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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Linha do Tua

Isto de facto não dá para entender as não explicações sobre os descarrilamentos na linha do Tua. Não há anomalias na linha nem na composição, segundo o comunicado. Como é sabido que a locomotiva naquele troço anda a cerca de 35 à hora podemos pois admitir que algum fenómeno extra-terrestre ou quiça uma rabanada de vento empurrou a carruagem. Estas explicações são razoáveis num país do faz de conta!... Só espero que a Secretária de Estado e o Ministro dos Transportes não embarquem em explicações do politicamente correcto, mas já estou por tudo.

Conheço a Linha do Tua que já percorri por quatro vezes sempre com vontade de voltar a admirar aquela bela horrível paisagem. Pareceu-me das suas palavras que a Secretária de Estado estava sensibilizada para a preservação de tão emblemática linha mas o anúncio da feitura da barragem que submergirá parte da linha, por sinal a mais bela, duvido que possa contrariar interesses económicos que falam mais alto. Se assim for, será uma grande perca para a região. Mas melhor do que eu fala o artigo de 27 do corrente, no Público, que sugiro, de Gaspar Martins Pereira "Chora, meu Douro, chora! Ou revolta-te!".

 

     Fiquem bem, antonio

Guna - ser ou não ser

- Não, meu caro António. Na minha óptica, tu não foste um «guna involuntário». Tu foste um passageiro que queria pagar bilhete, ou no apeadeiro ou na estação ou dentro da composição e directamente ao revisor, e não conseguiste os teus intentos. A culpa não foi tua. Pelo menos para mim. Agora, quanto a ser guna...Isso era uma filosofia de vida! Ser guna era viajar ao ar livre. Era sentir a adrenalina de poder escorregar a qualquer momento e de saber o que tinha a fazer. Era o sentimento de rebeldia da juventude de se afirmar. Era o sentir o vento a bater na cara e a gelar ainda mais a face que já não ia muito quente, principalmente quando, do lado de dentro, um olhar de reprovação, ou melhor, muitos olhares de reprovação incidiam nos olhos do guna. Era o ter lugar sentado dentro do eléctrico e o viajar sem pagar. Está tudo dito. É aqui que reside a diferença. Saudações bloguistas do Francisco.