Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Pelo JN

Habituei-me desde há longa data a ler o Jornal de Notícias que me parecia um jornal com alguma independência dos poderes políticos. Actualmente este jornal está aliado ao actual poder, quer através de artigos de opinião do seu director, quer nas parangonas que apresenta na primeira página como as de ontem a toda a largura "Nuno Cardoso manda conta dos advogados à Câmara". São sabidas as tendências políticas deste antigo autarca e também sabemos da cor contrária de quem lhe quis fazer a cama. O eng. na barra do tribunal safou-se daí o aproveitanço do JN para puxar a brasa à sua sardinha!...

Já há uns tempos o director afastou das habituais crónicas que batiam no poder governamental, o crítico Mário Crespo. Também "jornalismo de sarjeta" apelida o director do JN, no domingo, ao Correio da Manhã. Epíteto que não fica bem a quem o proferiu.  Este jornal tinha publicado conversas telefónicas penso, entre os socialistas Edite Estrela e Armando Vara. Podemos concordar ou não com este tipo de jornalismo, mas a verdade é que muitas argoladas que se têm cometido a nível político e social foram despoletadas pela comunicação social. A título de exemplo o caso "Casa Pia".

Podemos admitir que todos os orgãos de informação são apetências para as diversas forças políticas, mas do JN esperava mais independência.

 

  (antonio)

Padresexologia

Uma das últimas edições da Revista Sábado não corta cravilhas, logo na capa em letras para cego ver: A surpreendente vida sexual dos padres. Assim mesmo às claras, encaminham o leitor às páginas interiores para ficar a saber, se por acaso ainda não souber, da hipocrisia da Igreja. De relações heterosexuais a homo ali se encontra o que há muito é sabido mas a Igreja continua num faz de conta. Padres com filhos, já não falo no célebre padre de Trancoso que esse nos tempos que correm com a baixa da natalidade, seria condecorado. Amantes e facadinhas estão na ordem do dia e só quem andar vendado é que diz que é mentira o que Sábado relata. São todos uns castos!

Ser padre é consentâneo com o celibato para toda a vida, diziam-me quando andei pelo seminário. Na altura interiorizei esta: mete a cabeça na areia e ordena-te padre, António!... O que,  agora visto à distância, me diziam era que as paixões do mundo são pecados, era uma maneira de me encharcar por dentro, mas as apelações do mundo envolvente eram outras.

 

  (antonio)

S.Martinho

O dia de São Martinho foi ontem, dia 11 de Novembro. No entanto, eu diria que as comemorações da efeméride se prolongam pela data de hoje, de amanhã e de domingo. Hoje, por exemplo, comi umas castanhas assadas que me souberam pela vida. Amanhã, sábado, dia 13 de Novembro, também é dia de se fazerem muitos magustos entre amigos ou enre família. É o caso da minha família. Será amanhã, sábado, dia 13 de Novembro, o habitual magusto anual. Aproveito a oportunidade e o espaço para desejar que as castanhas, assadas ou cozidas, vos saibam muito bem. Por fim, deixo-vos uma confissão: ando farto desta jeropiga comercial e ansioso por provar um pouco da verdadeira. Acham que conseguirei?

Saudações paranhenses do Francisco.

Deve ou não deve?

De uma vez por todas, decidam-se:

  • A Associação Nacional de Municípos diz que deve.
  • A Ministra da Educação diz que não deve.

Pergunto: Em que ficamos?

Respondo: Ficamos com mais uma péssima imagem de quem nos governa.

 

Saudações paranhenses do Francisco.

O Norte impõe-se

Andam p´ra aí uns pataratas, certamente cheios de boas intenções, desejosos de formar um "partido do norte" como se isso viesse dar mais valia à região. De partidos está o povo cheio, não vamos nessa.

Mas agora viu-se que o Norte deu cartas e pôs KO os sulistas. Que o digam o FCP e o Guimarães.

Até eu, que de futebol não percebo patavina, gostei desta supremacia do Norte traduzida em goleadas.

 

   (antonio)

Pela ruralidade - LXVIII (Bife à Lapadas)

Pelos anos quarenta do século passado a pobreza rural dum país essencialmente agrícola – Portugal, foi despertada por salpicos de alguma euforia, pois a “maçaroca” apareceu nos bolsos de alguns  sacada das entranhas das encostas dos montes. A Alemanha e a Inglaterra engalfinhadas na segunda guerra mundial precisavam do volfrâmio como de pão para a boca. Era um mineral necessário para o fabrico de armamento.

