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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Crónica falhada

A crónica semanal que vou por aqui discorrendo hoje não sai à luz do dia. Fiquei siderado com a primeira página do JN em parangonas - troca de casais. Casualmente apanhei na sexta feira o mesmo assunto no Porto Canal.

Fiquei KO sem ânimo para escrevinhar duas tretas na legalidade, mas não admira, serei um bota de elástico?!...

 

  (antonio)

Pela ruralidade - CLXVII(A nassa)

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Aquilino Ribeiro e Bento da Cruz autores que já fui lendo, a cada passo nas suas obras, falam dos putos que iam aos ninhos, obras do século XX. Todos nós sabemos que a miudagem quando saía da escola a meio da tarde, não tinha como agora entreténs: televisão, computadores, telemóveis não havia, muito menos levar e ir buscar os meninos à escola nos popós ou nas carrinhas.

Então ir aos ninhos era uma aventura que também aguçava as capacidades de descoberta da rapaziada. Se ninhos de pegas ou gaios, nem pensar, pois normalmente eram feitos no cimo de grandes árvores. Mas já os ninhos de carriças, abobadados com uma pequena entrada circular; verdilhões; papa-figos; picapau, como o nome indica feitos nos troncos das árvores com um buraco circular martelado pelo forte bico, como se fosse um trado; cerejinas; poupas, pássaro lindo mas faz o ninho de trampa; pintarroxos; chascos; piscos; lavandiscas; mejengras; pintassilgos com a sua plumagem domingueira e o seu cantar que era um mimo; havia também os ninhos de andorinha, mas esses eram respeitados, eram consideradas aves do céu, Aquilino Ribeiro no seu livro “Arcas encoiradas” designava-as de pitas de Nossa Senhora ; Já os de rola eram mal amanhados, mesmo muito pobretanas, o que é incompreensível, pois a rola tem uma certa finesse; mas os mais apetecidos eram os de melro, bem estruturados tipo covilhete avantajado; eram seguidos desde o “choco” até aos filhotes já prontos a voar, era então a altura de lhes deitar a unha com toda a perícia para não darem às de vila diogo. E ninhos de pardais? Ah! Das minhas memórias tenho uma que me ia saindo cara; numa fenda dum choupo velho, vi que havia um ninho de pardal com filhotes; meti a mão mas depois tive fortes dificuldades em tirá-la. Safa! Desta safei-me, mas apanhei cá um cagaço!...

Mas e então no Outono e Inverno quando não há ninhos? Aqui entra a nassa, também se chama caniça. Armadilha piramidal feita pela rapaziada, era colocada em locais estratégicos com iscos (milho, centeio ou bocadinhos de pão). Os pássaros, na busca do granjeio, pisavam um cai cai que fechava a nassa. Depois era a captura, os entalados mais apetecíveis eram os gaios, pegas e sobretudo os melros que tinham como destino a sertã. Mas isto não tem nada de espanto, pois não há muitos anos, como por aqui já falei, na Rua do Bonjardim, à Cancela Velha, numa casa de pasto ainda hoje aberta se bem que noutros moldes, passarinhos fritos eram a coqueluche dos engravatados citadinos que aí iam petiscar, emborcando umas cervejas intervaladas com um verde amarantino, que punha o pessoal corado e a sair porta fora a arrastar e a trocar as gambias balbuciando bocas empalhadas, sem nexo. Estas cenas eram mais visíveis quando o FCP jogava com os rivais de Lisboa, e se ganhava os doentes da bola apanhavam cá uma carraspana, uma “nassa” de todo o tamanho.

 

  Ant.Gonç.(antonio)

 

É tempo de cabaças

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Das inúmeras variedades de cabaças esta é uma das que habitualmente se cultiva em Terras de Santa Mafalda.

Conhecidas por cabaças -menina é um regalo para os nossos olhos, vê-las encarrapitadas em ramadas, exibindo os seus elegante corpinhos de que a mãe natureza as tão bem dotou.

Ricas em fibra, ferro, magnésio, cálcio, potácio,zinco e vitaminas...são de grande valor nutritivo, por tal motivo, sempre que a minha  pessoa, sem pretenções a chef de cuisine,  confecciona o caldito, além da pedra, adiciona um bom  naco de abóbora porqueira, que em tempos idos, somente era utilizada para cevar os suínos.

Com esta e outras variedades também se preparam deliciosos doces, que são a perdição de tantos lambarazes.

“Pouco depois chegou de Arouca da doçaria conventual, um bolo de abóbora que era uma nuvem de leveza e de aboboridão mágica. Foi o melhor de sempre- parecia uma alucinação--Miguel Esteve Cardoso.

São também  conhecidas, depois de lhes serem retiradas pacientemente as sementes do seu interior e bem secas, as vasilhas  usadas para líquidos.

Mas, quis o destino que este pepónio aqui retratado tivesse outra missão nesta vida. Habilidosamente, metamorfoseado eis uma colorida  obra de arte, tendo como objetivo dar vida, alegria e cor a qualquer espaço taciturno.

 

Espero que gostem

 

Com as saudações artísticas

 

Benilde

 

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