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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Pela ruralidade- XLVIII (A tamanca)

O senhor Manuel era um caseiro que mais a patroa e os dois filhos já espigadotes fazia umas terras de seis carros de milho, uma leira de centeio e até há pouco um campo de linho, mas como este era muito trabalhoso deixou-se disso. Tinha já trabalho de sobra pensava uma égua, filha de campeão como garbosamente o senhor Manuel destacava, sempre bem calçada, para ir às festas das redondezas, era um ferrinho como ele dizia, ao S. Macário, à Santa Eufémia da Carriça e ao S. Domingos da Serra. Também tinha ovelhas, cabras, dois cevados, aves de capoeira e sobretudo três vacas de raça arouquesa. Assim quando uma destas estivesse prenha no fim do tempo e por conseguinte não se podia apor ao carro sobravam as outras para ajudar nos trabalhos agrícolas. Era gado de bom rendimento, andavam ao boi no tempo certo e “agarravam” com facilidade. O senhor Manuel ciclicamente fazia umas notas na feira de Nespereira com a venda dos bezerros, apenas um senão, tinha de repartir com o patrão, dono das terras e do gado.
Quando no fim do Verão o penso escasseava era habitual levar o gado para rapar no campo do restolho onde havia alguma ferrã. Como nos humanos o seguimento dos mais velhos era também apanágio nestes animais, a vaca maior era seguida pelas outras. Era uma vaca corpulenta com as gaitas reviradas, molengona no andar, mas possante ao carro. Aqui há que referir que o campo estava a ficar eirado e então o apetite natural do gado para lambarar no terreno verde ao lado. Para desmotivar essas eventuais escapadelas o senhor Manuel colocava uma “tamanca”(ver imagem) numa das “mãos” da vaca patriarca, fazendo-lhe peso, para assim lhe refrear alguma cobiça ao pasto verdejante do vizinho. Por analogia podemos referir que para os equídeos havia as peias(correntes de ferro) e para as ovelhas e cabras as traves(tira de barbante ou couro).
 

 

   Fiquem bem, antonio

Dia Mundial da Diabetes

Esta é uma doença crónica que afecta muitos portugueses. Hoje, dia 14 de Novembro, é o dia destinado a lembrarmo-nos desta doença e a pensar nos doentes afectados pela mesma no sentido de procurarmos rectificar a nossa alimentação e aumentarmos o exercício físico e, assim, prevenirmos a expansão da doença. Saudações tripeiras do Francisco.

 

PORTAL DA SAÚDE ASSOCIAÇÃO DE DIABÉTICOS

 

Pela ruralidade - XLVII (O semeador)

Já por aqui falei que a carreira do Escamarão transportava no tejadilho toda a sorte de mercadorias até algumas de inusitadas dimensões. Nos meados dos anos sessenta do século passado andava eu às voltas num Externato de Castelo de Paiva a preparar-me para o antigo 5º ano, a tropa estava à bica e o curso na EMPP foi só depois de passar à peluda chegado de Angola são e salvo.
A agricultura no país estava ainda no auge, as fronteiras estavam fechadas de modo que quanto mais se produzisse tanto melhor, o consumo interno assim o solicitava. Os trabalhos nos campos eram de sol a sol e até muitas vezes de noite no tempo das regas ou altas madrugadas para ir para a roça no monte (ver link). Não havia pequena leira que não estivesse cultivada, sendo o milho a cultura predominante. O meu pai tinha ido à feira quinzenal a Castelo de Paiva e encomendou a feitura de um semeador ao serralheiro que embora não fizesse a feira, tinha a oficina nas imediações da vila. Era figura conhecida, pai de um padre que mais tarde deu o fora.
Daí por uns tempos o frete ficou cá para o rapaz de fazer chegar lá à terra o semeador. Eu e o meu colega Azevedo, um crânio sobretudo na Matemática que se formou em engenharia, a quem pedi ajuda fomos buscar a cerca de um quilómetro o referido apetrecho agrícola que conduzimos, ele à frente a puxar e eu na condução (tem duas rodas de ferro) até ao centro da vila, local da paragem da carreira do Escamarão que vinha do Porto. Através da escada da retaguarda lá se carregou o dito pela mão eficiente do cobrador de sempre Sr. Sebastião, foi até ao Couto de Souselo fazendo aí transbordo para outra camioneta que fazia carreira para a minha terra. A coisa era gira, encostavam-se as duas lado a lado na estrada, quem viesse que esperasse, e as mercadorias eram transferidas dum tejadilho para o outro.
O meu pai e o caseiro estavam à espera lá na terra e ajudaram a fazer chegar ao macadame o tão desejado semeador. Podemos agora gracejar dizendo que era tecnologia de ponta para a época, vê-se na imagem e está agora a dormir num sono eterno não por inoperância pois está funcional, mas porque as terras já não são trabalhadas. É uma das peças carinhosas do “meu museu” por aquilo que acabo de descrever.

 

  Fiquem bem, antonio

 

Dia de São Martinho

É verdade. Hoje é dia de São Martinho. Pois é. É em 11 de Novembro. Então, bom proveito para as castanhas, bom vinho tinto e, já agora, jeropiga.

Saudações tripeiras do Francisco.

O muro de Berlim

Faz hoje, precisamente, 20 anos que caiu o muro de Berlim. Caiu porque foi derrubado, entenda-se. É uma efeméride importante. É a História Contemporânea a desenrolar-se e uma página importante da História da Humanidade.

