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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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O túnel do Marão

Nos últimos dias tem vindo na imprensa notícias sobre a paragem das obras no túnel do IP4, no Marão. E a notícia ainda ontem no JN é tão mais preocupante porque não só diz que será por largo tempo essa paragem dizendo mesmo que poderá ser definitiva se o juiz assim decidir.

O motivo deste imbróglio tem na base as "águas do Marão" com providência cautelar. Dizem ser fortemente prejudicadas com o desvio das águas subterrâneas para o túnel que estava em construção.

Não há que criticar o proprietário das águas, pois defende os seus interesses, mas fico perplexo como é possível uma obra desta envergadura avançar sem salvaguardar todas estas situações. Algo falhou com certeza. E ninguém será chamado à pedra? O povo é que paga em última instância, pois o governo poderá ter de se chegar à frente e de que maneira. A ver vamos!...

 

  (antonio)

Passeios de Natal de 2009 do Jornal de Notícias II

Até parece impossível só hoje eu vir dar conhecimento da forma como correu o Passeio de Natal de 13 de Dezembro de 2009. Mas cá estou eu a dizer que correu muito bem e foi um prazer ter ouvido Germano Silva e o Rancho Folclórico do Porto. Quatro amigos registaram algumas fotografias num álbum fotográfico que, para poderem visualizar, basta clicar nesta foto anexa. Saudações tripeiras do Francisco. E no dia 14 de Dezembro de 2009 publicava assim o Jornal de Notícias sobre este passeio: «Como era de esperar, o primeiro Passeio JN de Natal, que ontem se realizou, no cumprimento daquilo que é já uma tradição, constituiu um sucesso que ultrapassou todas as expectativas. Guiados pela simpatia e pelos vastos conhecimentos históricos e tradicionais do Porto (mas não só, também natalícios e litúrgicos) do jornalista e historiador Germano Silva, dezenas de passeantes (eram cerca de oitenta) andaram ontem de manhã por sítios da cidade ligados ao Natal. O percurso começou no Museu Nacional de Soares dos Reis, onde os visitantes, mercê da gentileza da sua directora, Dra. Maria João Vasconcelos, puderam contemplar algumas das obras-primas do rico espólio do Museu relacionado com a festa da Natividade. Sempre na companhia do Rancho Folclórico do Porto que ia apresentando deliciosos cânticos do seu vasto repertório natalício, todos apreciaram o presépio da igreja do Carmo, passaram pelas igrejas dos Clérigos e de S.Bento da Vitória e terminaram na Praça do Infante D.Henrique. O JN contou com a colaboração da STCP que disponibilizou um autocarro panorâmico.»

Pela ruralidade - L (velharias)

Quando a coisa está a correr, cada cavadela cada minhoca diz o ditado popular. E este aforismo tem de facto acontecido comigo sempre que me desloco à terra das minhas raízes, a que me viu parir. Como ando numa de angariar velharias, sempre que vou à aldeia vasculho as casas e os palheiros desactivados, outrora de caseiros que faziam “as terras”.
Qual rato à procura de isco há sempre algo que descubro para enriquecer o “meu museu”. Desta vez numa arrecadação por entre restos de palhas, madeiras podres, cordas velhas e muitas teias de aranha encontrei três aguilhadas, varas como também se diz, uma relha, um forcado já sem cabo, uma chavelha, um cambão, um chocalho pequeno sem badalo, lá diz-se campainha, de gado miúdo e uns barbilhos para as vacas (ver imagem). São objectos que foram do dia a dia duma ruralidade do país agrícola que já passou à história. Agora alguma agricultura que existe é feita noutros moldes daí que a preservação dessas memórias são-me caras…
 

 

