Os transmontanos são assim, têm um forte cordão umbilical ligado àquela região, são sinceros e não esquecem o torrão natal. Talvez o anátema do isolamento durante muito tempo, p´ra lá do Marão mandam os que lá estão, seja a origem de uma auto-estima ligada entre eles e à terra, que não se nota noutras regiões do país.

Uma vez por outra, não tantas como as necessárias, íamos dar uma volta pela Baixa do Porto. Numa delas fomos beber um copo à Adega do Olho em pleno centro histórico. Nem eu nem ele éramos de copos, mas daquela vez fomos deitar abaixo um verde branco. E aqui noto mais uma vez o seu sentimento transmontano. Com o copo na mão, regressa às origens e desabafa: o meu pai quando vier cá ao Porto vou aqui trazê-lo. Vai adorar isto, é como estar lá na terra entre os demais no tasco do… Não sei se a sua vontade se concretizou mas o sentimento das suas raízes estavam ali bem patentes num copo de branco!...

 

 

  Fiquem bem, antonio

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