Por todo o norte do país foi um ver se te avias a lurar os montes à procura do oiro negro,  como dizia Aquilino Ribeiro. Da minha terra que pertence ao concelho de Cinfães foi um corre corre para o el dourado das minas de Janarde, Regoufe, Alvarenga e Rio de Frades entre outras no concelho de Arouca. Iam à segunda-feira calcorreando montes e vales a penantes, sacola às costas onde levavam boroa e algum pedaço de carne de porco salgada. Se uns iam para a dureza da mina, outros os mais sabidolas, e estes aparecem sempre, quais aves de rapina, quando lhes cheira a pilim fácil, nas negociatas subterrâneas do precioso minério desviado do crivo da fiscalização. Eram estes que arrotavam a postas de pescada não se coibindo de se vangloriar com os sinais exteriores de riqueza. Davam-se ao luxo de fumar cigarros amortalhados em notas de vinte para mostrar a sua opulência.

Em Castelo de Paiva o dono dum restaurante, na altura dizia-se pensão, de seu nome Lapadas, explorando a guloseima desses obesos endinheirados, apresentava no prato um descomunal e saboroso bife, daí a casa ter ficado conhecida na região pelo “bife à Lapadas”.

Histórias que ficam de alguns que foram amealhando algum graveto e outros que subiram na vida em flecha e de imediato caíram que nem tordos, tal como o auge da mina e a sua queda abrupta com o fim da segunda guerra mundial.

 

  Fiquem bem, antonio

Director de escola afastado por agredir aluno

Leio esta notícia publicada no PÚBLICO de 6 de Novembro de 2010 e não posso deixar de reagir. A minha reacção foi sentir na pele o que sentirá aquele director. É difícil senti-lo. Só quem lá está ou quem por lá passou pode experimentar o turbilhão de sentimentos que irá pela cabeça daquele homem. Poderia ter sido uma mulher, não? Perdeu a cabeça aquele homem... Deve ter estragado uma carreira e uma vida de trabalho mas não aguentou. Se tivesse aguentado e não tivesse ligado nenhuma, uma vez mais, ao que tinha acabado de ser ouvido por si e por outros à sua porta de trabalho, teria sido considerado, uma vez mais, um tótó, em mole, um tolerante, enfim... Mas como reagiu, como não aguentou, estragou a vida dele. Estou solidário com este homem que deve ter enchido o copo naquele momento e reagiu. Estou solidário com este homem que tem o azar de ser um professor com responsabilidades na direcção de um estabelecimento escolar público e português. Estou solidário com este homem que é sempre preso, quer tenha quer não tenha cão... E neste particular, já havia por perto (dele) muita gente pronta a ver o que ainda não tinha sido visto. Foi assim, desta maneira, mas está visto que as colegas que viram este episódio estavam prontas a ver outro qualquer que o incriminasse. Era uma questão de tempo e de oportunidade. Bem podem estas colegas limpar as mãos à parede pelo lindo serviço que fizeram e estão ainda a fazer. Há, para elas, um ditado muito oportuno: não te rias do teu vizinho que o teu mal vem a caminho. Estou triste...

PÚBLICO DE 6 DE NOVEMBRO DE 2010

Olhar o Porto - CVIII (A Praça da Batalha)

As imagens de há cem anos da Praça da Batalha deixam-nos embebecidos com o glamour da envolvência daquele sítio. O calcetamento de pedra calcárea e basalto na centralidade à volta do pedestal de D. Pedro V era por si só um ex-libris que deveria a todo o custo ser mantido, o que infelizmente assim não aconteceu.

Actualmente a Praça da Batalha está descaracterizada por culpa das intervenções Porto 2001. Não se compreende que razão havia para terem necessidade de mudar meia dúzia de metros para sul o sólido pedestal com a estátua de D. Pedro V. Só para ficar no enfiamento da Rua Augusto Rosa? E assim fic queou descentralizada da citada praça. Não vejo vantagem, antes pelo contrário, além dos custos da intervenção. Mas alterar estátuas parece que foi um dos ferrogodós da Porto 2001. Estou a lembrar-me da estátua equestre de D. João VI ao Castelo do Queijo que foi colocada em cima, como alguém já disse, em cima de uma tábua de dar a ferro. Salvou-se por um triz a estátua equestre de D. Pedro IV na Praça pois queriam dar-lhe uma rotação de 180º. Ainda sobre a Batalha que dizer daquele lago feito de pedra mármore, creio, que desde a construção nunca viu uma pinga de água!... Já antes em intervenções dos anos setenta dois pequenos lagos tinham sido feitos em frente à porta principal do Cinema Batalha e também de água, nicles. Acabaram por os encher de terra e meter lá umas palmeiras, mas tudo isso já foi. Claro que também na Praça da Batalha, canteiros ajardinados vai no Batalha, passe a redundância.

 

(antonio)