 

Sapo.pt Rádio Renascença

 

 Saudações tripeiras do Francisco.

Provérbios de São Martinho I

Meus amigos

Vamos lançar aqui os provérbios relacionados com o São Martinho?

Então eu vou já dar o exemplo e deixo aqui estes.

 

  1. A cada Bacorinho, vem seu S. Martinho.
  2. Não há bacorinho sem seu S. Martinho.
  3. No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho.
  4. No dia de S. Martinho, mata o teu porco e prova o teu vinho.
  5. No dia de S. Martinho: lume, castanhas e vinho.
  6. Pelo S. Martinho todo o mosto é bom vinho.
  7. Pelo S. Martinho, deixa a água pró moinho.
  8. Quem bebe no S. Martinho, faz de velho e de menino.
  9. Queres pasmar o teu vizinho? Lavra e esterca p'lo S. Martinho.
  10. Se o Inverno não erra caminho, têmo-lo pelo S. Martinho.
  11.  A cada porco vem o seu S. Martinho.
  12.  Em dia de S. Martinho atesta e abatoca o teu vinho.
  13.  Martinho bebe o vinho, deixa a água para o moinho.
  14.  No dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.
  15.  No dia de S. Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho.
  16.  No dia de S. Martinho, mata o porquinho, abre o pipinho, põe-te mal com o teu vizinho.
  17.  No dia de S. Martinho, mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e prova o teu vinho.
  18.  Pelo S. Martinho abatoca o pipinho.
  19.  Pelo S. Martinho castanhas assadas, pão e vinho.
  20.  Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
  21.  Pelo S. Martinho nem nado nem no cabacinho.
  22.  Pelo S. Martinho prova o teu vinho; ao cabo de um ano já não te faz dano.
  23.  O Sete-Estrelo pelo S. Martinho, vai de bordo a bordinho; à meia-noite está a pino.
  24.  São Martinho, bispo; São Martinho, papa; S. Martinho rapa.
  25.  Veräo de S. Martinho säo três dias e mais um bocadinho.
  26.  Vindima em Outubro que o S. Martinho to dirá.

Recordar é viver

Penso que todos se devem lembrar de um “estúdio fotográfico” existente na estação de S. Bento onde se tiravam fotografias à la minute, com o valor de uma simples moeda que não sei precisar de quanto. Naquele tempo era um fenómeno, uma revolução, um tal nunca visto.

Ora a história que vos vou contar teve como cenário precisamente o tal cubículo fotográfico.

Frequentávamos o 2º ano do nosso curso e, para o nosso livro de curso, precisávamos de duas fotografias.

Um belo dia, eu e a nossa colega Rosa Esperança, decidimos constatar a eficácia da máquina. Em termos económicos traria vantagens, assim como ficaríamos portadoras de imediato das tão precisadas fotografias. Matematicamente falando a máquina tirava quatro. A nossa intenção era com a mesma quantia, cada uma usufruir de duas. Até aqui tudo certo. Então, amigavelmente delineamos a nossa estratégia. Uma entrava no cubículo e tirava duas fotos e, no curto intervalo entre os flashes, saía a fim de outra rapidamente tomar o seu posto e completar o projecto previamente definido. Só que o plano não resultou.

A certa altura, numa grande confusão, agarradas ao pescoço uma da outra, numa luta de sobrevivência, fixávamos juntas o pequeno ecrã, que segundo a segundo, registava a nossa triste figura.

Foi um dia inesquecível! Foram momentos tão divertidos que jamais serão esquecidos. E para perpetuar, ainda hoje mantemos em posse as quatro peças tão macabras.

A contabilidade efectuada, a custo reduzido não se verificou, porém ficou esta história para relembrarmos com saudades.

 

Com saudações serranas.

Parabéns e saudação de boas vindas II

Olá Benilde. Sê bem-vinda.

Parabéns por te estreares a publicar aqui neste nosso espaço e logo com texto e imagem no primeiro artigo. É assim mesmo para fazeres ver. Boa. Parabéns, mais uma vez e continua. É certo que quem porfia sempre alcança, não é? Sabes o que podias fazer de seguida? Eu digo-te. Podias conseguir que outras nossas colegas e tuas conhecidas fizessem o mesmo que tu fizeste. Yes, you can. Vá lá.

Saudações tripeiras do Francisco.

Cogumelos Mágicos

Hoje chovia cats and dogs, mas não o suficiente para me privar de calcorrear os campos e montes à busca destes tão apetitosos cogumelos.

Com muita paciência e um enorme cuidado lá fui retirando um a um do seu habitat natural.
Decidi então tirar-lhes estas fotografia para assim poder partilhar convosco a sua perfeição inigualável. São lindos, não são? Mas há que ter muita atenção. Temos que saber distinguir os comestíveis dos venenosos. Para vossa informação há algumas espécies que só se comem uma vez na vida; outras há que induzem a delírios e alucinações.
Não me considero uma expert a referenciar correctamente os cogumelos comestíveis, mas já me vou safando, o que posso comprovar pois ainda estou viva. Tenho é algumas dúvidas se já ingeri alguma espécie de cogumelos alucinógeno.
E, tal como dizia o nosso saudoso António Silva “deste já não há mais”, assim também os ditos cogumelos já foram todos degustados. Refogados com pedaços de toucinho, presunto, chouriço exalavam um aroma digno de um manjar dos deuses. Pois experimentem e comprovem. Deste já bom apetite.
 
Com as saudações “cogumélicas”  - Benilde