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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Rescaldo do 10 de Junho

Ontem o Presidente da República defendeu o repovoamento agrário do interior do País.

Hoje no JN logo na primeira página em grandes parangonas:

"Temos 220 mil lavradores pagos para não produzir"

E esta hein?

Vocês  acreditam na salvação deste país?

 

 

  (antonio)

Histórias da guerra - (O 10 de Junho)

Todos nós temos na nossa memória datas marcantes que memorizamos pontualmente. São aspectos salientes da nossa existência que se evidenciam em relação aos demais. Se para alguns factos da nossa vida, embora marcantes, não arrumamos no nosso subconsciente a hora, o dia e o ano, para outros a gravação ficou para sempre.

Estou aqui a referir-me ao 10 de Junho de 1967. Tinha eu chegado ao interior de Angola englobado no Batalhão que tinha chegado poucos dias antes a Luanda no grande navio Vera Cruz. Pois foi precisamente ao fim da primeira semana que uma coluna militar do Batalhão sofreu uma emboscada na picada com consequências trágicas. Três mortos e alguns feridos e uma viatura GMC queimada e cravada de buracos das balas do inimigo. Não foi muito distante do aquartelamento, mas quando o reforço lá chegou nada havia a fazer senão recolher os feridos e mortos. O pessoal com este baptismo de fogo ficou psicológicamente abalado, o caso não seria para menos, mas como tudo na vida o tempo é curativo, tivemos de arranjar ânimo para continuar a missão que nos tinha sido destinada.

E foi assim que aconteceu no dia 10 de Junho, uma valente porrada nos maçaricos acabados de chegar ao mato.

 

 

 

  (antonio)

Notas soltas

- O Sr. Presidente da República disse que quem não votasse não tinha o direito de criticar. Pronto não vou por aí então, vou constatar factos.

 

-Afinal o Sr. Engenheiro nem com o apoio em Caxinas do grande e rico (a avaliar pela bomba que adquiriu, segundo a imprensa) jogador, se safou. Ouvi dizer, mas isso são balelas, que o comandante do navio é o último a abandoná-lo, mas uma coisa é o que se diz outra é o que se faz. E neste aspecto parece que foi perito o derrotado.

 

-O outro, sr. Doutor também transmontano, concorrente taco a taco até meio da corrida, sprintou que nem uma lebre e ganhou. Podia ter ganho por mais, pelo menos mais um voto tinha se aquelas trapalhadas com o senhor da AMI não viessem a terreiro. Ainda o nosso futuro primeiro não tomou posse e já a conceituada avozinha socialista, por sinal em bom estado, que foi embaixadora em Timor nos anos da brasa, está a morder nas canelas de Portas um futuro ministro. O homem tem rabos de palha com os submarinos, mas que diabo, teve uma boa votação. 

 

-Também notícia tem sido, aqui pela minha terra de adopção, a quinta do Ambrósio onde o sr. major disse segundo a imprensa que só podiam pastar carneirinhos. Num ápice pastaram carneirões ao saltar de um milhão para quatro milhões. Quem não estiver a par do assunto, basta ir ao  google.

 

- Por estes dias um caso me deixou perturbado principalmente com as imagens televisivas daquela família de Lousada que perdeu o rasto do filho, Rui Pedro, há 13 anos. Que mãe sofredora e o pai também embora não exteriorize tanto!... Para eles o meu sentir.

 

 

 

  (antonio)

Olhar o Porto - CVI (das minhas memórias)

 Já lá vão dez anos que a lei da vida nos separou. Ele era um amigalhaço de longa data, trabalhávamos no mesmo local e daí fortalecermos uma amizade que foi bloqueada quando ele partiu. Era um transmontano dos sete costados. À menor deixa lá estava ele a falar da sua terra, dos usos e costumes de toda uma região alargada. Os transmontanos são assim, têm um forte cordão umbilical ligado àquela região, são sinceros e não esquecem o torrão natal. Talvez o anátema do isolamento durante muito tempo, p´ra lá do Marão mandam os que lá estão, seja a origem de uma auto-estima ligada entre eles e à terra, que não se nota noutras regiões do país.

