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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Pela ruralidade - XLI (Portugal a arder)

É certo e sabido que estamos condenados ciclicamente ao flagelo dos fogos. O abandono da agricultura e a desertificação do meio rural vêm desgraçadamente  ajudar a este triste espectáculo de terra queimada.
Ainda sou do tempo quando deflagrava um incêndio alguém tocava o sino a rebate e o pessoal de enxadas e roçadoiras numa ajuda mútua lá corria ao controlo do fogo. Nos tempos de agora com o desleixo da floresta e a resistência apenas dos mais velhos nas aldeias,  só mesmo os bombeiros ou os meios aéreos podem fazer frente.
Quem vê na televisão as notícias sobre os fogos fica desinformado sobre o que na realidade acontece. Não sabemos se a culpa vem das autoridades mas fico perplexo com a ideia que nos querem fazer passar dizendo que os fogos quando não atingem casas são em áreas de mato. Quererá dizer que já ardeu tudo nos anos anteriores e agora só há mato? A realidade é escamoteada, a menos que considerem área florestal área de mato, a verdade é que trata-se muitas vezes de extensões de pinhal e eucaliptal, bens da  subsistência no interior.
Os poderes sempre se defenderam menorizando os prejuízos para que os actores da defesa da floresta não sejam beliscados. A título de exemplo no grande incêndio do Sabugal as críticas aos bombeiros foram mais que muitas perante o Presidente da República que para lá se deslocou, mas este ignorou-as.
Entretanto as leis para este tipo de crimes e outros foram abrandadas, e viva o velho…
 

 

  (antonio)

Pela cidade

Eram três da tarde. O sol aquecia à brava e dirijo-me para a chiquérrima, se não é já foi, Alameda Eça de Queiroz. Tento estacionar debaixo de uma sombra, por ali o arvoredo é luxuriante,  mas antes já tinha visto um fulano por ali como quem está a passar o tempo com ares de posição, nada de arrumador.
Estaciono, fecho o carro e neste momento o tal fulano com apresentação, bom português e boa dicção dirigisse-me educadamente com uma abordagem que me deixou derrotado. Pedia imensa desculpa, estava desempregado sem subsídio de desemprego com dois filhos pequenos que embora estivesse com camisa lavada e barba feita não era arrumador mas pedia uma ajuda.
Podem crer que ainda hoje trago a imagem desse cavalheiro, era mesmo um cavalheiro, que me tocou a sensibilidade. Agora perguntam vocês, qual foi a minha atitude. Bem, nestes casos podemos ter uma atitude de herói ou de cobardola. Pois a minha foi mesmo de cobardola dizendo-lhe olhe desculpe estou com um bocado de pressa mas deixo-lhe um euro para tomar um café. À distância olho de soslaio e apercebo-me que estaria a solicitar ajuda a outro. E eu lá fui à minha vida com o meu subconsciente às voltas...
 

   (antonio)

Culturas diferentes

Entre as culturas ocidentais e orientais há diferenças abismáticas.

No Ocidente a vida humana é um bem a preservar e tudo à volta roda para que assim seja. Noutras culturas que não a nossa há outras maneiras de ser e estar que não compreendemos.

Em 1988 um líbio dos serviços secretos mandou abaixo um avião americano na Escócia tendo morrido 270 pessoas. Foi condenado a prisão perpétua mas agora libertado devido ao seu precário estado de saúde, uma questão de humanidade. O que não é compreensível à nossa cultura é o facto do dirigente da Líbia o ter recebido com honras de heroi...

 

   (antonio)

Pela ruralidade - XL (Perigo na estrada)

Esta bem podia ser a foto do dia devido ao insólito que demonstra, mas decidi divulgá-la para grande audiência no jornal de Notícias na Página do Leitor.


“Quem viaja pelas estradas municipais do concelho de Cinfães sente que há uma preocupação da Câmara em mantê-las com bom piso, apesar de serem estreitas estão com a devida marcação horizontal o que é uma boa ajuda para a condução.


Na estrada municipal nº556 assim também acontece, mas em Fonte Coberta, freguesia de Souselo há um ponto negro que é preciso aqui denunciar para que alguém faça a correcção devida. Como a imagem documenta um morador no acesso à rampa da sua garagem “comeu” parte da estrada.


