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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Presépios

S. Francisco de Assis é considerado por muitos o Patrono dos presépios. (ver link) E um dos presépios mais bonitos que até hoje se fizeram é o da Irmandade das Almas de S. José das Taipas que, embora seja pertença da igreja de S. José das Taipas (ver link), está patente ao público no átrio de entrada de visitas do Hospital de S.João, no Porto, na comemoração do 50.º aniversário deste estabelecimento hospitalar. Foi de lá que trouxe a brochura que passo a transcrever:

"Foi nos séculos XVII e XVIII que se divulgaram as representações escultóricas alusivas ao nascimento de Jesus, embora se conheçam notícias de presépios portugueses e da veneração que lhes era prestada no século XVI. A produção de presépios em Portugal ficou a dever-se a artistas notáveis de que se destacam Machado de Castro (l732-1822), António Ferreira, Faustino José Rodrigues (1760-1829) ou Barros Laborão (1762-1820). No século XIX, o presépio foi principalmente objecto de arte popular, tendo caído em desuso a criação de presépios monumentais. Os presépios surgiram em conventos, em igrejas e até em casas particulares. Alguns foram desmontados e as peças avulsas ou conjuntos que sobreviveram encontram-se hoje em museus. De acordo com a sua dimensão, os presépios apresentam narrativas mais ou menos desenvolvidas, mas sempre cenicamente enquadradas. A Fuga para o Egipto, o Anúncio aos Pastores, a Adoração dos Pastores e a Adoração dos Reis Magos são episódios que complementam a cena central da Adoração do Menino, para a qual convergem todas as personagens. O espaço, de sentido teatral, organiza-se em anfiteatro e as cenas dispersam-se pela encosta e pelos acidentes do terreno. Neste presépio, o cortejo dos Magos com cavalos e camelos e a presença dos pastores são especialmente destacados. A Natividade, representada num espaço de ruínas, numa gruta, no interior de uma habitação ou até de um templo, surge aqui numa construção profusamente decorada, com motivos dourados, a que se acede por uma escadaria. A grandiosidade desta arquitectura também se verifica noutros elementos arquitectónicos situados do lado esquerdo, mas outras construções são de sentido realista e emprestam a este espaço uma atmosfera familiar: observe-se o pequeno aqueduto no meio da paisagem e as habitações na zona superior. Aos episódios sagrados acrescentaram-se quadros do quotidiano onde são visíveis particularidades etnográficas de gosto pitoresco. A maquineta em que o presépio é apresentado sublinha o seu valor de espectáculo e, por vezes, confere-lhe monumentalidade. No seu interior era habitual utilizar materiais destinados à decoração da cena e à descrição do espaço como algodão, escamas de peixe, flores secas, flores em cera ou massa de pão, papéis pintados e espelhos. Da autoria de escultores reconhecidos, os presépios espelham as influências estéticas da respectiva época de criação, manifestas na modelação cuidada, na expressão sugestiva, no movimento e na policromia rica, enquanto os de barristas populares interpretam, frequentemente, tradições e técnicas artesanais locais. A iconografia do presépio evoluiu muito ao longo do tempo e a representação da Natividade e da Adoração do Menino variou de acordo com o pensamento religioso e os contributos culturais dominantes."

Saudações natalícias do Francisco.

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