   Fiquem bem, antonio

Veículos prioritários

Devemos ter o máximo respeito pelos veículos prioritários que assinalam a sua marcha. É o ferido que vai em estado grave ou o incêndio numa velha casa do centro histórico que poderá pôr em perigo vidas humanas.
Mas parece que há outros casos assinalando “pressas” em viaturas descaracterizadas mas que lhe aplicam na hora o pirilampo, carros de polícias e de membros do governo ou outros que navegam nas águas governamentais.
Ora bem, casos graves têm acontecido com estes veículos, estou a lembrar-me há um ano e tal que uma ambulância em serviço de urgência avançou com o vermelho num cruzamento de Cedofeita e matou um experiente e conhecido motociclista. Há menos de um mês, numa avenida de Lisboa um carro do estado com ocupantes de peso, pirilampo no tejadilho, passou o vermelho porque ia com pressa, os utentes iam atrasados para a sessão da tomada de posse dos governadores civis. O embate deu-se sendo o ferido mais grave, veja-se a ironia, o Sr. Director Geral de Segurança.
Parece que os governantes andam sempre com pressa, estou a recordar-me dum recente programa de José Hermano Saraiva em que dizia que o grande ministro das obras públicas dos anos quarenta do século passado Duarte Pacheco, morreu num acidente devido aos incentivos apressados que dava ao seu motorista quando se deslocava de Vila Viçosa para Lisboa.
Voltando ao início deste post, que os veículos prioritários passem o vermelho, sim senhor, mas não a qualquer preço, para não termos de dizer como o presidente da associação dos auto- mobilizados que às tantas é menos perigoso atravessar fora das passadeiras!....
 

  Fiquem bem, antonio

Pedido

Ó Benilde, tem paciência. Assim como tu conseguiste, tens de dar uma ajuda para a Rosa Esperança também conseguir. É que é uma pena não termos aqui na página principal do blog o que a Rosa Esperança tem escrito em COMENTÁRIOS. Não está certo e nem é coerente. A Rosa Esperança tem de começar a publicar nesta página, não achas? Acho que estamos a perder muita coisa da Rosinha, não achas? Mas tens de ser tu, Benilde, a dar um jeito. Aceitas o desafio? Prometes que não desistes enquanto  a Rosa Esperança não começar a publicar aqui na primeira página?

Beijinho e saudações tripeiras do Francisco.

Passeios de Natal de 2009 do Jornal de Notícias

Em Dezembro de 2008 foi assim.O Jornal de Notícias organiza mais uma vez, este ano de 2009, os Passeios JN pela cidade do Porto. Novamente guiados pelo jornalista / historiador / investigador Germano Silva, teremos possibilidade de conhecer melhor a cidade do Porto. Eu já estou inscrito e Deus queira que tenha saúde para poder estar presente nos 3 últimos domingos deste mês de Dezembro. Recomendo, vivamente, a participação nestes Passeios JN a quem quiser enriquecer os seus conhecimentos. Para acesso à notícia publicada no JN, é favor clicar AQUI .

Saudações tripeiras do Francisco.

Comentário

Apetece-me fazer este comentário. Peço desde já desculpa, publicamente, ao António mas tenho de fazer este comentário. Sinto que só fico bem depois de o fazer. Então aí vai. Este blog, que fará 5 anos no próximo mês de Julho de 2010, tem duas fases distintas: antes da Benilde e depois da Benilde. Isto é uma realidade porque a Benilde assim o quis. E oxalá continue a querer. É maravilhoso ter aqui a companhia de alguém que veio dar uma lufada de ar fresco, que veio trazer novas ideias e que veio mostrar a todos nós como é fácil interagir e atrair outros colegas. Quando é que este blog conseguiu ter um artigo com 28 comentários??? Nunca teve. Só agora com a Benilde. A nossa colega Rosa Esperança ainda não aparece publicamente a apresentar artigos com e sem imagens mas, por influência da Benilde, já comenta e de que maneira. É que é muito agradável ter alguém que comenta em verso. Isso mesmo. Comentar artigos em verso???!!! Este blog tem colaboradores únicos. Isso é uma verdadeira obra de arte. Só tenho esperança é que a Rosa Esperança em breve apareça aqui na página principal a publicar. Que bom que era... Que agradável seria... E que lição de querer e de entusiasmo era dado a tantos outros colegas que estão a ler e a dizer: « - Eu também vou conseguir!» Essa lição já a deu a Benilde. Por isso e por continuares em força, o meu muito obrigado Benilde. Que Deus te dê saúde para continuares. Saudações tripeiras do Francisco.