Se eu disser que a cerca de 100 m há um posto da GNR que segundo penso tem por missão zelar pela segurança de pessoas e bens, ninguém acredita, mas podem crer que é verdade. Mas de resto o Senhor Presidente da Câmara e os seus engenheiros que por aquela estrada passam frequentemente também devem conhecer a situação.
Aqui deixo o meu alerta para a correcção que se impõe antes que aconteça um acidente ao cruzarem-se dois veículos, e se forem dois pesados nem é bom pensar!...”
 

Dia Nacional da Natalidade

Isto é que é uma coincidência!!! Então não é que no dia do meu aniversário de matrimónio foi instituído o Dia Nacional da Natalidade ? Pois habituemo-nos à ideia de passar a celebrar o Dia Nacional da Natalidade em cada 9 de Setembro. Só que o 09/09/09 não se volta a repetir, pois não? Então até breve. Saudações matrimoniais do Francisco.

 

Dia Nacional da Natalidade
EXPRESSO AGÊNCIA LUSA RÁDIO RENASCENÇA

Olhar o Porto - LXXVIII(S. Pedro de Azevedo)

Não sou um consumidor pagante da Revista “Visão”, no entanto quando ela me chega graciosamente às mãos vou logo direitinho, qual rato ao queijo, à rubrica do cronista Germano Silva que tem sempre histórias para contar.
Desta vez o tema interessou-me bastante, fala da “Aldeia de Azevedo” que fica aqui a dois passos da minha residência. Os locais que aí foca são-me familiares, sou um andarilho solitário que gosto de observar a ruralidade citadina dessa “aldeia”, bem perto do corrupio da urbe. É uma zona que tem estado à margem da centralidade, só desejamos que a intervenção do chamado Parque Oriental da cidade não a vá estragar. É pobre e talvez por isso ainda por lá não se vêem aqueles atentados urbanísticos que alteram a fisionomia da cidade.
Um projecto-lei à Assembleia da República do Partido Comunista em 1995 começava assim: “Azevedo é, estranhamente, um lugar do Porto, fora do Porto” . E continuava, “Esta tem sido uma realidade das principais contradições em que têm vivido os moradores de toda a área da cidade para além dos muros da Circunvalação. Por um lado, sentem, pulsam e vivem a sua cidade do Porto, por outro, sofrem e vêem as suas condições de vida agravadas pelo esquecimento e desprezo a que tem sido votada esta zona da actual freguesia de Campanhã”.

...........
Propunha este projecto-lei a criação da freguesia de S. Pedro de Azevedo, mas como confirmei no site da CMP a coisa não foi avante.
 

 

   (antonio)

Pela ruralidade - XXXIX (As ruas)

Ao passar os olhos pela revista Visão vou de encontro a um artigo sobre o Porto assinado pelo conceituado historiador da cidade Germano Silva. Falava sobre uma das mais antigas ruas da urbe da qual há referências no longínquo ano de 1247. Trata-se pois da Rua Cimo de Vila focada a pretexto da ex-viela dos Entrevados, actual Travessa de Cimo de Vila. Vinha lá de baixo da Rua Chã até ao muro, leia-se muralha Fernandina, onde desembocava numa das portas deste cerco por alturas da que é hoje conhecida Praça da Batalha.


Falei deste artigo a propósito de dizer que também há na terra das minhas raízes um sítio “Cimo de Vila” e um “Fundo de Vila” e parece que em muitas localidades estas denominações aparecem com frequência. O local onde nasci sempre foi conhecido por “Fundo de Vila”, agora com as modernices mais por exigência da Comunidade europeia (nós estamos a ser comandados por esta e até por Espanha, veja-se o último folhetim da TVI), andaram por lá a colocar placas com o nome de ruas onde sempre existiram caminhos, no caso concreto “Rua de Fundo de Vila” (ver imagem).  Dizia-me o meu vizinho lá da terra já entradote, isto é que está lindo, só havia ruas na cidade do Porto, agora até os caminhos foram promovidos a ruas e travessas. Bem, avenidas e as rotundas da moda é que ainda não há atalhei, mas de imediato reformulei a minha investida, afinal também há uma placa com o nome “Avenida Profª Maria Mendonça” por sinal minha professora (ver link).
E assim nacos de civilização vão chegando ao meio rural que se vai descaracterizando.
 

  Fiquem bem, antonio

Eleições I

Ainda a campanha eleitoral vai no adro e eu já me farto de rir. É que, para mim, isto está a tornar-se uma verdadeira comédia. Mas passa-me depressa essa vontade de rir. É que não pressinto nada de bom... E eu nem sou de ter palpites. Acabo por não gostar nada, mesmo nada, do que ando a assistir. Chamem a polícia mas eu vou ter de pagar na mesma...

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