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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Somos uns vidrinhos!...

O ser humano é um manancial de enigmas escondidos no seu subconsciente prontos a vir ao de cima por tudo e por nada. A Internet aparecida na nossa geração faz-nos chegar informação ilimitada. A troca de e-mails com imagens faz-nos em definitivo pertencer a uma aldeia global.

 

Sinto-me na obrigação moral de visionar todos os e-mails que me chegam à caixa do correio, desde que sejam de pessoas das minhas relações. Às vezes é com um esforço adicional que tento ver o que os meus amigos me têm para mostrar. Se uns são moderados no envio há outros que não ligando à razoabilidade me enviam molhadas de e-mails. Para estes últimos com punhos de renda lá fui dizendo para não me enviarem chapeladas de e-mails. Pois bem, se uns compreenderam outros houve que passaram do oitenta para o oito, simplesmente amotinaram-se na estaca zero. Da minha parte mantenho-me como sempre com razoabilidade envio-lhes pontualmente e-mails que entendo serem do agrado dos meus destinatários.

 

  (antonio)

Olhar o Porto - CV (Esplanadas II?)

No JN de ontem "Esplanadas têm de sair", referindo-se precisamente aos coretos que fizeram, dando-lhe o nome de esplanadas, na Praça Parada Leitão, um dos sítios mais nobres da cidade. Não me quero alargar sobre isto pois já disse o que tinha a dizer no post de 22 de Julho.

http://magisterio6971.blogs.sapo.pt/330982.html#comentarios

E agora Rui Rio? Era a interrogação que deixei nesse anterior post. Bem sabemos que  uma câmara é multifacetada por vários serviços que decidem o que fazer aqui ou ali na cidade. Mas a verdade é que tudo o que se faz de bom e de mau irá cair no cimo da pirâmide onde se encontra o Presidente da Câmara.

Sem especular há na notícia do JN uma informação que me deixou indignado pela veracidade da mesma  que a consulta da câmara ao IGESPAR só veio a acontecer quando as obras já estavam praticamente concluídas. Então a Senhora Câmara deixa-se a este desleixo quando é sabido que cai logo em cima dum munícipe que faça um simples barbecue no quintal!... Não há perdão. E digo isto porque não gosto daquilo, sou um cidadão anónimo que não tenho o apuramento cultural de quem está à frente dos pelouros que cuidam da preservação dos locais históricos da cidade.

 

  (antonio)

O resgate/salvamento dos mineiros

Mineiros soterrados no Chile

Graças a Deus! Sou católico, apostólico, romano e crente. Todos os dias dou graças a Deus por me deixar acordar. E hoje, dou graças a Deus por permitir que o Homem, mais os seus conhecimentos científicos, imbuído do sentido de solidariedade, conseguisse resgatar os 33 mineiros soterrados. Exactamente 33 mineiros, no dia 13-10-10, cuja soma perfaz precisamente 33. Este século XXI ainda só tem uma década e no último ano da primeira década temos um acontecimento que nos marcará para sempre a memória: o resgate dos mineiros.

Ensaio

Revista Tripeiro de Outubro de 2010

 

 

O Dr. Helder Pacheco frisou, durante o percurso que ontem foi efectuado, que tinha escrito um ensaio sobre a República para a revista Tripeiro do mês de Outubro, que já está à venda. 

Aqui está a lembrança para que os interessados não percam esta soberana oportunidade de ficar com mais este documento histórico.

Saudações tripeiras do Francisco.

PASSEIOS DE OUTONO II

 

Dr. Helder Pacheco

Os PASSEIOS DE OUTONO são uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto, através do seu Pelouro do Conhecimento e da Coesão Social.

 

Hoje, dia 10 de Outubro de 2010, tive a honra e o prazer de acompanhar, com mais umas dezenas de pessoas, o Dr. Helder Pacheco no percurso que ele próprio traçou e que era destinado a abordar o tema:

  •  "O Porto Republicano
    • A intervenção Republicana na transformação institucional, toponímica e urbanística da cidade Invicta.
    • A Baixa Portuense como reflexo das ideias de um centro cívico para o burgo da modernidade."

