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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Ruca, o gato adoptado

Mês de agosto, fim de uma tarde excessivamente quente. A família refugiava-se no jardim, esquivando-se do calor intenso que se fazia sentir no interior da casa. Repentinamente, surgiu do nada um esquelético bichano, jerimiando. Apresentava-se em estado deplorável: desnutrido, desidratado, amedrontado... Não sei explicar a razão mas logo fiquei fã daqueles olhitos tão meigos! De imediato busquei uma cunca e nela apresentei-lhe um opíparo banquete que, avidamente foi devorado, sem qualquer reclamação. O seu cansaço era tanto que maquinei uma aconchegada tarimba para nela pernoitar com comodidade.

 

No dia seguinte, lá estava ele à minha espera. Pudera com direito a cama, mesa e roupa lavada sem qualquer custo!... Os dias foram passando. O hóspede exuberando-se em meiguice conquistou a família, sendo adotado. A sua adoção legal não foi possível por não possuir qualquer documento comprovativo da sua existência: certidão de nascimento ou cartão de cidadão. Como podem constatar pela foto, o Ruca pretende adquirir conhecimentos básicos relativos à ciência da cibernética, como hacking, phishing, etc.. Só espero que com a sua inteligência e perspicácia não se meta em sarilhos com algum rabo de saia ou, quiçá, esfuçando ficheiros secretos, contribua para uma ameaça à humanidade. E assim o Ruca se vai adaptando à nova família. Os seus pais biológicos não deram sinais de vida. Posso estar a fazer os juízos infundados mas em agosto, mês de férias, há que gozá-las na sua plenitude sem quaisquer empecilhos.

 

Recentemente ouviu-se na comunicação social que o governo pretende legislar o número de animais por apartamento. Era do seu dever também incriminar severamente quem os matam, torturam e abandonam. Estou muito feliz com o meu bichaneco. Não há nada que possa pagar a gratidão estampada nos seus olhitos, a sensação de bem-estar e de um dever cumprido.

 

 

Saudações, Benilde.

lixo moderno

De um modo geral estamos habituados a considerar lixo a conspurcação do ambiente nos mais variados cambiantes. Há lixo mais agressivo como os poios dos canídeos nas ruas da cidade, aqui as associações dos animais têm que ter uma acção mais eficaz, e também montões de beatas à porta dos estabelecimentos comerciais.

Mas outros tipos de lixeiras nos estão a incomodar subtilmente. É o que se passa com o lixo televisivo e na comunicação social escrita. Quanto ao primeiro que nos aparece nos canais da concorrência, pois nestas coisas de audiências ninguém quer ficar atrás, a TVI dá cartas com a Casa dos Segredos da destravada Teresa Guilherme. Aquilo vale tudo sempre com o reles incitamento estimulante desta apresentadora depravada. Que haja jovens que na ânsia de ganhar uns trocados se exponham a toda aquela maquinação de índole sexual até se poderá compreender, agora um canal dar cobertura a isso, quem é que fornica com quem, é que não cabe nos meus parâmetros. Aplica-se aqui a máxima, vale tudo menos arrancar olhos. O baixo nível televisivo entra pela casa dentro dos cidadãos e com a agravante de ser em horário nobre.

Quanto à comunicação social escrita, veja-se os jornais de referência que não se coíbem de escancarar diariamente páginas de RELAX, com imagens coloridas, pois claro, nas mais variadas apelativas posições. Há dias interpelei um antigo jornalista de um jornal de grande tiragem sobre o que é que ele achava, pois a resposta foi: sabes está tudo com dificuldades de tesouraria, então há que aproveitar todo o tipo de receitas, e a concorrência também assim obriga. Na minha ingenuidade penso que seria uma atitude mais razoável que tudo isto fosse publicitado só em revistas da especialidade, aliás como antes acontecia. Só via quem quisesse.

Se recuássemos umas dezenas de anos e alguém nos fizesse uma futurologia destas cenas, de certeza que juraríamos a pés juntos que era impossível vermos o que claramente se vê. Mas cala-te boca, há quem já viu um reco a andar de bicla!...

 

 

   Ant. Gonç. (antonio)

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