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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - LXXIX (A derrocada)

Há dias ali pela Baixa do Porto encontrei um amigo que já não via há alguns anitos. O abraço da ordem e diz-me: olha sabes quem está ali na secretaria da Reitoria da UP, é o Cortês, outro amigalhaço de juventude que tirou o ISCAP nos inícios de setenta, este já não lhe ponho a vista desde aí.
Então hoje pensei, nem é tarde nem é cedo, vou duma cajadada matar vários coelhos!... Então na primeira fui vasculhar um sítio que conhecia do exterior e que já tinha ouvido falar àqueles que sobre a cidade sabem tudo (Germano Silva, Helder Pacheco, Júlio Couto, foco estes que são do meu conhecimento) – Café Progresso que fica no gaveto da Rua Actor João Guedes e Sá Noronha a dois passos das Praças Carlos Alberto e Leões, Gomes Teixeira se preferirem, conhecido por café dos professores.  Café de saco é ali ex-libris e foi o que pedi e para cativar a clientela de gente madura achei o preço corrente.
Depois fui então à Reitoria da UP tentar cumprimentar o Cortês, mas não tive sorte, o fulano hoje não estava lá ao contrário do habitual. Fica para uma próxima. Desci a Rua da Fábrica e já na Rua do Almada fico basbaque a admirar lá no cimo dum prédio duas águias em granito. A cidade está sempre a surpreender-me, tantas vezes passei por ali e não me tinha apercebido daquelas esculturas que estão quase invisíveis da rua, tive até dificuldade em fotografá-las. Segui à Avenida dos Aliados, deitei o olho ao malfadado tanque onde andavam pombas a saciarem-se indiferentes à imundície de folhagem e papeis que pairava a boiar na água! Que desleixo, senhores dos serviços da Câmara ali à mão semear!... Nem em época de eleições!... Não haverá um jardineiro que assiduamente faça limpeza naquele espelho de água (este nome pomposo é do arquitecto que o idealizou)!
Tinha guardado para o fim dar uma espreitadela pelo desmoronamento que aconteceu na Rua Formosa entre a Rua do Bonjardim e Sá da Bandeira. E aqui o meu coração tremeu. A sorte esteve do lado humano, a derrocada foi cerca das onze da noite, se tivesse sido durante o dia estaríamos hoje aqui na cidade a lamentar um grave acidente com mortos e feridos. E na sequência estariam os serviços da CMP a monitorizar todos os edifícios velhos da cidade. E isso valeria de alguma coisa? Olhem no Algarve após o grave acidente na praia Mª Luísa foram agendadas todas as arribas em risco. Valeu alguma coisa? Depois disso desmoronou-se uma falésia na zona, praia de Santa Eulália, que não estava catalogada como perigosa. Sabem que mais, que a sorte nos proteja.
 

 

   (antonio)

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