Olhar o Porto - LXXXIII (As mulas do eléctrico)

A cidade do Porto tem sofrido ao longo da sua existência mutações que alguns dirão próprias da evolução, outros vão mais por castrações que a foram desfigurando.
Claro que hoje ninguém põe em causa o belo edifício da Alfandega que veio abafar a zona ribeirinha de Miragaia, bem como a estação de S. Bento que destruiu o convento Avé Maria, isto para falar em dois edifícios paradigmáticos. Já o mesmo não direi do Pavilhão dos Desportos que mudaram o nome para Rosa Mota, este sim, cilindrou o autêntico Palácio de Cristal.
O poder autárquico foi sempre volúvel a interesses de A ou B deixando marginalizado o bem público. E aqui estou a referir-me por exemplo a situações dos nossos dias que é a construção de edifícios sobre ruas ou autênticos peixes espadas, como já por aqui tenho referido, ao lado de moradias do século XIX com traça.
Bem, mas vou agora referir-me a outras intervenções, estas de mais valia como o Parque da Cidade e o Museu do Carro eléctrico. O primeiro é um rico pulmão e o museu dos “amarelos” foi uma preservação de memórias que devemos enaltecer. E quanto a este museu, ando cá com uma fisgada, interrogo-me porque é que o primeiro carro “O americano” era puxado por parelhas de mulas e não por cavalos, éguas, machos ou bestas, não certamente por jericos, pois era muito ferro para tão pouco cabedal. E vai daí à falta de ter à mão um daqueles trutas que sabem da cidade que até chateia, pesquisei nos sites sobre esta temática mas todos se referem a mulas, dizendo até que nas subidas eram utilizadas duas parelhas.
Esta é apenas uma curiosidade de “lana caprina” e certamente não faltará quem me possa aqui elucidar, mas até cheguei agora à conclusão que este animal muar era dos mais utilizados pois recuando uns séculos até a Rainha Mafalda que foi beatificada, deslocava-se numa mula.
 

 

 Fiquem bem, antonio

Conto Infantil - É o bicho é o bicho (parte 2)

 

Edlineb era uma jovem e simpática princesa Moura que vivia no seu modesto castelo, mais conhecido por Torre dos Mouros.

Não se parecia com as princesas de contos de fada, belas e maravilhosas; outros encantos lhe eram atribuidos: a bondade, a simpatia, a honestidade... e a alegria que contagiava tudo e todos. Estava sempre pronta a ajudar os outros, numa tentativa de os ver felizes. Contudo, um pequeno defeito se lhe podia apontar – gostava imenso de pregar partidas às pessoas, não por maldade, mas para as obrigar a pensar. Eram partidas pedagógicas.

 

Vivia com a sua família que, para ela, considerava ser o seu maior tesouro. Colaborava como qualquer ser mortal nas lidas domésticas. Como sentia uma grande paixão pela Natureza, esgueirava-se para os campos de enxada e picareta, transformando inóspitas selvas em verdadeiras obras de arte.

 

Quando o lusco-fusco se aproximava e a natureza tomava uma tonalidade mística, que só ela conseguia sentir, afastava-se da povoação em direcção à floresta como que acedendo ao chamamento de algo mais profundo e espiritual. Aí  ouvia o silêncio e, absorvida nos seus pensamentos, entrava em sintonia com as vibrações do ambiente. Então fechava os olhos e, bem devagarinho, deixava-se envolver em todo aquele misticismo.

 

Certo dia, estando ela entregue aos seus pensamentos, a encaminhar uma formiguinha que a todo custo, carregava um grão de trigo, eis que ouviu um ruído semelhante ao pisar de folhas secas. Um pouco receosa, dirigiu-se nessa direcção a fim de averiguar o que se passava. Aproximou-se sorrateiramente e, bem perto de si, no fundo de um precipício deu conta de um pequeno ser de barbas brancas de olhos muito brilhantes sob um gorro pontiagudo. Logo, quis saber quem era. “Eu chamo-me Pimpão, sou um gnomo e habito esta floresta com os meus 22 amigos”.

