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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

Magistério6971

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Conhecer melhor a cidade do Porto XVII

Para quem quer conhecer melhor a cidade do Porto, não falta, realmente, oferta. Assim sendo, numa iniciativa do Departamento de Cultura da Câmara Municipal do Porto (CMP), vão realizar-se de 19 de Abril a 31 de Maio alguns passeios pela cidade. No máximo, podemos ir a 6 passeios, visto que há uma interrupção a 24 de Maio. Logo que a página web da CMP disponibilize a informação, farei aqui a hiperligação para facilitar a consulta. No Departamento de Cultura, à Praça da Carlos Alberto, também já podem ser levantados na portaria os prospectos informativos. Aqui vos deixo com o calendário que eu e outros amigos já organizámos para podermos ir a todos. As inscrições, gratuitas, são efectuadas de 2.ª a 6.ª, das 10h00 às 16h00, pelo 223 393 490 ou pelo dmac@cm-porto.pt .

 

Passeios da Primavera 2009
DATA TEMA GUIA
19 de Abril de 2009 A entrada dos Franceses no Porto Júlio Couto
26 de Abril de 2009 Na senda dos judeus e cristãos novos portuenses Elvira Mea
3 de Maio de 2009 Extravagâncias do Romantismo Francisco Queiroz
10 de Maio de 2009 A saída dos Franceses do Porto Júlio Couto
17 de Maio de 2009 Memórias de um Rei Giuseppe Mea
31 de Maio de 2009 Na Foz, com Artes e Letras Manuela Cambotas

Pela ruralidade - XXXI (1726)

 Estávamos no reinado de D. João V, o magnânimo, um dos reis mais ricos da Europa. Com as riquezas vindas do Brasil deixou-nos grandes obras – Convento de Mafra, Aqueduto das Águas Livres em Lisboa e aqui no Porto a emblemática Torre dos Clérigos.


O fausto da corte à roda do rei deu também azo às sapatadas da ordem nas Finanças do Reino. Parece que o vil metal daquela época tal como agora é sempre um isco apetecível para a ratice!... Assim o descalabro financeiro “parecia deveras estranho a quem ponderara na vastidão dos domínios pertencentes à coroa portuguesa e no considerável comércio que nela se fazia” e mais adiante “os réditos, antes de chegarem ao cofre régio passavam por muitos canais subterrâneos que os dizimavam”.


Serve este arrazoado histórico consentâneo com a data supra citada 1726, que agora descobri casualmente num trabalho cirúrgico , gravada numa avantajada  laje granítica dum pátio na minha casa da aldeia. Estava camuflada, tapada com cimento, que pisei vezes sem conta, bem como os meus antepassados,  e só agora me surgiu no subconsciente um misto de curiosidade e de arqueologia.  Mãos à obra foi o passo seguinte, munido de maceta e ponteiro, piaçaba e  ácido clorídico para pôr ao vivo esta era.  No meio da data há uma cruz atestar a religiosidade da época.  Numa análise ao achado conclui-se que aquela extensa pedra encontra-se naquele local há cem anos tendo vindo doutra construção por ali existente onde serviria de frontaria, possivelmente de padieira.


Socorrendo-me para estes apontamentos históricos da História de Portugal de José Hermano Saraiva, vol. VI achei interessante a referência ao passamento do rei onde se diz “D. João V não morreu muito velho. Contava sessenta e um anos” Obrigado senhor professor, este ano nonagenário, por esta maneira de dizer que o monarca quando se foi não era muito velho!... Na verdade tudo na vida é relativo, embora eu saiba que na altura a esperança de vida era muito baixa, seria metade do que é actualmente.
 

 

   Fiquem bem, antonio

Conhecer melhor a cidade do Porto XVII

Numa iniciativa do Jornal de Notícias (JN), realizou-se hoje o último Passeio JN dedicado às Invasões Francesas. Foi guia, uma vez mais, o ilustre jornalista, historiador e investigador Germano Silva. Para termos acesso ao que ele escreveu sobre o tema no JN de 15/03/2009, podemos clicar AQUI. Como tive o privilégio de poder acompanhar este ilustre guia com outros amigos, organizei um álbum com as nossas fotografias, bastando clicar sobre a foto anexa para visualizar esse álbum.

A feira do livro

Os responsáveis pelas obras polémicas que desfiguraram a Avenida dos Aliados e a Praça da Liberdade - o presidente da Câmara do Porto (atenção, antes ele no poleiro do que os que lhe querem tirar a cadeira) e os arquitectos da moda - devem ter finalmente suspirado de alívio. Esse espaço vai ter uma ocupação condigna, a feira do livro lá para Maio. Até aqui o que tem acontecido é uma improvisação para ocupar o deserto que lá foi criado em vez de jardins, com carrouceis e outras coisas pindéricas não consentâneas com aquele local nobre da cidade.

Assim o Palácio de Cristal, que já não o é, Pavilhão dos Desportos ou Rosa Mota ou lá o que lhe queiram chamar, onde até aqui se tem realizado a feira, com insucesso diga-se, vai ficar às moscas.

Há quanto tempo eu não vou à feira do livro, agora no novo local sempre dá para dar uma olhadela e ao mesmo tempo recordar o tempo de estudante quando por ali se dava a voltinha dos tristes!...

 

  Fiquem bem, antonio

Pela ruralidade - XXX

Quem quiser dar uma saltada cem anos atrás ao meio rural não pode deixar de ler as obras de Aquilino Ribeiro , um beirão que retrata bem a vida campestre. Em Lisboa foi suspeito de se ter metido no regicídio mas isso é outra história, que era oposicionista lá isso era. Eu com pena minha não sou um leitor compulsivo deste autor e de outros que nos espelham o Portugal daquela época.
Aquilino no seu livro “A Casa Grande de Romarigães” …do pinhão, que um pé-de- vento arrancou ao dormitório da pinha-mãe, e da bolota, que a ave deixou cair no solo, repetido o acto mil vezes, gerou-se a floresta. Serve esta citação para valorizar as minhas vivências campestres onde a fauna e a flora se completam no meio ambiental emoldurando a paisagem sem a ajuda do homem.
Então tendo como base a citação de Aquilino quero aqui testemunhar este entrosamento entre a passarada e as árvores. Tenho lá na minha santa terrinha uma parcela de terreno actualmente inculto mas que até há cerca de seis anos tinha sido lavradio com cultura de milho e videiras nas bordaduras. Ora acontece que sem a mão do homem nasceram por todo o terreno muitas árvores todas da mesma espécie – chaparros. A explicação está na citação supra citada, pois foram as aves, neste caso possivelmente gaios, que deixaram cair dos bicos as bolotas que iam colher a uns sobreiros centenários das imediações.
Ainda na mesma obra citada …acudiram os pássaros, os insectos, os roedores de toda a ordem a povoá-la… numa referência ao ecossistema da floresta.


(Na imagem os chaparros referidos no post já em considerável desenvoltura)

 

  Fiquem bem, antonio

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