Uma vez por outra, não tantas como as necessárias, íamos dar uma volta pela Baixa do Porto. Numa delas fomos beber um copo à Adega do Olho em pleno centro histórico. Nem eu nem ele éramos de copos, mas daquela vez fomos deitar abaixo um verde branco. E aqui noto mais uma vez o seu sentimento transmontano. Com o copo na mão, regressa às origens e desabafa: o meu pai quando vier cá ao Porto vou aqui trazê-lo. Vai adorar isto, é como estar lá na terra entre os demais no tasco do… Não sei se a sua vontade se concretizou mas o sentimento das suas raízes estavam ali bem patentes num copo de branco!...

 

 

  Fiquem bem, antonio

40º aniversário de curso V

Diz o programa de festas que uma das visitas a efetuar é a Capela dos Passos. Vai daí, fiz uma busca e encontrei este video. Vamos lá ver se é esta. Saudações tripeiras do Francisco.

 

 

 

Olhar o Porto - CV (Portugal turístico?)

Quando se anda pela Rua de Santa Catarina, onde a cidade mais ferve, há sempre um conhecido, amigo ou colega de curso com quem tropeçamos. Antigamente dizia-se: se me queres encontrar passa pelo "Turísta", café entenda-se, hoje é o Via Catarina e a rua do mesmo nome ponto de encontro.

Então ia eu pela Rua da santa e encontro um bacano, amigo da tropa com quem já várias vezes temos tido oportunidade de entabular conversa. Cumprimento da ordem e fomos alapar numa esplanada da Praça da Liberdade. Em Santa Catarina a confusão estava prevista com arruadas (como eu gosto deste neologismo, mas se não o é apenas o escuto em campanhas eleitorais!) dos dois maiores partidos que andavam por ali no folclore do costume.

Bem, então pedimos um fino para cada um à jovem menina que servia na esplanada. Veio a solicita empregada com dois copos vulgares, cilindricos, a abarrotar, dizendo que não tinham "copos de fino" mas que se quisessemos trazia depois meio copo uma vez que estes não tinham o tamanho do chamado "copo de fino". Ficamos perplexos.

Bebemos e depois antes de pedirmos o tal prometido meio copo, perguntamos porque não tinham "copos de fino" uma vez que nas mesas não se viam, apenas um na mesa de um cavalheiro. A resposta da moça foi singela, que compreendia a questão mas os copos têm partido e o patrão ainda não pediu mais.

Bem, ficamos os dois em diálogo, interrogando-nos como pode este país andar p´ra frente com empresários assim. Num sítio nobre da cidade, isto acontecer não lembra ao diabo.

Passem por lá e confirmem o que estou aqui a desmascarar, é à beira do Banco de Portugal. Façam como nós, peçam um fino. bebam copo e meio e paguem um!...

 

 

  (antonio)

Eu não voto

Cada um é livre de ser adepto do glorioso FCPorto, Benfica ou Sporting. De igual modo ser-se do PS, PSD, PC, BE ou de outros mais pequeninos são opções que só a cada um diz respeito.

Eu sou um descrente dos jogos partidários que mais não são do que ânsias do poder para depois de instalados distribuírem tachos a boys e a afilhados destes e alguma babugem aos afilhados dos afilhados.

Não vou dar o meu agrément a partidos que têm estado na esfera do poder e deixaram descambar o nosso país para uma situação humilhante. Poderia eventualmente in extremis, dar o meu voto ao partido de Passos, mas depois daquela infiltração de cambalhota do médico que está à frente da AMI fiquei esclarecido. Aquela máxima, parece-me que tem a patente de Soares:” só os burros é que não mudam”, continua na ordem do dia.

Os dois maiores partidos da área do poder não se entendem, passam a campanha a mimosearem-se. Após a votação irão abraçar-se? E o sr. Presidente da República? Está no seu pedestal e nicles! Faz-me lembrar o antigo anúncio televisivo ao Citroen Dyane: e eu a vê-los passar!...

Portugal está mesmo perdido, a insegurança a piorar, veja-se dia sim dia sim roubos de caixas multi banco com maquinaria pesada - retroescavadoras. No Algarve roubos e mortes de turistas ingleses! E numa altura em que o nosso país precisa do turismo como de pão p´ra boca...

Portanto resumindo e concluindo não será a minha cruzinha no boletim de voto que irá contribuir para içar os herois do costume ao poder e ficar tudo na mesma. (O bastonário da Ordem dos Advogados há dias num extenso artigo no JN também expressava o mesmo sentimento sobre a inutilidade do voto). Mas isto é como em tudo na vida, há quem acredite e há quem não acredite. Já se percebeu de que lado estou.

 

 

  (antonio)

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