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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Portugal - país desordenado II

Era este o título que encimava o meu anterior post. Agora ainda mais reforçado com mais uma notícia da queda de uma ponte em Águeda, causando um ferido. É verdade que a ponte estava vedada ao trânsito até porque há outra agora a pouca distância. Mas que raio, então as pontes não devem ser recuperadas?! Então o que aconteceu em Entre-os-Rios não serviu de exemplo para futuro! Agora nesta terra após a desgraça com uma ponte esfarrapada construíram duas a poucos metros uma da outra, obra do guterrismo. Que país!

E quanto à que ruiu em Águeda que até há poucos anos serviu a antiga estrada nº 1, que é quinhentista, vai ser demolida segundo o presidente da câmara. Só o facto de ser uma obra em pedra, anterior ao betão, devia ser preservada, um país que respeite o passado era assim que devia fazer.

No anterior post também abordava a situação dos radares na Via de Cintura Interna. Hoje no JN a crónica de Manuel Serrão também escarrapacha o assunto e alia isso ao nosso país desordenado tal como a Grécia. O passado glorioso desse país está muito abandalhado. E Portugal que sempre encheu o peito com os feitos gloriosos de aquém e além mar  e hoje está numa situação sem jeito. Feitos gloriosos? O melhor é lermos “A primeira aldeia global” de Martin Page e constatarmos que tudo foi feito à base da escravatura e do chicote.

 

 

  ver:http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2125998&opiniao=Manuel%20Serr%E3o

 

 

 

 

 

 

 

 

 (antonio)

Frases

Ministro da Economia, versus Manuel Pinho, o dos corninhos: "2012 vai ser o fim da crise, ou antes o princípio do fim da crise".

 

Presidente Cavaco na América:

 - " Portugal é uma terra de oportunidades para quem as saiba aproveitar".

 -  Fez questão de visitar emigrantes portugueses na costa leste e foi à missa na companhia da mulher .   Soares  tinha lá estado há 21 anos. "Não sei se veio à missa", dixit Cavaco.

 

 

 

 

 

 

 

  (antonio)

Portugal - país desordenado

Todos aqueles que têm disponibilidade para ver os telejornais e mesas redondas sobre a situação económica do país, se não forem pessoas fortes podem-se deixar ir abaixo no desânimo, tal é a massacração.  Por muito que Cavaco Silva, presidente, se esforce lá pela América tentando convencer os portugueses aí radicados que para eles Portugal poderá ser um bom retorno, para  investir, todos lhe torcem o nariz. E o caso não é para menos, pois eles bem sabem que os países ricos da Europa nos olham como um país descontrolado, muito desordenado, um pilha galinhas que ainda não foi escorraçado mas é pouco bem visto. Estamos pois, encostados à parede sem hipótese de saída airosa, mas pelo contrário, arranhados e esfarrapados!...

 

Apeteceu-me fazer este introito que poderá também ter a ver com o que a seguir passo a descrever sobre a chamada “via de cintura interna”. Helder Pacheco tem dito que esta via veio emparedar a cidade ao circunda-la. É uma via com tráfico intenso cujo anel se amarra na ponte da Arrábida e da do Freixo. Apresenta uma forte inclinação que passa junto ao Dragão e vai até à entrada da ponte do Freixo. Ora é neste troço da via que acontecem muitos acidentes, alguns graves como o que aconteceu na última sexta-feira – um camião desgovernado atravessou o separador de betão e matou uma senhora que ia no seu carro. No mesmo local dois dias antes também um camião ficou encavalitado nos separadores e só daí foi retirado com a ajuda de duas gruas.

 

Então agora retorno ao início do post em que disse que o nosso país é desordenado. Na cintura interna há limites de velocidade, pois há. Há sinais de radares, pois há. Mas, batatas, ninguém respeita os limites de velocidade e os radares aí instalados são letra morta, pois o diferendo entre as Estradas e a CMPorto nunca foi resolvido para saber quem devia amealhar as multas aos infratores. Ora digam-me lá se isto não são sinais dum país mal governado!...

