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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - LII

Hoje já ninguém tem dúvidas que Portugal já não vai lá das canetas se continuar a malhar mais no mesmo. O sector agrícola foi-se, o das pescas idem (que pena tanto mar a banhar a costa!) e o sector industrial continua frágil com fecho constante de muitas empresas que pareciam sólidas no mercado. A ajudar todas estas incapacidades olhamos para a educação com muitas incertezas, só não as têm os governantes que vão-se desdobrando, dizendo que está a ser feito um grande esforço. Ultimamente até andaram pelas escolas ministros a rodos a presentear com cheques os melhores alunos!... Até apetece dizer parafraseando Almeida Garrett “ Foge, cão, que te fazem barão! Para onde? Se me fazem visconde”.
Com este cenário assim na mó de baixo estaremos tolhidos numa camisa de doze varas?!... Penso que há saídas que ainda não foram devidamente exploradas – o sector do turismo. Acabo de ler na revista do JN de sábado uma entrevista ao empresário dos barcos no Douro, Mário Ferreira, onde diz que a aposta que fez no rio foi certa. Lembra que nas primeiras viagens, num barco de 120 passageiros desceu o Douro apenas com dois japoneses, e remata que hoje são 500 pessoas a subir e 1000 a descer. Eu próprio quando me desloco, e faço-o muitas vezes, à Ribeira do Porto quer de noite ou de dia sinto-me "estrangeiro" tal a quantidade de algaraviada de línguas que não domino. Há que saber aproveitar, dinamizando o sector turístico.
E estou agora a pensar alto, como seria uma aposta acertada a preservação da emblemática linha do Tua no âmbito turístico! Pensada na sua manutenção, não pela cinzenta CP, mas por gente dinâmica que abrisse o Douro e as suas paisagens envolventes ao turismo. Eu sei que há o dilema entre a barragem e a manutenção da linha. Pois bem parece que a curto  prazo a primeira é mais rentável, mas há que pensar bem. Grandes obras que se fazem abafando outras por vezes não resultam. Querem um exemplo? O belo verdadeiro Palácio de Cristal aqui do Porto, foi substituído por aquela calote esférica sem jeito e utilidade. Na altura foi só aplausos e palmadinhas nas costas, hoje as cabeças pensantes não vão nesse sentido. Portugal precisa de pensamentos largos e não de joguinhos de merceeiro!...
 

  (A imagem é da Ribeira num dos dias soalheiros num Verão cabisbaixo)

 

   Fiquem bem, antonio

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