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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Copianço tecnológico

Que se levante o mais marrão dizendo que nunca copiou nos exames – os baldas eram fortes nessa arte. Já ouvi ou li algures que o ato de copiar já é um exercício de aprendizagem. Até os candidatos a juízes foram há dias envolvidos em polémica por terem sido apanhados a copiar – lindo exemplo, dizia-se, de pessoas que vão julgar outros! Há que copiar com dignidade e não de maneira atabalhoada que de aprendizagem que se pretende resulte ao invés menos valia.

A notícia que ontem vinha no JN, que a meu ver não o devia ser, dizia que numa escola de Chaves, um chavalo de 10 anos foi apanhado numa prova de Português a trocar msg de telemóvel com sua mãe, algures, sobre dificuldades que o estavam a atrapalhar. O jovem sem saber, estava certamente a seguir à risca o que dizia Agostinho da Silva, cito de cor, que não é importante termos tudo encornado, mas sim, sabermos ir buscar os conhecimentos.

Este caso trouxe-me à mente um idêntico que se passou no Liceu Nacional de Lamego, andava eu a contas com o antigo quinto ano. Puxei pela memória recordativa e vai daí faço uma ratada na Biblioteca municipal do Porto, no JN, na época de exames, de 1963. Aí encontro em 27 de Junho na primeira página: Fraude inédita em exames liceais e em subtítulo “Por meio de um aparelho emissor recetor um examinando do liceu nacional de Lamego resolvia o ponto de matemática consultando dois irmãos que estavam fora do edifício”. Parte do desenvolvimento da notícia vem a seguir:

“Quase chega a ser pena que uma fraude desta natureza tenha sido descoberta, só pelo que tem de notável a sua conceção, aliada a uma execução perfeita, que só um acaso fez descobrir. E de lamentar será também que o aluno candidato ao exame de matemática do 2º ciclo não saiba tanto de tal matéria como sabe de rádio. Seria uma barra, com certeza. Quis o acaso que alguém, ouvindo no seu aparelho de rádio uma série de perguntas e respostas sobre matemática, se desse ao cuidado de prestar atenção e ir bufar(o termo é meu) ao reitor do liceu. O aparelho emissor-recetor estava debaixo de um braço do estudante e o fio para o ouvido era ocultado por um penso enorme que cobria também o auscultador. O microfone estava dissimulado no peito”.

A minha homenagem vai para estes três jovens, naturais segundo o JN, de S. João da Pesqueira, e para o bufo, glória vã.

 

 

 

  (antonio)