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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - LXVI (Pela Páscoa)

Saí de casa de manhã neste sábado ventoso e com alguma chuva à mistura confirmando assim o ditado popular, em Abril águas mil. Dirigi-me à Rua do Almada para lá comprar umas bolas douradas para colocar numa cama antiga de ferro. Pelo caminho senti um pouco a cidade a acordar, gente sem beira nos portais enrolados em cobertores, outros já na pedincha e o já velho conhecido que estudou esta e não sabe outra : “empreste-me um euro”. Passei por várias lojas da chinesada, todas abertas, quando cheguei à citada rua com intenção de me dirigir a uma determinada casa de ferragens tive que andar por ali a fazer horas pois só abria às 9H30. Comprei o jornal mais num gesto mecânico do que necessidade de ler e fui a um café decente na Rua Ramalho Ortigão beber um pingo e helas, por um preço acessível, 50 Cêntimos!... Entretanto tive tempo para recordar meu pai que já não está cá há algumas décadas, quando vinha ao Porto na carreira do Escamarão que tinha o terminus na Rua Alexandre Herculano, ia direitinho à Rua Cimo de Vila, ali a dois passos, beber não um pingo mas uma pinga. Passados muitos anos aquele local continua ainda a teimar manter aquele tipo de negócios, tascos ou casas de pasto, se bem que o cerco dos chineses, paquistaneses, indianos e outros têm vindo a pressionar. É bom que se vão mantendo estas memórias culturais da vivência dum povo!

 

   Fiquem bem, antonio