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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - LVIII

Quando andamos por aí pela cidade sem o olhar cirúrgico de Helder Pacheco, Júlio Couto ou Germano Silva (gente que sabe do Porto que até chateia, com quem já tive oportunidade de calcorrear as pedras da calçada) somos confrontados com as mais variadas situações que nos transformam em “olheiros”. Temos que visualizar a cidade com a cara levantada qual altaneira gazela e não tipo javali que apesar de astuto e de bom olfacto passa o dia com a tromba na terra.
Casas velhas ou desabitadas sempre houve na cidade. No passado os donos selavam-nas lacrando as portas e janelas com tábuas, mais tarde com tijolos ou blocos de cimento para evitar entradas de estranhos. Tudo bem, pois os proprietários têm o direito de não ver as propriedades devassadas ou ocupadas ilegalmente. Mas o que me chamou a atenção há dias foi ver ali pelas bandas do Marquês, leia-se Praça Marquês de Pombal, uma moradia lacrada com acabamento em azulejo nos locais das portadas e janelas. Esteticamente até nem ficou mal, mas a função duma habitação não é essa certamente, fechada a sete chaves!...
Há por aí estatísticas que dizem que há casas de sobra para toda a gente (dez milhões é pouca gente para um país. Só a cidade de Bombaim onde aconteceu aquela miséria tem dezanove milhões de habitantes) se os espaços existentes estivessem recuperados. Então pergunta-se, para quê continuar a ver-se tanta construção nova! Ah, já sei, o consumismo/capitalismo é quem ditam as regras, até um dia!...
 

 

   Fiquem bem, antonio