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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - XLIX (O borlista)

Como já há uns tempos que o computador acusava uma sonolência irritante não tive outro remédio senão despachá-lo para o estaleiro para lhe sacarem a tendência virulenta e lhe injectarem uma dose de ar fresco. O gajo estava mesmo numa de alentejano, devagar devagarinho que se faz tarde e ia-me dizendo na surdina, se tens pressa vai andando!... Estamos na época do que é para hoje devia ser feito ontem de modo que não estava a aguentar mais, tamanha morrinhice do sacana! Além do mais estava teimoso, embora dócil, como um burro mirandês, dava-lhe ordem para encerrar e não é que o filho dum gaio não obedecia! Tratei-lhe então da saúde sujeitando-o à humilhação de lhe abrirem as entranhas para lhe extirparem o mal pela raíz.

- Metam-lhe o bisturi sem anestesia, sugeri ao operador de serviço, nada de paninhos quentes. E aqui está ele agora mais rejuvenescido.

 

No post anterior abordamos as viagens de eléctrico para a praia dando destaque aos surrelfas que se baldavam ao pagamento do bilhete, encarrapitados nos estribos dos eléctricos.

Mas afinal quem é que gosta de se chegar à frente, de cara alegre, quer seja a liquidar os impostos, pagar andantes caros ou encargos bancários que ficam pelos olhos da cara? Digamos pois que as borlas têm sempre um sabor especial e eu que o diga, então vejamos.

Há dias com dois amigos numa das passeatas malucas fomos aqui do Porto a penantes até Miramar apreciando a orla marítima que está um brinquinho. Depois do almoço fomos para a estação para embarcarmos no comboio de regresso. Um dos meus amigos tinha andante carregado que validou, eu não nem o outro compincha, e como na estação não havia máquina de carregamento pagaríamos ao revisor no comboio. Bem, só quando chegamos ao Porto é que apareceu o dito, vinha já a meio da carruagem quando saímos sem pagar. Não nos sentimos com encargo de consciência, pois nada fizemos para nos baldar, foi no entanto motivo para troca de risos malandros e trocadilhos amistosos com o nosso amigo que não teve a mesma sorte(?)

Eu fui um guna involuntário?!...

 

   Fiquem bem, antonio

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