A princesa nesse mesmo instante mostrou vontade de estabelecer amizade com todos eles. Subitamente, viu-se rodeada pelos simpáticos gnomos e quis memorizar os seus nomes, tarefa muito dificil pois todos eles eram muito semelhantes.

 A pequena princesa passou a partir desse momento a ser uma visitante assídua. Todos os dias abalava em direcção à floresta, carregada de livros de histórias para ler aos seus novos amigos. Passava longas horas a dar-lhes a conhecer um novo mundo que eles ignoravam.

Certo dia, Pimpão demonstrou uma grande curiosidade em aprender a ler. Ora, era desse clique que Edlineb tanto ansiava. Então, todos muito entusiasmados iniciaram a primeira lição. Munidos de paus pontiagudos escreviam, com a ajuda da princesa, os seus nomes na terra molhada e tentavam adivinhar os gatafunhos que cada um desenhara.

Ao fim de alguns dias já todos identificavam os nomes. Passaram, de seguida, à fase dos saltinhos. Cada um lia o seu e saltava a cada som. Pim – pão, dois sons, dois saltinhos - Que curioso! Exclamava Pimpão. Já sei ler a palavra pão. Sabrin e Lupaco também quiseram participar no jogo. Mas que desilusão! É que não conseguiram identificar sequer uma palavra. Então, Edlineb deu-lhes uma pista. Tentem agrupar os sons dos dois nomes. Após várias tentativas os dois amigos, com grande entusiasmo, revelaram ter descoberto a palavra brinco. Essa actividade manteve-se por muitos dias e como ficavam radiantes com a descoberta de novas palavras! Também adoravam escrever as palavras ao contrário e achavam o nome da princesa muito mais bonito lido de trás para a frente. Ao fim de algum tempo já todos liam correctamente. A princesa sentia-se tão feliz!

 

Certo dia, estando Edlineb muito atenta a seguir a leitura de cada um, quando de repente, algo muito estranho trespassou pela sua blusa. A jovem princesa agarrou com toda a força aquilo que logo pensou ser um misterioso bicho. Aterrorizada encheu de ecos os confins da floresta com o ruído desesperado e trovejante da sua voz. – É o bicho é o bicho.

Os gnomos muito desesperados suplicavam para que a sua amiga o largasse, mas em vão. –Eu não consigo. Atormentada corria de lado para lado, num desespero que fazia dó. Os gnomos seguiam os seus passos, rodopiavam à sua volta, insistindo para que a princesa se acalmasse.

Passado algum tempo eis que no horizonte numa estrada sinuosa, surge em grande galope um lindo cavalo branco. De crinas ao vento corria desenfreado em direcção à floresta. Chegado lá, um elegante e belo príncipe  apeou-se rapidamente, dirigindo-se à pequena princesa que continuava em pânico. Pegou respeitosamente na sua mão e, com muita ternura pousou um longo beijo no seu rosto tão sofrido. Como por magia Edlineb abre a sua mão e o horrendo e ignóbil bicho transformara-se num maravilhoso e delicado BRINCO cravado de pedras preciosas, com dois enormes diamantes semelhantes aos olhos de um bicharoco. A princesa ficou tão atónita que nem deu pelo desaparecimento do príncipe, para lhe poder agradecer. Ainda incrédula olhava o valiosíssimo pingente que fora a causa de tanta dor. Os gnomos deram vivas e, com grande alegria, festejavam o fim do tormento da princesa e de tantos outros que teimosamente se agarraram ao bicho, não o deixando escapar e assim poderem dar asas à sua imaginação. 

 

Reza a lenda que o príncipe vive na Torre dos Mouros há uma eternidade e, somente aparece para socorrer as princesas em apuros.

Edlineb, a simpática princesa, continua a deambular pela floresta, à hora do lusco-fusco, fazendo a suas aparições com o intuito de pregar partidinhas aos seus amigos.

 

Com saudações principescas, Edlineb

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