 

PS: São tantos os acidentes nesta via que estão muitas vezes parados reboques, à espera de serem chamados, na rotunda de Campanhã que fica por baixo da Cintura interna. Como passo por lá diariamente observo esta caricata situação.

 

 

  (antonio)

Olhar o Porto - CXVIX (Cultura da cidade)

Copo meio cheio ou meio vazio é assim visto por um lado ou por outro, à vontade do freguês, como se diz.

 

Lembrei-me desta máxima quando ontem li no JN a crónica de Helder Pacheco, "cultura da cidade" e ouvi Germano Silva no lançamento do seu novo livro “Porto, nos lugares da história”. Falava este eminente conhecedor da cidade ao vasto auditório, no museu Soares dos Reis, que a cidade está moribunda e que é preciso injetar-lhe soro. (De certeza que o presidente da câmara não gostaria de ouvir isto). Sugeria pois, para a despertar, que locais emblemáticos do centro histórico, a saber, Largo do Colégio, Moinho de Vento, Coronel Pacheco etc., deviam ser rentabilizados com ações culturais de grupos de teatro e outros como o grupo folclórico do Porto, de quem é padrinho, digo eu.

 

Já Helder Pacheco no JN dizia que “os que falam de decadência cultural da cidade, ou andam distraídos, ou confundem ataque político com achincalhamento do que se procura fazer com os recursos existentes” Para justificar enumerava toda a agenda metropolitana, desde concertos, espetáculos, teatros, exposições etc, toda uma extensa cegarrega de atividades que os departamentos culturais das câmaras são ofertantes. Resta saber se são levados à prática.

Deixo aqui este apontamento aparentemente divergente, ou estarei a ver mal, de dois exímios conhecedores da cidade.

 

 

  (antonio)

Lançamento de livro

No sábado, dia 12 de novembro de 2011, no auditório do Museu Nacional de Soares dos Reis, realizou-se o lançamento de mais um livro do jornalista, historiador e escritor Germano Silva. O Rancho Folclórico do Porto marcou a sua presença com umas atuações inesquecíceis, pois, como disse o seu presidente António Fernandes, a Germano Silva está eternamente agradecido pelo facto de ter sido ele a divulgar o Rancho nas páginas do Jornal de Notícias. Eu estive lá. Tirei algumas fotografias e gravei alguns videos. Vamos lá ver se estão bem. Saudações tripeiras do Francisco.

GERMANO SILVA

 

ÁLBUM FOTOGRÁFICO

 

 

São Martinho

Hoje, dia 11 de novembro de 2011, dois assuntos me dão vontade de escrever:

  • este dia de São Martinho, único e irrepetível
  • a aprovação, na generalidade, do orçamento de estado para 2012

Quanto ao primeiro assunto, apetece-me registar o facto de ter hoje um dia de São Martinho único e irrepetível. Na realidade, não voltarei a viver um dia destes no dia onze do onze do ano dois mil e onze. A minha vontade era ter aqui um álbum fotográfico dos vendedores de castanhas assadas que ainda existem na cidade do Porto. Estou a lembrar-me de dois, em concreto, que já colaboraram comigo quando eu ainda estava no ativo:

  • o Sr. António que costuma estar a vender na Praça Marquês do Pombal
  • o Sr. Lopes que costuma estar a vender na rotunda da Boavista

Tenho saudades de ter estes dois homens a desabafarem comigo, no final do dia, o seguinte:

  • Ó senhor diretor, foi muito bom, foi melhor do que eu estava a prever. Reparou na quantidade de famílias que quiseram comprar castanhas? Reparou que todas as crianças, mesmo as mais pequeninas, da escolinha, compraram um cartucho e até repetiram? Em sinal de agradecimento, quero que aceite estas castanhas para si, para as suas colegas e para as funcionárias.

Estes homens e mulheres que nos privilegiam, na cidade, com a sua venda de castanhas assadas, terão, brevemente, uma visita minha para registar para a posteridade a sua presença.

 

Quanto ao segundo ponto, peço ajuda. Alguém me poderá explicar por que razão, estando neste momento o Partido Socialista na oposição, não vota nem contra nem a favor do Orçamento? Por que razão é que o Partido Socialista se absteve?

