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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - LXXXIII (Ainda a linha do Tua II)

Dizia eu no último post sob esta temática que uns aprovam a mais valia da construção da barragem, gente da esfera do poder e também os presidentes das câmaras da área com excepção de Mirandela. Bem sabemos como os edis estão sempre ávidos a grandes obras de betão, pois claro, sinónimo na óptica deles, de progresso. E então vêm-se pelo interior sinais dessas marcas, torres de muitos andares a destoar na paisagem como acontece por exemplo na Régua. Outros estarão, como o tolo no meio da ponte, dizia eu, estão a documentar-se para depois terem uma opinião mais formada, ou não, pois uma comunicação social disse sim outra não, como se a imprensa não reflectir-se sensibilidades políticas!... Isto a propósito da construção da barragem e consequente abafamento da Linha do Tua.

Também lembrava no post anterior que os atentados ao património têm acontecido ao longo dos tempos e também tem havido quem não se cale como um dos nossos maiores da literatura - Almeida Garrett. Sobre a destruição do "Arco de Sant´ana" na rua com o mesmo nome no centro histórico do Porto, dizia o escritor:

"Falta-te, é verdade, ó nobre e histórica Rua de Sant´ana, falta-te já aquele teu respeitável e devoto arco, precioso monumento de religião de nossos antepassados, e que, certo é, mais te vedava a pouca luz do céu "material" que tuas augustas dimensões deixam penetrar mas, era ele, em si mesmo, foco espiritual e luz de devoção que ardia no bendito nicho conseguido à gloriosa santa do teu nome. Caiste-te pois tu, ó arco de Sant´ana, como, em nossos tristes e minguados dias, vai caindo quanto há nobre e antigo às mãos de inovadores plebeus, para quem nobiliarquias são quimeras..."

 

Outros Garretts estarão no futuro a lamentar a destruição da linha e de toda uma paisagem de potencial turístico com um paredão enorme!...

Esta Linha foi a grande entrada para Trás-os-Montes. O rei D. Luís e a rainha Maria Pia que deixaram no Porto duas notáveis travessias estavam em Mirandela rodeados pela população com grande regozijo à chegada do primeiro comboio que mais tarde seguiria para Bragança.

Manter aquela travessia com melhoria na via e no material circulante seria na minha óptica uma solução de futuro mas infelizmente parece que vai tudo "p´ró maneta".

 

  Fiquem bem, antonio

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