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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - LXXXII (À sua descoberta)

Já por aqui referi que umas das razões da compra ao domingo do JN são as crónicas de Germano Silva sobre o Porto. Além de que mais de 50% do jornal passa-me ao lado – publicidade e futebol.
Neste blog onde vou intervindo com temas de vivências citadinas e rurais é também uma troca de saberes enriquecedores. É pena que não haja mais intervenientes, Franc. anda para aí numa cruzada de angariação de colaboradores mas eu já lhe disse que o pessoal está a ficar todo esfarrapado, já não mija em bica (esta ñ paga direitos de autor) de modo que não há que ter grandes expectativas.
Posto isto vamos então à crónica de Germano Silva que era sobre a vinda de D. João I ao Porto. A cidade, que tinha cerca de 7000 habitantes estava dentro do muro, leia-se muralha fernandina e o Rio da Vila ainda corria a céu aberto, actualmente está encanado debaixo da Rua Mousinho da Silveira como é sabido. Da crónica sobressaiu-me um aspecto curioso quando comparado com o que ainda há pouco tempo acontecia aqui no Porto. Dizia o cronista citando Fernão Lopes que os curtidores de peles da Rua dos Pelames deitavam as águas surras para o Rio da Vila que desagua no Douro, na Ribeira. Isto passou-se há 600 anos e ao ler isto veio-me à mente uma atitude dos nossos dias que acabou há 25 anos com Paulo Valada à frente da Câmara do Porto. Estamos a querer falar, por alturas do S. João, das camionetas com carneiros que vinham da Província, estacionavam na marginal durante dias entre as pontes Maria Pia e Luís I, os animais eram aí abatidos e as vísceras eram simplesmente lançadas ao Rio Douro. Era uma tradição arreigada, eu próprio na altura duvidei que que a determinação camarária fosse acatada, mas ainda bem que foi. Lembrei-me de trazer à liça esta salutar medida.

 

  Fiquem bem, antonio