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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Pela cidade

Eram três da tarde. O sol aquecia à brava e dirijo-me para a chiquérrima, se não é já foi, Alameda Eça de Queiroz. Tento estacionar debaixo de uma sombra, por ali o arvoredo é luxuriante,  mas antes já tinha visto um fulano por ali como quem está a passar o tempo com ares de posição, nada de arrumador.
Estaciono, fecho o carro e neste momento o tal fulano com apresentação, bom português e boa dicção dirigisse-me educadamente com uma abordagem que me deixou derrotado. Pedia imensa desculpa, estava desempregado sem subsídio de desemprego com dois filhos pequenos que embora estivesse com camisa lavada e barba feita não era arrumador mas pedia uma ajuda.
Podem crer que ainda hoje trago a imagem desse cavalheiro, era mesmo um cavalheiro, que me tocou a sensibilidade. Agora perguntam vocês, qual foi a minha atitude. Bem, nestes casos podemos ter uma atitude de herói ou de cobardola. Pois a minha foi mesmo de cobardola dizendo-lhe olhe desculpe estou com um bocado de pressa mas deixo-lhe um euro para tomar um café. À distância olho de soslaio e apercebo-me que estaria a solicitar ajuda a outro. E eu lá fui à minha vida com o meu subconsciente às voltas...
 

   (antonio)