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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Haja Deus !

Não sei o que dizer, não sei o que pensar, não sei o que fazer. O que sei é que estou confuso. Quem me fez esta confusão foi a justiça portuguesa, um tribunal português e um coletivo de juízes portugueses. E provocaram-me esta confusão com uma decisão que tomaram. A decisão foi tornada pública hoje, 16 de julho de 2011. Eu pensava (e ainda penso) que quando um funcionário, no exercício das suas funções, tece em voz alta, considerações desagradáveis e insultuosas para com um seu superior hierárquico, sofria as necessárias sanções disciplinares. Se esse era um funcionário duma qualquer empresa privada, a sua sorte estava traçada e o olho da rua era o seu destino. Se esse era um funcionário público, das duas uma: ou o seu superior hierárquico direto assobiava para o lado, fingindo que não ouvia e sorrindo para o teto ou tomava as medidas que lhe pareciam mais adequadas a um funcionário público, técnico superior de educação e diretor de um serviço supostamente respeitado e respeitável. Agora, ver a justiça portuguesa punir o Estado por despedir um funcionário que, em comissão de serviço, insultou o Primeiro Ministro, é de bradar aos céus. Mas há mais. Com que moral vai o professor em causa retomar a sua atividade docente, seja em que disciplina ou área for, depois de profeir o que proferiu, publica e audivelmente, num organismo que, representando o Estado, tutela os funcionários que exercem as suas funcões para o Ministério da Educação? Isto só visto. Isto só no meu país. Quo vadis Portugal?

Olhar o Porto - CX (Mais um café na Baixa?)

Tinha sido anunciado no JN a abertura  em simultâneo, no Palácio das Cardosas, do hotel Intercontinental e do Café Astória.

Quem olha da Av. dos Aliados, ou até mesmo do cavalo (leia-se estátua equestre de D. Pedro IV),  para o Palacete, nitidamente observa do lado direito a farmácia e do lado esquerdo outro estabelecimento agora existe mas que não se nota, e só mesmo quem leu na imprensa é que toma conhecimento que ali há um café e confeitaria, Astória de seu nome. Podemos mesmo dizer que só o local e o nome ficaram do café existente nos anos setenta que conhecíamos.

A Baixa ganhou mais um café? Não creio. Este estabelecimento está voltado para o hotel para o qual tem passagem interior, e na minha óptica está fechado à cidade. Bem pode Helder Pacheco, um conhecedor da cidade, dizer que é o primeiro caso de um banco passar a café e atalhar que o Astória está localizado numa esquina de grande passagem e isso pode ajudar a uma maior afluência de público.

Numa de curiosidade entrei no novel estabelecimento. Tons claros nos tetos, seis portas envidraçadas fixas mais duas com abertura dão boa  entrada de luz, no entanto os lustres do teto e os apliques laterais e luzes indirectas sempre acesas. Entrada, do Passeio das Cardosas para o estabelecimento muito discreta, sempre fechada, quase que se tem de andar a apalpar para saber onde se entra para o Astória. Piso de madeira castanha e clientela com aparência de “status” ou de meros curiosos como eu de ver por dentro o novo “Astória”, que se vê e fica visto.

Da minha parte ficou a curiosidade satisfeita, pois é um género de serviço que não está na minha abrangência. Pedi um pingo para o qual desembolsei 2.40€. Se para um turista estrangeiro este preço poderá ser aceitável, já para o comum do portuense a coisa fia mais fino. Bem podem os portuenses, alguns como eu com a memória viva do antigo “Astória”, tirar o cavalinho da chuva, pois a austeridade assim dita!...

 

 

  Fiquem bem, (antonio)

Olhar o Porto - CIX (Portugal turístico II?)

 

Dar nozes a quem não tem dentes é como atirar ao cão um cherne grelhado, prefere um osso escanifrado. Vem esta máxima mais uma vez a propósito do serviço de que me é observado constatar nas esplanadas em pleno coração da cidade do Porto.

Já há dias aqui abordei o assunto que poderia ser pontual, mas não. Ali mesmo nas barbas do Palácio das Cardosas, agora transformado num novíssimo hotel “intercontinental”, no lado poente da Praça da Liberdade, quatro esplanadas fazem concorrência entre elas pelo mau serviço. Estão num dos melhores locais, sombreadas pelas árvores, e que bom nesta altura do Verão quando o calor aperta. Eu e um amigalhaço do tempo da tropa pontualmente vamos revivendo a amizade, fomos tomar qualquer coisa e sentamo-nos à espera que alguém nos atendesse. Pois, espera galego!... Fizemos sinal ao sr. empregado que com ar enfadonho não ligou muito. Bem, depois de esperarmos tempo de sobra, levantamo-nos e fomos para outra esplanada ao lado, pensando nós que seria diferente. Qual quê?... Depois de longa espera o meu amigo levantou-se e foi pedir o serviço ao interior do estabelecimento. Quando finalmente nos serviram disseram-nos para depois irmos pagar lá dentro. Acresce dizer que as esplanadas estavam com clientela a meio gás ou menos.

