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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - LXXXIV (Os novos pedintes)

No meu tempo de menino e moço havia pobres indigentes que andavam de terra em terra  a pedir. Na altura não havia Segurança Social para estes infelizes que por deficiências físicas ou outras se arrastavam a estender a mão para sobreviver. As suas roupas remendadas e esfarrapadas eram invólucro de pobreza extrema. Naquele tempo o dinheiro também não abundava na parte contrária e então era ver os suplicantes com uma sacola para eventualmente receberem uma quarta de milho ou uma malga desse cereal!...

 

Atualmente estamos confrontados com outro género de pedintes nacionais e o que é mais estranho outros que vêm sobretudo do leste da Europa. Gente jovem, que fazem da pedinchice modo de vida. É sabido que no meio urbano somos assediados a cada passo por gente que nos pressiona para a sensibilidade caritativa.

 

Esses tentáculos da pedincha estendem-se também ao meio rural para onde vão em grupos organizados que se espalham pelos mais recônditos lugarejos e batem todas as casas. As suas origens estão identificadas pelas saias compridas que usam!...

 

Há dias lá na terra alguém bate à porta. Era uma jovem que certamente, pensei depois, numa de aculturação lusa, não usava saias compridas. Perguntei-lhe, que deseja? Quem é a menina? (Nas aldeias é habito perguntar a que família pertence).

- Sou romena, não tenho emprego, ando a pedir!...

 

Já temos cá muitos pobres, dispensavam-se estes!...

 

 

 

    Fiquem bem, antonio

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