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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - LXIII (Os incêndios florestais)

Quando se chega a esta altura do ano com o calor a apertar começa o corrupio dos fogos florestais. Enquanto que o ministro da tutela se apressa a vir à televisão dizer que os meios operacionais estão prontos e são suficientes para o que der e vier, já um dos estrategas da parte dos bombeiros vem dizer que não é assim, os meios são escassos.

Já lá vai o tempo em que na terra das minhas raizes e aliás por toda a ruralidade (e também no meio urbano, estou a lembrar-me do sistema que havia nas igrejas do Porto, accionado a partir da base, ainda hoje pode ser visto, em que o número de badaladas no sino era feito conforme a zona da cidade onde havia fogo), logo alguém tocava o sino do campanário e todo o mundo, velhos, novos, mancos e manetas com sacholas, roçadoiras, podões etc. iam combater as chamas. Actualmente tudo fica impávido e sereno quando muito ligam para os bombeiros que quando chegam já a área ardida é grande. Depois vem a investigação que quase sempre leva a nada mesmo que sejam identificados os prevaricadores. Enquanto não houver mão pesada nestas e noutras circunstâncias continua-se nesta morrinhice de um quase "laissez faire laissez passer".

Um  outro aspecto que queria referir é que este ciclo dos incêndios parece ser uma fatalidade. Interessante é como os elementos de chefia da protecção civil ou dos bombeiros se referem quando são abordados pela comunicação social dizendo quase sempre que "arderam X ha de mato". Parece pois que na óptica deles há o fogo urbano e o fogo na ruralidade desprezando neste caso toda uma área florestal considerada espaço de mato!... Quererão minorizar o prejuizo da área ardida com expressão tão redutora?!...

 

 

Fiquem bem, antonio