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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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A lenda do Rego do Boi

Arouca é uma terra de História e de histórias.

 

A que vos vou relatar remonta à Idade Média. Foi uma grande disputa entre os Alvarenguenses e os seus vizinhos da freguesia de Nespereira, por causa de uma água de rega que ambas as freguesias pretendiam. Tratava-se da água do rio Ardena.

Para pôr fim a esta contenda, acordaram o que primeiro construísse um rego e um moinho pronto a trabalhar, ficaria na posse de essa água.

Nespereira, confiada no bom declive da sua parte, concordou. De imediato, os seus homens começaram a trabalhar enquanto que da parte de Alvarenga não se via qualquer trabalho. Assim sendo o povo de Nespereira relaxadamente executava a sua obra sem grandes preocupações. Porém, pelo sopé da Srª da Mó, todos os dias passava uma pobre mulher a fiar. A verdade é que não era uma mulher, mas sim um homem disfarçado para melhor traçar o risco onde deveria passar o rego sem despertar a curiosidade dos de Nespereira.

Marcado o trajecto, o povo de Alvarenga juntou-se numa só noite e abriram todo o rego. Ainda antes do amanhecer, a água jorrava pelo monte Espírito do Santo.

Quanto ao moinho que deveria funcionar de acordo com o contrato, aí os Alvarenguenses mostraram a sua astúcia: puseram um rodízio assente numa grade de ferro com uma mó, fazendo com que a água movesse a mó. Era um moinho que satisfazia perfeitamente as cláusulas do contrato, uma vez que referia pôr um moinho a andar e não a moer. Esse moinho foi colocado ao cimo das Carreiras, onde mais tarde foram construídos outros 22.

Para comemorar essa vitória, os homens que contribuíram para tal feito, comeram nessa noite um boi inteiro. Foi devido a isso que o rego foi baptizado de Rego do Boi, nome com que ainda hoje é conhecido.

 

 

 

 

 

Saudações astuciosas, Benilde.

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