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Magistério6971

Os autores deste jornal virtual apresentam a todos os visitantes os seus mais cordiais cumprimentos. Será bem-vindo quem vier por bem.

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Olhar o Porto - XLVII (O meu cinema fechou)

Há dias no Jornal de Notícias, Helder Pacheco exímio conhecedor da cidade do Porto no seu artigo semanal na rubrica “Passeio Público” numa apropriação dizia, “Morreu a minha árvore” referindo-se ao finamento do jacarandá que fez deleites de gerações, no Largo do Viriato.
Quem foi parido na cidade e sempre por ali andou tem toda a legitimidade para se entrosar com o casario, ruas, árvores, jardins e pessoas. É o que sucede também comigo, embora eu não tenha o endeusamento total pois o meu berço não foi na cidade do Porto.
Já é mais do que sabido que as casas tradicionais de cinema desapareceram do visual citadino. Uma havia no entanto que embora noutras funções recreativas tinha a porta aberta a meio gás para bailes de descompressão de gente madura. Gente stressada, carente ou com falhas amorosas iam ao “Júlio Deniz” dar duas de dança, de convívio ou sei lá que mais!... As tristezas da vida devem ser espantadas e então estes locais são refúgio salutar para as pessoas encherem o peito de ar. Passei por lá ontem, na Rua da Costa Cabral e a morte anunciada lá estava, portas fechadas, vidros forrados com jornais já amarelecidos e um pequeno dístico, com as desculpas da ordem,  dizendo que agora os bailes foram para o “Sá da Bandeira”.
“Morreu o meu cinema”, onde vi na juventude algumas fitas, tenho também o direito de manifestar o meu pesar pelo desaparecimento de mais uma referência da cidade – o cinema Júlio Dinis, naquela zona já antes tinham fechado o Estúdio e o Terço.

Paulo de Carvalho - Era uma vez o Espaço


 

 

  
 

 

   Fiquem bem, antonio