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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - CXX (Os vizinhos do Porto e os clérigos)

Os livros sobre a cidade, de Germano Silva, não são para serem lidos duma assentada como quem lê um romance de fio a pavio. São livros de consulta para quem quiser saber algo mais sobre a cidade antiga que o autor trata por tu. Tenho aprendido umas coisas, se um turista me perguntar, desde que não seja em inglês, onde fica o Beco do Pedregulho ou a calçada do Rego Lameiro têm de imediato boa informação.

 “Porto, nos lugares da história” que comprei há dias é uma compilação das crónicas que o autor nos vai oferecendo nos média. Apanhei uma seca do camano para obter do autor a assinatura, eram mais que muitos a quererem obter o autógrafo do autor. Ainda não li o livro na totalidade, passei-lhe os olhos na diagonal e no fim prestei atenção mais demorada ao capítulo “os vizinhos do Porto” . No século XIV o burgo estava confinado dentro do muro, leia-se muralha Fernandina, era a cidade dos ofícios e mercadores onde não tinham cabimento os fidalgos, clérigos e outros poderosos, por não serem bem vistos, não eram admitidos como vizinhos. Era a “cidade do trabalho” cujo epítome chegou até aos nossos dias. Uma das razões para os poderosos não serem admitidos no burgo prendia-se com o facto quando os mercadores se deslocavam em negócios para a Flandres e Inglaterra deixarem as mulheres e filhas que eram desejadas por essa gente do poder nomeadamente os ociosos clérigos. E aqui um apontamento meu, a Igreja sofreu através dos tempos de muita hipocrisia. Mas nestes impulsos clericais temos no século XV, a cereja em cima do bolo, o abade de Trancoso que foi um ver se avias na arte de copular e semear. Chegando aqui dir-me-ão os mais crentes que uma andorinha não faz a Primavera, mas já um bando!...

 

 

 

  (antonio)