O ponto de encontro foi no Largo Professor Abel Salazar, junto ao monumento a Júlio Diniz e o percurso foi pe lo Largo da Escola Médica, Leões (Universidade), Guilherme Gomes Fernandes, Cândido dos Reis, Praça, Sampaio Bruno, Praça do Município, Cancela Velha e Bolhão.

O que se viu, por onde se passou, foi registado pelas objectivas de Isabel Portal, Maurício Branco e Francisco Rodrigues. Se desejarem disponibilizar as vossas fotografias, terei todo o gosto em assiná-las e acrescentá-las ao álbum. Basta procederem ao envio para [franciscodocovelo@gmail.com].

Saudações tripeiras do Francisco.

ÁLBUM FOTOGRÁFICO

Pela ruralidade - LXVI (Ida à cidade)

Estávamos nos anos sessenta, Portugal estava já a contas com uma guerra dita colonial por uns, que muitas cicatrizes deixou. A azáfama de um país eminentemente agrícola fazia deste jardim à beira – mar plantado, um oásis verdejante onde todas as campinas, campos ou courelas eram minuciosamente granjeadas – a riqueza estava na terra.

Em antítese a miragem da cidade onde os néons faziam o deslumbramento dos campónios que se enchiam de nove horas perante os seus pares da labuta dos campos. O casal de meia-idade, mais a pender para a terceira, Sr. José e a patroa, tinham preparado a ida à cidade. De véspera deixaram o penso apanhado para as vacas e a lavagem para o cevado que estava numa de engorda, dentro de dias ia à faca. Como era hábito pediram ao vizinho a quem tinham ajudado na sacha do milho do restivo, que fosse lá a casa deitar a mão ao gado, a ramalha uma vaca esquadrilhada e marralheira, tinha ido ao boi no dia anterior pois dava sinais de irrequietude e a cabana que era mais pró marroaz.

Logo pela madrugada, já o galo, um vistoso galador de primeira que cumpria cabalmente as suas obrigações, tinha cantado em disputa com o afeminado garnizé que não dava uma p´ra caixa, a patroa foi ao galinheiro deixar uma abada de milho e farelo à pitarada. As poedeiras estavam em forma, tinham uma postura muito regular e então havia que lhe não cortar o ritmo.

Às sete chega a carreira do Escamarão que já vinha com meia lotação, os nossos heróis entraram ficando a patroa do lado da janela que era de guilhotina, às tantas como não estava habituada àquelas andanças, nas primeiras curvas começou a arrancar. A seu lado o Sr. José impávido e sereno, já não era a primeira vez que viajava, tinha estado na tropa no Regimento de Metralhadoras 3 na Rua de D. Manuel II. Com aparência de calmeirão era possante, lá na terra todos lhe tinham cá um respeitinho!... Na hora dos sarilhos desancava fueiradas  em quem o afrontasse. Dizia-se que varria uma feira em dois tempos com o pau de marmeleiro que sempre o acompanhava quando ia às feiras, romarias ou até quando ia pagar a décima à Fazenda na vila de Cinfães. A meio da viagem saca do bolso interior do casaco uma garrafinha de meio quartilho de cachaça e manda aos beiços umas goladas valentes, de seguida passa à mulher, uma rija magricelas de pêlo na venta que ia um bocado enjoada mas não se fez rogada e também ela foi um ver se te avias, mandou abaixo uma tarraçada. Bochechou a boca com a primeira golada para a limpar do enjoo e mandou-a pela janela fora.

