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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - CLXIV("O Porto")

 

 

Há quem se agache a batentes, sumidades, que criaram nome na praça. Eu não embarco na adoração a figuras que se instalaram no pedestal e daí fazem tudo envolvidos numa redoma, incólumes, pela sua posição sobranceira.

Aquela construção moderna chamada “Casa dos 24”, mesmo à ilharga da Sé do Porto, foi obra dum famoso arquitecto já desaparecido, Fernando Távora. Já por aqui falamos noutras alturas que se o risco fosse traçado por um arquitecto não coroado, seria chumbado e até ridicularizado. Mas a cereja em cima do bolo, pelas piores razões, foi a colocação da estátua “o Porto”, que estava nos jardins do Palácio de Cristal, rodeada de verdura, ali de castigo, sem jeito, espetada de costas para a cidade a olhar para uma parede!...

Agora finalmente tiraram-na de sítio tão estranho e foi colocada num local nobre da cidade a dois passos onde esteve inicialmente na frontaria do palacete da antiga câmara do Porto, já desaparecido, que ficava entre a actual Avenida dos Aliados e a Praça da Liberdade.

Alguém me disse certo dia que o arquitecto citado, numa aparente desculpabilização para o visado, tinha sido vereador da CMP e nessa qualidade tinha-se oposto ao arrasamento do bairro da Sé pelos anos quarenta, cinquenta, cito de memória, do século passado.

Mas se ninguém compreendia aquele posicionamento do “Porto”, entendido pelo arquitecto, quero aqui testemunhar também, embora fora do contexto em apreço, as deficiências nas vias rodoviárias na envolvência do Palácio do Freixo, zona que conheço bem, também a cargo do gabinete do famoso arquitecto.

Fico sempre de pé atrás quando se mexe nas estátuas, no passado recente houve mexidas atropeladas, mas neste caso foi na verdade uma mudança que é de apoiar. "O Porto" que da praça nova a encimar o palacete onde funcionou a CMP seguiu para o jardim Arnaldo Gama, mais tarde foi para os jardins do Palácio de Cristal, daí foi para junto do tal edifício da polémica "Casa dos 24" e agora em boa hora regressou a um local nobre da cidade a dois passos de onde inicialmente esteve.

 

  (imagem do "Porto" na sua nova envolvência, devidamente identificada, com a curiosidade natural dos transeuntes)

 

 

  Ant. Gonç. (antonio)