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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - LXIX (Caos nos campos)

Uma geração é muito pouco na história de um país, mas quando olhamos para trás ficamos com uma sensação de orgulho daqueles que nos precederam. De há 36 anos para cá não temos os mesmos sentimentos. Gente indomável, que apesar de não dispor da tecnologia que hoje temos, souberam pôr o país a mexer quer na parte industrial como na agricultura e nas pescas.
Actualmente o país anda perdido, qual tontinho no meio da ponte, se há-de andar p´ra frente ou para trás ou atirar-se dela abaixo. Se na indústria tem sido um desmoronar gritante com o fecho de fábricas umas atrás das outras, nas pescas abateram-se os barcos e agora chucha-se no dedo. Na agricultura o caso vai de mal a pior. Subsídios vieram para se deixar de cultivar as terras argumentando-se que não eram rentáveis. Pois, pois, entretanto os abutres do centro da Europa mandaram-nos dinheiro para construir a IP 5, hoje auto-estrada entre Vilar Formoso e Aveiro. Os pacóvios dos políticos portugueses foram no engodo, não se aperceberam que o que eles queriam era uma boa via de transporte para os camiões carregados de bens de primeira necessidade e outros mais facilmente aqui chegassem vindos dos paises onde a agricultura estava mais desenvolvida. Assim não compensava trabalhar a terra que os nossos antepassados sempre viraram. E então vem tudo de fora, que vergonha! Ainda ontem dizia na televisão o economista Bagão Felix que alguém foi almoçar em determinado restaurante do Algarve e ao pedir figos à sobremesa verificou que eram da Turquia. Não aprendemos nós na escola que terra de figos era o Algarve?!... Não se entende.
De país agrícola Portugal de campos de semeadura, agora vegetam silvados, fetos codessos e as mais variadas ervas daninhas. Mas para que nem tudo fosse mau o governo incentivou os "jovens agricultores" que arrancaram gordos subsídios, mas foi tudo por água abaixo. Vi há poucos dias o dirigente da CAP, João Machado, dizer que quase todas as explorações de "jovens agricultores" foram à falência.
O rendimento social de inserção também veio ajudar ao afastamento do amanho da terra, criando uma preguicite para nada fazer. Dar só realmente àqueles que precisam desse subsídio parece não ter sido ainda posto em prática. Portas tem-se batido por isso. Há dias com a falta de açucar veio à baila informação que a única fábrica de açucar que existia em Portugal foi encerrada por sugestão dos senhores da Europa. O anterior ministro da agricultura, menino bem comportado as ordens de Suas Exªs assim fez, mas agora tem lá um bom tacho!...

 

(antonio)