Será o funcionamento destes estabelecimentos o retrato do andar enferrujado do nosso país? Pois é, depois admiramo-nos ou nem tanto, do dinamismo dos chineses deixando os portugas a léguas, neste ram, ram. O empreendedorismo nestes moldes parece condenado ao fracasso. E é pena que até suceda naquele local paradigmático visitado pelo turista.

 

PS: Na revista da CMP “Porto sempre” que agora me chegou às mãos Rui Rio em Editorial fala no Palácio das Cardosas, agora hotel, dizendo que fica na Avenida dos Aliados. Já no interior da mesma revista falando-se da reabilitação da Baixa com hotel de luxo no Palácio das Cardosas é referido que ele fica na Praça da Liberdade.

É sabido que a Praça da Liberdade dos nossos dias teve já muitas designações a partir do século XVIII, entre outras,  a saber: Praça Nova das Hortas; Praça da Constituição; Praça Nova; Praça de D. Pedro IV; Praça da República e finalmente da Liberdade. Quererá agora Rui Rio simplesmente bani-la fugindo-lhe a boca para os desejos tal como  Sisa Vieira a quando da intervenção naquele espaço teve isso em mente. No entanto numa superficial pesquisa sobre a toponímia no site da CMP ainda lá figura Praça da Liberdade. Seria só uma gaffe de Rio?

Já agora, não havia uma placa toponímica “Passeio das Cardosas” na esquina nascente do Palacio onde agora reabriu o café Astória? (Um que sabe destas coisas entre outros é Maurício Branco).

 

  (Num próximo post vou falar do Astória)

 

 

  Fiquem bem, (antonio)

Sucata perigosa

Há dias na Cintura interna uma peça de sucata que se desprendeu da caixa de um camião mandou para o hospital um ferido grave, condutor dum ligeiro (passados dias segundo o JN o sinistrado continuava grave e o camião ainda não tinha sido referenciado).

 

Hoje passo a pé junto à rotunda do Freixo e vejo um camião com uma comprida galera cheia de sucata aos bocados que se elevava acima da caixa sem cobertura. Certamente que ia para a siderurgia rolando por estradas de muito movimento.

 

E eu pergunto. Onde estão as autoridades que deviam estar atentas a estes casos que colocam a vida de terceiros em risco. Então não é obrigatório a cobertura desse material para não cair para a estrada? Não se entende este laxismo. É o retrato do país que temos, é pena.

 

 

   (antonio)

Pelo JN

Amarante é notícia. Não por ter lá o museu Amadeu Sousa Cardoso mas tão só por motivos menores. Então lá está com imagem, um doce fálico de 21 metros de comprimento (só ouvia falar em aprox. 17 cm, e já estou a pôr a fasquia alta), obra de pasteleiro.

Iniciativa apadrinhada pela Associação empresarial lá da terra. O povo gosta destas coisas, para o Guiness às tantas. Dois tomates completam o ornato, diz-se, está no JN, que são de S. Gonçalo. No artigo do JN fala-se numa terminologia mais forte para os sensíveis, eu abstenho-me de dizer ..lhões (JN de 09/07, pág. 30).

Nas Caldas a exposição fálica é mais recatada, escondem-no lá no fundo das canecas mas o JN não está com meias medidas, é sempre a abrir... A ampla secção diária de "RELAX" é disso um exemplo, que a mim não me choca mas que não é bonito não é para um jornal de referência lido por amplas camadas da população.

 

 

  (antonio)

Olhar o Porto - CVIII (Meia de tripas para o sr. engenheiro!)

Dizia-se que o hábito faz o monge. Há dias abordava eu em comentário com Maurício Branco os pergaminhos à portuga com que se alimentam alguns prof.s , Dr.s e Eng.ºs.

 Anos  setenta do século passado, ainda a Revolução dos cravos vivos (que agora estão murchos) não tinha vindo à luz do dia, andava eu a dar os primeiros passos na vida profissional tendo assentado bases na parte oriental da cidade do Porto. Não sei agora em que contexto, fui algumas vezes almoçar à Adega  Figueiroa que fica na Rua Sacadura Cabral a Cedofeita. Era frequentada na altura por estudantes, pois a centralidade universitária era por aquelas bandas.

Mas o que quero referir era o “savoir faire” da pessoa, dono talvez, que estava aos comandos da casa. Era um fulano expert que agilmente se dirigia para o potencial cliente que seria habitual ou não, mas se tivesse ar universitário era tratado com a deferência de engenheiro ou dr. Então o desenrascado maitre passé pedia para a cozinha em voz audível por todos os comensais o prato, solicitado pelo cliente, normalmente do dia:

Saia-se meia de tripas para o Sr. Engenheiro da mesa do canto!...

Claro que os futuros engenheiros ainda viam o canudo no fim do túnel mas ficavam com o ego levantado ao serem tratados duma maneira tão cortês. Quando o cliente estudantil vinha com o código civil debaixo do braço então era presumido que era de direito e aí:

Saia-se meia de vitela para o sr. Doutor.

São questões de servilismo cultural quando se dizia que nos cafés da baixa coimbrã o graxa tratava todos os clientes por dr.

