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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - LXXXV (O boi "vai" à vaca)

Sabemos que as tradições vão-se mantendo, umas, outras esfumam-se na voragem do tempo ou são desvirtuadas.

Já nada é como dantes, ouve-se a cada passo, a força do modernismo assim determina as alterações.

Na terra, berço das minhas raizes, como gosto de acentuar, onde vou frequentemente, há dias presenciei uma daquelas "que nem tudo é como dantes". A mim e a outros meus conhecidos o caso em apreço foi motivo de algum espasmo e galhofa por as coisas se terem posto ao contrário segundo os usos e costumes até aqui cimentados.

Sem mais delongas passo a escorrer a cena. Desde que me conheço, e o tempo vai correndo, sempre lá na terra "a vaca ia ao boi". Aqui aproveito para esclarecer a algum citadino menos enfronhado nestas coisas, o significado do que está aspado. Geralmente havia em cada povoação um boi de cobrição para onde se levava a vaca quando estava em alturas de desejos.

Bem, mas agora inverteram-se os papeis. Chega uma carrinha de caixa aberta, neste caso fechada, no taipal a sigla "transporte de animais vivos". Um belo exemplar bovino de raça arouquesa na carga. O boieiro, que também era o condutor do transporte, sobe à caixa, antes faz descer a rampa da carrinha, e puxa para fora pela soga o bicho e leva-o à vaca do Sr. Manuel.

O resto da estória já é sabida.

Mutatis mutandi, o boi (vai) à vaca!...

 

 

  (antonio)

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