 

Saudações tripeiras do Francisco.

 

Copianço tecnológico

Que se levante o mais marrão dizendo que nunca copiou nos exames – os baldas eram fortes nessa arte. Já ouvi ou li algures que o ato de copiar já é um exercício de aprendizagem. Até os candidatos a juízes foram há dias envolvidos em polémica por terem sido apanhados a copiar – lindo exemplo, dizia-se, de pessoas que vão julgar outros! Há que copiar com dignidade e não de maneira atabalhoada que de aprendizagem que se pretende resulte ao invés menos valia.

A notícia que ontem vinha no JN, que a meu ver não o devia ser, dizia que numa escola de Chaves, um chavalo de 10 anos foi apanhado numa prova de Português a trocar msg de telemóvel com sua mãe, algures, sobre dificuldades que o estavam a atrapalhar. O jovem sem saber, estava certamente a seguir à risca o que dizia Agostinho da Silva, cito de cor, que não é importante termos tudo encornado, mas sim, sabermos ir buscar os conhecimentos.

Este caso trouxe-me à mente um idêntico que se passou no Liceu Nacional de Lamego, andava eu a contas com o antigo quinto ano. Puxei pela memória recordativa e vai daí faço uma ratada na Biblioteca municipal do Porto, no JN, na época de exames, de 1963. Aí encontro em 27 de Junho na primeira página: Fraude inédita em exames liceais e em subtítulo “Por meio de um aparelho emissor recetor um examinando do liceu nacional de Lamego resolvia o ponto de matemática consultando dois irmãos que estavam fora do edifício”. Parte do desenvolvimento da notícia vem a seguir:

“Quase chega a ser pena que uma fraude desta natureza tenha sido descoberta, só pelo que tem de notável a sua conceção, aliada a uma execução perfeita, que só um acaso fez descobrir. E de lamentar será também que o aluno candidato ao exame de matemática do 2º ciclo não saiba tanto de tal matéria como sabe de rádio. Seria uma barra, com certeza. Quis o acaso que alguém, ouvindo no seu aparelho de rádio uma série de perguntas e respostas sobre matemática, se desse ao cuidado de prestar atenção e ir bufar(o termo é meu) ao reitor do liceu. O aparelho emissor-recetor estava debaixo de um braço do estudante e o fio para o ouvido era ocultado por um penso enorme que cobria também o auscultador. O microfone estava dissimulado no peito”.

A minha homenagem vai para estes três jovens, naturais segundo o JN, de S. João da Pesqueira, e para o bufo, glória vã.

 

 

 

  (antonio)

 

 

 

Entrega de prémios

Já tinha partilhado convosco a minha vitória no concurso de fotografia da Junta de Freguesia de Paranhos. Pois tenho todo o prazer em partilhar agora convosco o álbum fotográfico que o meu amigo Maurício Branco realizou e que retrata a exposição que está patente até 12 de Novembro na Casa de Cultura de Paranhos (ao Largo do Campo Lindo, Porto) e a cerimónia de entrega de prémios. Saudações paranhenses do Francisco.

ÁLBUM FOTOGRÁFICO

 

Os desempregados no extinto "Defesa de Arouca"

Não sou, nem pouco mais ou menos, um rato das bibliotecas, gosto de esporadicamente ir até à Biblioteca Municipal do Porto e aí tenho dado uma vista de olhos a um antigo jornal, semanário “DEFESA DE AROUCA”. E  porquê este e não outro? A explicação tem a ver com notícias que pontualmente aí eram publicadas sobre a minha terra, nomeadamente algumas sobre o meu avô, que não conheci.

Vou aqui transcrever uma crónica que achei interessante nesse periódico de um correspondente de Lisboa, é de Janeiro de 1936 com o título “Crónicas da Capital – os desempregados”.

 

“Sempre que, durante o dia, vou à Baixa, noto com pasmo que os cafés regorgitam de fregueses.

E digo comigo: Mas então estes cavalheiros não teem nada que fazer?

Ao meu espírito acode a impressão animadora de que grande parte dos meus patrícios alfacinhas vive regaladamente dos seus rendimentos.