 

 

  (antonio)

O meu nódulo

Como sabem, no dia 23 de junho de 2011 realizou-se o encontro comemorativo dos 40 anos do Curso de 1969/71 da Escola do Magistério Primário do Porto. Quando cheguei ao local de encontro marcado, cumprimentei os colegas que já tinham chegado e estranhei não ter visto nenhuma das colegas de Arouca. Fiz o percurso matinal de visitas sempre na esperança de que aparecesse a representação de Arouca a todo o momento. Em vão. Qual não foi o meu espanto quando encontro no restaurante Vela Areinho a colega Benilde. Arouca estava, finalmente, representada. Mas o meu espanto não ficou por aqui. Eis senão quando a colega Benilde cumpre a promessa que tinha feito aqui no nosso blogue: a entrega de uma pedra parida, ou seja, ganhei um prémio numa participação aqui no blogue e esse prémio foi-me entregue ali mesmo, pela Benilde. Mulher de palavra. E qual foi então esse prémio? Nada mais nada menos do que um nódulo biotítico do granito de Castanheira, Arouca. O que é isto? Para os que quiserem saber, aqui está a resposta no link. Muito obrigado Benilde. Que Deus te pague.

NÓDULO BIOTÍTICO DO GRANITO DE CASTANHEIRA, AROUCA

 

Pela ruralidade - XCIII (O puto que foi estudar p´ra padre)

No meu tempo de menino estudar era um luxo caro e a oferta ensinadora também era escassa. Como tinha dois familiares afastados que eram padres surgiu a ideia nos meus progenitores de me despacharem para o seminário de Vila Viçosa onde esses tais parentes eram prefeitos. O puto que tinha acabado a primária, sabia na ponta da língua as linhas do caminho de ferro, ramais, estações e apeadeiros que tinha de utilizar até chegar a Vila Viçosa.

Logo de madrugada o meu pai levou-me a pé, claro, até uma próxima localidade onde apanhei às 03H45 uma carreira do “Soares” que chegava ao Porto a tempo de apanhar o comboio-correio, que saía às 07H00 de S. Bento com destino a Lisboa. A viagem foi pois na linha do Norte, mudei no Entroncamento e aí continuei agora na linha do Leste. Em Torre das Vargens mudei mais uma vez de linha e continuei até Vila Viçosa. Comboios movimentados a locomotivas a carvão, bancos de madeira e viva o velho, neste caso, puto. Acresce aqui dizer que na altura havia 1ª, 2ª e 3ª classes, eu ia nesta última. A filosofia de Salazar estava aí patente com as classes dos ricos, remediados e pobres.

No dia anterior tinha sido despachada para o destino uma caixa, eufemísticamente podemos chamar-lhe arca, que não tinha a funcionalidade da mala de cartão de Linda de Susa. O meu pai tinha-a  mandado fazer para o efeito a um carpinteiro mexeruca, ainda a guardo faz parte das minhas velharias. Aí ia o enxoval do ganapo, tudo identificado com o número vinte, roupa da cama incluída, pois naquela altura para os internatos, era levada pelos (as) jovens que se iam internar.

Bem, aquela clausura do seminário com as lavagens ao cérebro, sempre a alertarem para os perigos do mundo e as virtualidades do sacerdócio celibatário, eh!, eh!...,  não era assunto que estaria no subconsciente do jovem seminarista e então ao fim do terceiro ano abriu-se a gaiola e o pássaro voou com novo rumo. Aqui revejo-me ao espelho no filme “Manhã submersa” baseado na obra de Virgílio Ferreira.

Agora à distância desculpo quem teve a ideia genial de me querer enfiar a batina eclesiástica. Ou seria só vontade de dar ao filho um “curriculum” de saberes sem grandes custos?

 

 

    Fiquem bem, (antonio)

Ministro da mota e outro sem o "dr."

Costuma-se dizer, rei morto, rei posto. Depois de aturarmos todos os dias, por tudo e por nada, lá vinha ele, Sócrates, às TVs, agora outras caras nos governam.

Sempre assim foi e assim continuará a ser, a rotatividade governativa.

Dos ministros que agora formam o novo governo há dois que já despertaram a atenção dos média. Assim, um aparece de mota à tomada de posse, por sinal também tem o nome Mota. Nos países ditos evoluídos da Europa, Bélgica, Holanda, Dinamarca isto não é notícia, mas por cá é o que se sabe. Agora imagine-se que se um ministro, por cá, fosse de pedaleira para o local de trabalho!...

Quanto ao outro ministro, o da Economia que tem doutoramento e leccionou em Universidades estrangeiras, sr. Dr. Álvaro Santos Pereira, gosta de ser tratado simplesmente por Álvaro. Assim é que é, caiu-me no goto!... Sou também apologista que as pessoas devem ser tratadas pelo nome e não por pergaminhos mais ou menos pomposos de sr. Dr., sr. Prof., ou ainda sr. Prof. Dr. Eu próprio gosto que me tratem pelo nome, ia tolerando que assim não fosse quando estava na minha actividade profissional. Temos muito que nos aculturar pelos povos da Europa central, nomeadamente os ingleses.

 

 

    (antonio)

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