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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Pela ruralidade - XXXI (1726)

 Estávamos no reinado de D. João V, o magnânimo, um dos reis mais ricos da Europa. Com as riquezas vindas do Brasil deixou-nos grandes obras – Convento de Mafra, Aqueduto das Águas Livres em Lisboa e aqui no Porto a emblemática Torre dos Clérigos.


O fausto da corte à roda do rei deu também azo às sapatadas da ordem nas Finanças do Reino. Parece que o vil metal daquela época tal como agora é sempre um isco apetecível para a ratice!... Assim o descalabro financeiro “parecia deveras estranho a quem ponderara na vastidão dos domínios pertencentes à coroa portuguesa e no considerável comércio que nela se fazia” e mais adiante “os réditos, antes de chegarem ao cofre régio passavam por muitos canais subterrâneos que os dizimavam”.


Serve este arrazoado histórico consentâneo com a data supra citada 1726, que agora descobri casualmente num trabalho cirúrgico , gravada numa avantajada  laje granítica dum pátio na minha casa da aldeia. Estava camuflada, tapada com cimento, que pisei vezes sem conta, bem como os meus antepassados,  e só agora me surgiu no subconsciente um misto de curiosidade e de arqueologia.  Mãos à obra foi o passo seguinte, munido de maceta e ponteiro, piaçaba e  ácido clorídico para pôr ao vivo esta era.  No meio da data há uma cruz atestar a religiosidade da época.  Numa análise ao achado conclui-se que aquela extensa pedra encontra-se naquele local há cem anos tendo vindo doutra construção por ali existente onde serviria de frontaria, possivelmente de padieira.


Socorrendo-me para estes apontamentos históricos da História de Portugal de José Hermano Saraiva, vol. VI achei interessante a referência ao passamento do rei onde se diz “D. João V não morreu muito velho. Contava sessenta e um anos” Obrigado senhor professor, este ano nonagenário, por esta maneira de dizer que o monarca quando se foi não era muito velho!... Na verdade tudo na vida é relativo, embora eu saiba que na altura a esperança de vida era muito baixa, seria metade do que é actualmente.
 

 

   Fiquem bem, antonio