Outros mais modestos contentam-se em espècar as paredes dos prédios, todos perfilados e atentos às damas vaporosas que passam.

Outros ainda – e não são só eles, são também elas – transformam a via pública em sala de visitas, de forma que, por mais que se alarguem os passeios, não há maneira de chegarem para as numerosas famílias que jubilosamente se encontam – as Lilis, as Fifis e as Lolós a beijocarem-se; as mamãs a contarem a história trágica da última criada que roubava nas compras, usava meias de seda e dizia mal dos patrões – uma pouca vergonha! – e os papás a discutirem a política internacional com gestos veementes e uma chuva constante de perdigotos confirmativos.

Esta última parte foi agora muito prejudicada com a medida de se pôr em execução o novo regulamento de trânsito…

Mas como é que esta gente tem tempo para tanta coisa? – pregunto eu aos meus botões.

Eles pertencem, certamente, à classe dos desempregados, tão numerosa agora em todo o mundo.

E elas, das duas uma, ou não teem nada que fazer em casa, ou deixam lá tudo por fazer.

Felizes estes cuja vida decorre tranquila e calma como um lago cuja água nem a folha duma planta encrespa e que conseguem afrontar a borrasca da existência não trabalhando e conseguindo até – o que é o cúmulo! – impedir que os outros sigam para o seu trabalho!...”

 

Nesta crónica podemos notar as semelhanças e as diferenças aos dias de hoje. Assim as Lilis, as Fifis e as Lolós são as Dondocas de agora. Onde se diz que os alfacinhas mais modestos contentavam-se a espècar as paredes dos prédios são os mesmos que nos dias de hoje andam a coçar as esquinas. E então os papás a discutirem a política internacional, pudera, não que falar da política nacional era proibido. Nota-se também nesta crónica uma subordinação da mulher quando se dizia que elas, das duas uma, ou não têm nada que fazer em casa ou deixam lá tudo por fazer. É o que hoje se ouve em sentido depreciativo em situações conflituosas: vai para casa lavar a loiça!...

 

  (antonio)

 

 

 

Culto dos mortos

A população de Arouca, manifestou sempre grande respeito e uma veneração muito especial pelos seus mortos. 

 

 

Distribuidas por 20 freguesias do concelho, existem dezenas de Alminhas situadas normalmente nas margens dos caminhos, recordando a memória dos seus mortos. Há construções muito simples, mas outras mais elaboradas com grande valor artístico. A que se refere a imagem fica localizada na entrada da minha aldeia. Quando por lá passo, encontra-se sempre, cuidadosamente ornamentada com um vaso de flores e uma vela acesa, como se pode observar.

Não é só através das Alminhas que o povo de Arouca manifesta a sua religiosidade e o seu culto aos mortos. Em quase todas as freguesias existia e, em muitas ainda existe, a Irmandade das Almas. 

Uma das Irmandades mais antigas do Concelho é a da Vila de Arouca, que teve seus estatutos aprovados em 15 de Setembro de 1715, tendo por patrono o Bispo S. Nicolau. 

 

No capítulo 23 dos Estatutos era determinado "Ordenamos que os Mordomos tenham cuidado no seu ano, de procurar um homem de boa vida e costumes, pagando-lhes dos réditos da Irmandade, para que todas as sextas-feiras na quaresma, a todos os Passos desta vila, encomende as almas do Purgatório, rezando-lhe e pedindo, em voz alta e inteligível a todos que se lembrem delas, isto com quietação, modéstia e devoção".

Na cerimónia de "Emendar as Almas" na vila de Arouca, só cantava o ementador e só homens tomavam parte na cerimónia. O Ementador entoava o seguinte cântico:

 

 

Ó homem qu´és terra,

Lembra-te qu´há-des morrere!

Tens de dar contas a Deus,

Do teu bom ou mau vivere!

 

Mais peço, irmãos meus,

Um Padre-nosso e uma Avé-maria,

Por alma de (citam o nome)...

Seja pelo amor de Deus

 

Ao iniciarem a cerimónia, declamavam:

 

Alerta, pecadores alerta, 

A vida é curta, a morte é certa!

 

 

Com as saudações espirituais, Benilde