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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - LXVIII (Bife à Lapadas)

Pelos anos quarenta do século passado a pobreza rural dum país essencialmente agrícola – Portugal, foi despertada por salpicos de alguma euforia, pois a “maçaroca” apareceu nos bolsos de alguns  sacada das entranhas das encostas dos montes. A Alemanha e a Inglaterra engalfinhadas na segunda guerra mundial precisavam do volfrâmio como de pão para a boca. Era um mineral necessário para o fabrico de armamento.

Por todo o norte do país foi um ver se te avias a lurar os montes à procura do oiro negro,  como dizia Aquilino Ribeiro. Da minha terra que pertence ao concelho de Cinfães foi um corre corre para o el dourado das minas de Janarde, Regoufe, Alvarenga e Rio de Frades entre outras no concelho de Arouca. Iam à segunda-feira calcorreando montes e vales a penantes, sacola às costas onde levavam boroa e algum pedaço de carne de porco salgada. Se uns iam para a dureza da mina, outros os mais sabidolas, e estes aparecem sempre, quais aves de rapina, quando lhes cheira a pilim fácil, nas negociatas subterrâneas do precioso minério desviado do crivo da fiscalização. Eram estes que arrotavam a postas de pescada não se coibindo de se vangloriar com os sinais exteriores de riqueza. Davam-se ao luxo de fumar cigarros amortalhados em notas de vinte para mostrar a sua opulência.

Em Castelo de Paiva o dono dum restaurante, na altura dizia-se pensão, de seu nome Lapadas, explorando a guloseima desses obesos endinheirados, apresentava no prato um descomunal e saboroso bife, daí a casa ter ficado conhecida na região pelo “bife à Lapadas”.

Histórias que ficam de alguns que foram amealhando algum graveto e outros que subiram na vida em flecha e de imediato caíram que nem tordos, tal como o auge da mina e a sua queda abrupta com o fim da segunda guerra mundial.

 

  Fiquem bem, antonio

2 comentários

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    Franc 12.11.2010 23:39

    Com que então, sou acusado de não dar o meu contributo a este post, não é verdade? Os meus amigos já sabem que sobre terras de Arouca, fico-me pela boa recordação dos momentos vividos no contacto com a Natureza, na aldeia de Cabeçais, freguesia de Fermedo. Saudações paranhenses do Francisco.
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