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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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O conde de Castelo de Paiva

Pode-se dizer que aqui é o centro cívico de Castelo de Paiva. Jardim público centralizado pela estátua do conde, rodeado pela câmara municipal, edifício dos correios, farmácia, antiga cadeia, cafés, bancos, igreja matriz e comércio.

Recordo neste jardim nos anos sessenta do século passado, quando andava naquela vila a contas com o antigo quinto ano, o “savoir faire” do jardineiro que nos arbustos, qual escultor, moldava animais perfeitamente reconhecíveis. Avivo isso com alguma saudade, eram artes de jardinagem como também havia no jardim Serpa Pinto de Cinfães que aqui já fiz referência, e também noutros locais como na cidade do Porto (ai, ai, incomoda-me falar na Av. dos Aliados). Havia gosto no que se fazia, agora é meia bola e força, andar que tenho pressa serão as ordens dos pelouros do ambiente das câmaras municipais, tudo subordinado ao pilim.

 

  (antonio)

Os "velhos" professores primários II

 

Foi assim com este título em epígrafe que em 18/03/2007 abordei pela positiva, características desta classe profissional. Vamos agora continuar a falar destes profs.

Um caro amigo de seu nome Maurício Branco que vai aqui no blogue aparecendo com comentários sempre oportunos aguçou-me o apetite telefonando-me a dizer que tinha um diário de seu pai, professor primário, dos anos quarenta do século passado, leccionou no Couto de Cucujães. Facilitou-mo para uma olhadela, na imagem,  que agora tenho aqui à minha frente.

Sinto  muita admiração pelos professores primários da geração anterior à minha. Já aqui no blogue tive oportunidade de falar de alguns que ainda conheci aqui na cidade do Porto, bem como também dei o meu testemunho da minha professora primária. Eram pessoas do saber que puxavam pelos alunos, as aprendizagens eram levadas a sério. A competência do professor e a sua exigência eram transmitidas aos alunos que viam no mestre um modelo a seguir. Hoje admiramo-nos e ficamos de boca aberta sobre o que na altura era ensinado na sala de aula e absorvido pelos alunos, sem as comodidades que hoje existem, luz eléctrica, aquecimento, etc.

O presente diário do professor João Baptista Branco Duarte, nascido em Nespereira, Cinfães, refere-se aos anos de 1941/42 – 3ª classe e 1942/43 – 3ª e 4ª classes na Escola masculina de Carregoso – Couto de Cucujães vem confirmar o que tenho dito sobre essa classe profissional. A programação, o rigor e a exímia caligrafia desse diário são atributos que se perderam nos tempos de hoje. Tudo feito com peso e medida  que o filho do professor em apreço, meu caro amigo Maurício Branco em boa hora compilou e encadernou para a posteridade. É um manancial educativo que os politólogos do ensino deviam esfolhear. Foi pois com toda a justiça que foi dado nome de uma rua numa localidade onde leccionou, ao professor João Baptista Branco Duarte.

Ver link: http://magisterio6971.blogs.sapo.pt/91305.html

 

        


     

 

Já por aqui falei num professor primário, Carlos Soares,  que chegou a ser professor de meu pai nos anos vinte do século passado. Escreveu vários artigos, que já aqui publiquei, no semanário Educação Nacional, sobre o estado das escolas do concelho de Cinfães no início do século passado. Foi presidente da C.M.Cinfães e nessas funções fez chegar à minha terra, Macieira, freguesia de Fornelos, a estrada em macadame em 1935. O povo da terra num gesto de gratidão ao prof. Carlos Soares mandou colocar uma lápide de mármore, num pedestal de três blocos de granito aparelhado, que ficou a assinalar o acontecimento. Ficou, virgula, a lápide foi destruída há seguramente mais de meia dúzia de anos e nunca mais foi colocada uma nova. E agora aqui vou ser duro para com o senhor presidente da C.M.Cinfães, que não confundo com o meu colega de curso professor José Manuel Pereira Pinto, que já vai no terceiro mandato,  sabe do que se passa, já lhe comuniquei por escrito mais de uma vez e a situação continua insolúvel. É triste, mas é verdade que o senhor presidente da C.M.C. não se preocupe em manter as memórias dos nossos antepassados nomeadamente dos professores e neste caso também um antigo presidente da CMCinfães. Terá outros afazeres a nível concelhio não lhe dando tempo de sobra para se preocupar com estas minudências, é o que sou levado a pensar com algum esforço.

Ver: - http://magisterio6971.blogs.sapo.pt/137996.html

       - http://magisterio6971.blogs.sapo.pt/322765.html

 

 

 Ant. Gonç. (antonio)

 

 

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