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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - LXXI (Ainda a linha do Tua)

Hoje um sentimento de alguma tristeza me entrou pela casa dentro através das informações televisivas. Com o habitual parlapapá da ordem, Sócrates com o peito cheio de ar, anunciava o lançamento da primeira pedra da barragem do Tua, daí retirando, como é seu apanágio, os frutos ou seja a melhor solução para o país. Com a construção da barragem, 16 quilómetros de via férrea vão ser engolidos e por sinal aqueles que davam uma espectacular paisagem ao longo do rio.

Tive a sorte de desfrutar aquela formidável vista sobre os despenhadeiros do Tua, por quatro vezes.

Se outros motivos não houvesse, mas num futuro poderia ser uma atracção turística, a preservação daquela espectacular linha, feita há 120 anos, deveria deveria ser salvaguardada a todo o custo até em memória dos seus obreiros. As gerações vindouras ficar-nos-iam gratas.

Fazer a barragem ou preservar a linha são sempre soluções, não sei para onde pendem se colocadas no prato da balança. Como estamos habituados a ver gente do poder numa de prafrentex metidos em obras que parecem as melhores no imediato mas quando as águas assentam dizemos, como foi possível? Estou a lembrar-me a quando da queda ponte de Entre-os-rios que  a toda a brida foi feita outra no mesmo sítio e pasme-se a curta distância outra. Será que havia necessidade? Então uma só ponte não resolveria o trânsito local mais o semi rápido? Refiro este caso que me é familiar, passo por lá a cada passo. Obras megalómanas como o TGV já muito foram escalpelizadas mas a teimosia socrática não quer voltar atrás. Estas coisas parece que são transversais no tempo se nos lembrarmos do verdadeiro Palácio de Cristal que foi camartelado para dar lugar a uma calote esférica.

Bem, mas por agora ficamos com a memória da Linha do Tua, glória aos seus executores!...

 

 

  Fiquem bem, antonio

 

 

  PS: O autor poderá seguir ou não nos seus escritos o novo acordo ortográfico