Chegados à cidade tinham à espera um filho que era lixeiro na CMP, trabalhava de noite, era conhecido entre os seus pares por “gamador”, pois muitas velharias de que a burguesia se desfazia (ainda a sociedade de consumo não tinha chegado) ele abafava. Tinha lá em casa um arsenal de trastes. O garoto de 5 litros de tinto carrascão que o Sr. José levava passou para as mãos do herdeiro. Após darem umas voltas pelo bulício da cidade sentiam uma estranheza perturbante pelo facto de ninguém cumprimentar ninguém, são como os carneiros, resmungavam. Ao meio dia ao ouvirem o silvo das fábricas foram os três almoçar à Adega Sardão na Rua Duque de Loulé, umas batatas com iscas de bacalhau com acompanhamento de uma caneca branca, asa de folheta, pintalgada a esbordar de vinho tinto de Amarante. No fim uma sopa (caldo como diziam) de couve galega e feijão de farta abade. Da parte de tarde foram ver, traziam essa na manga, o “Chico” e o  “Sofala” ao Palácio de Cristal. O primeiro era um sorvedor de amendoins que a vendedeira ambulante ali perto posicionada para vender aos amigos do bicho e o Sofala com os seus potentes rugidos fazia abanar os sinos do torreão da serra do Pilar.

E assim passaram o primeiro dia na cidade, o Sr. José e a sua Maria.

 

 PS:Já não estão cá os principais protagonistas da história, bem como o “Chico” e o “Sofala” um chimpanzé e um leão que faziam as delícias da pequenada e até dos mais maduros. A Adega Sardão já há muito que desapareceu, e a Rua Duque de Loulé resiste num estado confrangedor. O Regimento de metralhadoras 3 (onde o meu pai fez tropa) também já não existe, nessas instalações estão serviços do Hosp. Santo António. As carreiras do Escamarão também já desapareceram do mapa.

 

 

   Fiquem bem, antonio

Olhar o Porto - CIV (O perigo espreita II)

Quando falo em "rio" tenho presente um que é o Douro e outro que é Rui. Se o primeiro é perpétuo o outro é efémero e por conseguinte esfuma-se e desaparece. Mas a verdade é que enquanto está vai defumando a habitação, leia-se cidade, tornando-a cada vez mais escura, feia e irrespirável.

Já por aqui deixamos registado a seriedade deste Rio e por isso não podemos ser apelidados de um bota abaixismo radical.

Há dias uma amiga dizia-me com um sorriso nos lábios: meu malandro andas a dizer mal de R.Rio, reportando-se a um post que tinha redigido neste blog.

A crítica é saudável e não tenho ilusões que quem vier a seguir fará tão bem ou tão mal como este. Mesmo assim não me inibo de me irritar com situações de que não gosto. Ainda hoje passei na Rua do Freixo, faço por não passar por lá, e vejam do que me lembrei: estas paredes desta antiga fábrica (Mário Navega) deviam cair em cima do carro de Rui Rio quando por ali passasse, sem o magoar a ele e ao seu motorista. Só um susto dos valentes para que então se fizesse alguma coisa para eliminar de uma vez por todas aquele eminente perigo. Os jornais nomeadamente o JN têm falado no caso mas ninguém faz puto, é impressionante.

A Câmara ou a Protecção civil não terão poder para mandar demolir de imediato aqueles escombros ameaçadores antes que alguém fique debaixo deles?

 

   ver também:http://magisterio6971.blogs.sapo.pt/258865.html

 

 

   (antonio)

Parque Escolar gasta 800 mil em máquinas de alimentos

Ele há realmente notícias que nos confrangem. E esta é uma delas. Não é nada de que eu já não duvidasse há algum tempo. E porquê? Simplesmente porque se eu sou docente de um estabelecimento no qual há destas máquinas, que moral tenho eu para falar em obesidade precoce, em alimentação equilibrada e nas malfeitorias que o açúcar e o sal provocam no organismo humano? Ou estou ao lado do conselho directivo ou estou contra ele. Ninguém serve dois senhores. Mas agora o jornal PÚBLICO trouxe à estampa aquilo de que já se duvidava e que é confirmado pelos entrevistados. Isto, realmente, só visto pois contado ninguém acredita. Mas acalmemo-nos pois vai continuar tudo na mesma, ou melhor, só o erário público é que vai ficar com menos dinheiro por força do que vai gastar com estas máquinas. Crise? Quem disse que há crise? Quem disse que há cortes orçamentais? Ah, isto é para ajudar as finanças das escolas, já me esquecia...Peço desculpa. Cada vez estou mais revoltado com o vejo.

PÚBLICO